Archive for junho, 2010

Essa é a matéria da Folha de S. Paulo de hoje. Ainda não é tudo o que a gente queria, mas é um começo. Com isso os fabricantes ficarão mais espertos e colocarão seus laboratórios para trabalhar e tornar seus produtos mais saudáveis. Ou estou sonhando muito?

beijos

Mônica

Publicidade de alimento terá advertência

Comerciais de produtos com muito sal, açúcar ou gordura trarão alertas sobre risco de obesidade e doença do coração

Medida é considerada tímida por ONGs de defesa do consumidor e inconstitucional pela indústria de alimentos

ANGELA PINHO
DE BRASÍLIA

Daqui a seis meses, a publicidade de alimentos com altos teores de açúcar, sódio e gorduras trans e saturada terá alertas sobre problemas de saúde que o consumo dessas substâncias pode causar.
A medida está prevista em resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), publicada ontem no “Diário Oficial”.
As frases de advertência deverão ser ditas pelo personagem principal do comercial, no caso da televisão, ou pelo locutor, no rádio.
Na internet e nas mídias impressas, os alertas deverão ter cores contrastantes com a da peça publicitária e ter impacto visual compatível com o dos anúncios.
A iniciativa da Anvisa busca enfrentar o aumento da obesidade no país. Levantamento recente do Ministério da Saúde mostra que quase metade da população adulta está acima do peso.
A resolução é menos restritiva do que o texto que a própria agência havia submetido a consulta pública em 2006. A proposta incluía limites de horário para comerciais desses alimentos e proibição da utilização de personagens de desenho animado.
De acordo com a Anvisa, esses dispositivos foram retirados após reuniões com representantes da AGU (Advocacia-Geral da União), que teriam dito que eles dependiam de mudança na lei.
O resultado é que a resolução desagradou tanto a indústria quanto as ONGs que acompanham o tema.
Para Isabella Henriques, do Instituto Alana (ONG que luta contra a publicidade voltada para crianças), foi um retrocesso tirar do texto restrições à publicidade infantil.
Segundo Henriques, a criança não distingue a publicidade da programação e não vai entender os alertas nos comerciais.
Lisa Gunn, coordenadora-executiva do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), afirma que, como não tem regras específicas para o público infantil, a resolução não trabalha com um ponto que ela considera crucial: a formação do padrão alimentar.
Para Carlos Augusto Monteiro, da Faculdade de Nutrição da USP, a instituição de alertas é “revolucionária”, mas seria melhor adotar medidas como taxação maior sobre os alimentos com muito açúcar, sódio e gordura.

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Ai, a culpa é sempre dos pais!

Desculpe o título nada inspirador do post, mas a culpa pelos filhos estarem cada vez mais acima do peso e saberem cada vez menos brincar sozinhos é nossa. É o que dizem a resportagem de capa da revista Veja desta semana e a coluna da psicóloga Rosely Sayão, no caderno Equilíbrio, da Folha de S.Paulo.

Desculpem todas e todos que nos leem, mas eu concordo. Somos, nós adultos, responsáveis pela alimentação infantil. Já dissemos isso antes e repetimos agora. A nossa indulgência na hora de oferecer alimentos e até de deixá-los comer à vontade está criando uma geração de crianças doentes, segundo pesquisa realizada sob a coordenadação do pediatra Mauro Fisberg, da Unifesp. Dados da pesquisa, publicados na revista Veja, mostram que, das crianças braileiras entre 2 e 5 anos, 22% apresentam sobrepeso e 6% estão obesas (!). Estar obesa é ter 15% de gordura do corpo a mais do que o recomendado.

Criança só fica desse jeito se come MUITOS porcaritos TODOS-OS-DIAS e se movimenta pouco. Criança até 6, 7 anos é puro movimento. Vejo Miguel. Ele é incapaz de acordar e se jogar no sofá e ficar ali, lesado por muito tempo. A leseira matinal dura 5 minutos. Logo ele está em pé no sofá ou de ponta cabeça ou se arrastando para pegar a bolinha pula-pula que caiu embaixo do móvel. Samuel era assim também. Hoje, aos 9 anos, está num ritmo mais devagar. Mesmo assim ele fica paradão, feito poste, quando assiste TV, joga videogame, desenha ou estuda. Fora esses momentos, ele também é sinônimo de movimento, de correr, de se movimentar. Não é muito de pular, como Miguel, mas não fica lesado no sofá. Quando brinca sozinho, corre o tempo todo.

E aqui entramos na segunda culpa do dia: o ótimo artigo de Rosely Sayão diz que as crianças de hoje não sabem brincar sozinhas porque nós, adultos, não deixamos. Já venho batendo nessa tecla há muito tempo (e, em algumas redações por ponde andei, ninguém me levou a sério!). Sem saber brincar sozinha (e cada vez mais sem irmãos e primos e amigos), sobra para os pais brincarem com os filhos e filhas. Quem aguenta trabalhar o dia todo e ainda correr, pular e fazer estripulias? Poucos adultos. Maridão, por exemplo, não tem a menor paciência para tal atividade. Ele se inspira quando a brincadeira envolve uma bola. Sem brincar e comendo cada vez mais as comidinhas deliciosas, práticas e açucaradas, as crianças engordam, engordam e engordam!

