Por mim (e pelo Miguel), comeríamos peixe todos os dias. Mas o preço salgado do bicho nas feiras e nos supermercados aliado à pouca animação do maridón em degustar a iguaria assada ou cozida (ele gosta de peixe cru e frito) fazem com que a presença da carne branca saudável, nesse lar, seja mais reduzida do que eu gostaria.
Mesmo diante desse cenário pouco animador, eu tento oferecê-la pelo menos uma vez na semana. É pouco, eu sei. Mas vencer a resistência é difícil.
Nas minhas investidas peixescas, descobri o pargo. Peixe de água salgada, com jeitão simpático, linda cor rósea e gosto maravilhoso.
Mas ele tem MUUUUUUITA espinha. Na primeira compra, feita no Pão de Açúcar, o peixeiro limpou o bicho direitinho e não restou muito da colua dorsal do escamado. Foi feito assado e fez tanto sucesso que repeti a dose.
Dessa vez comprei ele inteiro no Carrefour. Apesar dos meus insistentes apelos para que o peixe ficasse limpo porque seria devorado por CRIANÇAS, o vertebrado aquático chegou em casa com mais espinhas e escamas do que eu poderia contar. (Será que o peixeiro atenderia ao meu pedido se eu não tivesse insistido tanto? Hummmm…)
Resultado: ninguém conseguiu comer o pargo assado. O peixe ficou rolando na geladeira uns três dias. Até eu pedir para que Ana salvasse a divina carne branca do destino final: o lixo. Inclusive porque o quilo do pargo é caro (R$ 15) e eu não costumo rasgar dinheiro nem jogá-lo no lixo.
Eis que nossa querida Ana, cozinheira de mão cheia, fez um bolinho que, se fosse vendido como de bacalhau, ninguém diria o contrário.
O dia do bolinho de peixe foi dia de comer com as mãos e TODAS as bolotinhas foram devoradas pelas crianças.
Como já contamos como é legal para as crianças comer tal qual os orientais, divido a receita bacana do bolinho de peixe da Ana. As quantidades dos ingredientes, bem, essas foram a olho. Então, o jeito é usar o faro culinário para o bolinho ficar delicioso e ser devorado com gosto.
Receita:
Dois filés de pargo (ou qualquer outro peixe) já assados e triturados com as mãos, para, inclusive, sentir as espinhas e pode resgatá-las antes que cheguem à boca dos pequenos.
Algumas batatas (três ou quatro grandes) cozidas e bem amassadas.
Molde bolinhas com a batata. Recheie com a carne de peixe. Passe o bolinho na farinha de trigo, depois numa tigela com ovo batido (com uma pitada de sal) e novamente na farinha. Cuidado para não encher de farinha. Frite em óleo quente. Sirva em seguida. Ele fica com uma capa macia (nada crocante) por fora e deliciosamente macio por dentro.
Beijos da Pati
PS: Acho que vocês já perceberam que eu e a Mônica temos insistido muito com a questão do sal, ou melhor, com a questão de colocar pouco sal na comida das crianças. Já foi dito aqui. E aqui. Nossa preocupação é válida. Excesso de sal na infância, treina o paladar da criança para só gostar de comida assim. Na vida adulta, as comidas com muita sal, já mostram os estudos, não trazem benefício nenhum. Muito pelo contrário. Só doenças. Então, por uma vida com menos sal e mais temperos.
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14/dez/2009
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E grelhado, o marido não gosta? É quase frito, só que sem óleo
Oi, Lia.
Gosta também. Mas ele curte mesmo é peixe cru. Se não tem cru, ele gosta do peixe "com casquinha", como dizem os meninos, referindo-se ao peixe frito, à milanesa. E só então do peixe grelhado.
Como fazemos pouca fritura, libero o peixe "com casquinha".
Os meninos adoram peixe assado, grelhado, frito. O Samuel já curte peixe cru. O Miguel ainda, não.
beijos da Pati
[...] Bolinhos de peixe [...]
Ao invés de fritar, faço assado, com o mesmo empanado. Claro que frito é melhor, mas os pequenos nem sentem a diferença!! E as veias agradecem.