A conta é simples. Rosely Sayão clama: Está mais do que na hora de mudarmos esse quadro! Também acho. Para mim a solução está em medidas polêmicas (e talvez eu seja execretada por expô-las aqui): ter mais filhos (pelo menos mais um) e os pais tirarem anos sabáticos – trabalharem em casa - para cuidar mais da alimentação e ter tempo para ligar para os pais dos coleguinhas e combinar para os filhos brincarem um na cada do outro.

Beijos,

Patricia

P.S. Gente, eu concordo com a Patrícia. Teve filho? Então tem de brincar e dar de comer. É simples assim. E se não der para tirar o ano sabático, pega o celular, dê ordens para a empregada e combine trocas de crianças com outros pais. Dá trabalho mas a gente tem de fazer a coisa certa. Embaixo, reproduzimos o artigo da Rosely Sayão. A matéria da Veja ainda não foi disponibilizada na net. Quando for, atualizamos o post.
beijos
Mônica

É tempo de criança entediada

As férias mostram que os filhos não sabem mais brincar sozinhos, por responsabilidade absoluta dos seus pais

QUANDO AS FÉRIAS escolares se aproximam, muitos pais já sabem aquilo que os espera. Como os filhos não sabem brincar sem a direção dos adultos, acabam não sabendo como preencher o seu tempo livre .
Então, vão atrás dos pais em busca de ajuda; isso acontece, inclusive, quando os pais estão em horário de trabalho. Ah! Esse telefone celular que acabou com todas as portas fechadas entre pais e filhos…
Hoje, as crianças não sabem mais brincar sozinhas: elas não sabem o que querem fazer, não sabem do que gostam, não têm curiosidade em explorar o que as circunda. E isso acontece por nossa inteira responsabilidade. Desde quando criança precisa aprender a brincar? Pois, agora, elas precisam.
Desde pequenas, acostumamos as crianças com a presença de um adulto responsável, inclusive e principalmente, por entretê-la. Quando pais contratam babás, querem alguém que tenha paciência de brincar com a criança por horas e horas, mais do que cuidar dela.
As escolas de educação infantil, de um modo geral, seguem mais ou menos o mesmo esquema. Do momento em que a criança entra na escola até o final do período, têm atividades previamente programadas. Como se não bastasse tudo isso, desde que nascem as crianças têm à sua disposição uma infinidade de brinquedos de todos os tipos e cores, que produzem os mais variados sons etc. Os pais fazem isso com boa intenção, mas o exagero na quantidade de brinquedos produz o efeito oposto do que pretendiam: em vez de interessar a criança, esse arsenal de objetos lúdicos acaba por cansá-la e fazer com que não tenha interesse real por nenhuma daquelas coisas.
Ter brinquedos não garante à criança o ato de brincar e ter muitos a leva a não dar atenção a nenhum. E não temos reclamado da atenção dispersa, mais tarde?
Quem vê uma criança brincar por muito tempo com um de seus brinquedos? Em geral, o comportamento dela é o de pegar e descartar vários, muito rapidamente. É bom lembrar que quando a criança tem muitos brinquedos não tem nenhum deles porque, ao pular de um para o outro, não consegue construir uma brincadeira.
Temos criado, dessa maneira, crianças que se entediam com muita facilidade. As férias são uma boa ocasião para os pais saírem da cena tipicamente infantil. Claro que isso não significa abandonar a criança, já que ela teve poucas oportunidades de ser empreendedora em suas brincadeiras. Dar algumas pistas, lançar poucos desafios são exemplos de ofertas que não gerenciam, tampouco desamparam a criança em sua demanda.
Conheço uma mãe que tem conseguido, não sem esforço, levar sua filha a criar suas brincadeiras e ficar bastante tempo interessada nelas. Sua atitude pode servir de inspiração, mas não de modelo.
Ela sugeriu à garota, de pouco mais de oito anos, que construísse uma “caça ao tesouro”, brincadeira bem conhecida das crianças.
A garota ficou totalmente concentrada na atividade porque a mãe dissera que, se as charadas fossem fáceis, ela não brincaria com a filha. A estratégia da mãe funcionou: a filha ficou ligada na brincadeira e a mãe gastou pouco mais de 10 minutos, à noite, para participar com a filha e fazer a sua parte.
Digo e repito: temos feito uma grande confusão na convivência com as crianças. Fazemos o que não precisa ser feito e deixamos de fazer o que é imprescindível. Já é hora de revertermos esse quadro.

ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de “Como Educar Meu Filho?” (Publifolha) blogdaroselysayao.blog.uol.com.br

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Você já passou algum aperto com as crianças no restaurante e teve de usar sua criatividade para distraí-las?

Conte sua história para nós e concorra a 8 kits da Faber-Castell que irão ajudar muito da próxima vez.

Depois dos filhos, ir a um restaurante pode ser:

( ) divertido?

( ) uma verdadeira guerra?

Vamos combinar. É doce a recordação de sentar tranquilamente à mesa, mãos dadas, enquanto se aprecia o cardápio. Com crianças, os talheres logo se transformam em espadas, os guardanapos em aviãozinhos. Qualquer coisa ao alcance das mãos vai parar no chão. Incluindo a comida. Pobre garçom… Depois de meia hora, o salão do restaurante vira playground. E as mãos dadas agora são algemas para que ninguém saia correndo, derrubando tudo…

Você já passou algum aperto com as crianças no restaurante e teve de usar sua criatividade para distraí-las?

Conte sua história para nós e concorra a 8 kits da Faber-Castell que irão ajudar muito da próxima vez.

E sabe por que eles ajudam? São fáceis de carregar para o restaurante, só precisam de um cantinho de mesa e  realmente distraem as crianças (e os adultos!). Os 8 prêmios da Faber-Castell são formados por produtos da linha ColorShow e por kits Creativity for Kids. Os brinquedos têm o aval da UNESCO, estimulam a criatividade da criança e nós aqui do blog adoramos!

O concurso funciona assim: escreva sua história nos comentários deste post (e somente aqui) até dia 18 de julho. Não esqueça de colocar o primeiro nome e idade dos filhos – seu email, que você preenche ao fazer o comentário, não será divulgado. As 8 melhores histórias serão premiadas com kits da Faber-Castell. Os vencedores serão anunciados em um post no dia 22 de julho.

Para abrir o apetite, conheça os kits que você pode ganhar:

Super Sticks Vila Sésamo

São 7 bastões com cores vibrantes, que criam incríveis efeitos multicoloridos. Vem com um carderno para pintar com 10 folhas coloridas.

Textura com Giz de Cera Vila Sésamo

Com pranchas de texturas diferentes, os desenhos ganham fundos especiais e coloridos com giz de cera. Vem com 12 gizes de cera, 6 texturas divertidas e 1 caderno para colorir com 20 folhas.

Minha coleção de caixinhas

As três caixinhas de papel podem ser pintadas e decoradas com glitter, adesivos e plumas. Depois elas estão prontas para guardar o que as meninas quiserem… O kit vem com  3 caixinhas de papel machê, 6 potes de tinta, 1 cola glitter, 1 pacote de adesivos, 1 pacote de plumas, 1 pincel.

O segredo do Artista

Um kit que ajuda a  produzir obras artísticas misturando e descobrindo as cores em diferentes texturas no papel. Contém 5 potes para o preparo das tintas, paleta de pintura, 4 cores de guache, 10 rótulos adesivos, 1 palito de madeira, 1 pacote de glitter prata, 15 folhas de sulfite, 2 rolos, 1 pincel.

Memória Tátil

Um jogo da memória diferente: a brincadeira aqui é descobrir as texturas iguais sem olhar! Vem com 18 peças de madeira, 9 pares de texturas diferentes, 1 saquinho, 1 cola branca.

Formal Fashions

Vestidos exclusivos e fabulosos que podem ser ajustados, enfeitados e transformados para servir em diversas bonecas. O kit tem 4 vestidos (tecidos: rosa, verde, preto e prata), 1 cola glitter transparente, 1 cola branca, 9 fitas em modelos variados, 5 flores de tule, 1 pacote de navetes coloridos, 1 tesoura, 4 cabides de plástico e folheto de instruções.


Navio Fantasma

Um navio fantasma sinistro que brilha no escuro, fácil de montar e pintar! É só personalizar, e partir para muita diversão! Possui 13 peças de madeira para montagem, 6 potes de tinta, barbante + 3 barris, 2 retalhos de tecido em forma de vela, 1 folheto de instruções.


Alquimia das Cores

A ideia deste divertido jogo é brincar com as cores, transformando-as em poções mágicas para garantir a vitória.Vem com 1 bloco com 30 folhas de papel + 1 régua de cores + 1 tabuleiro redondo + 4 peões + 1 dado numérico + 12 lápis aquareláveis com 1 pincel + 1 lápis grafite com borracha + apontador + 42 cartas impressas + 1 cartela adesiva para os peões + 4 moldes em formato de caldeirão + folheto de instruções.

Um beijo

Mônica e Patrícia


Da cozinha para a sucata

Se a chegada das férias escolares causa frio na sua espinha e felicidade eterna no herdeiro ou herdeira, o momento é de calma. Começar agora um arquivo de traquitanas para a criançada se divertir durante os longos dias de inverno – no sul e sudeste do país faz frio, galera! – pode ser uma boa saída para acalmar o seu ânimo e variar as atividades dos pequenos Mister Maker.

Dá para começar pelas embalagens de sobras das compras de supermercado ou da feira. Toda bandeja de isopor ou pote de queijo podem virar “utensílio” para as tardes de pintura. Pensar na criança mexendo com tinta sem a sua presença é uma imagem que lhe arrepia, então o isopor pode servir como porta-retrato de um desenho que será amarrado num barbante e pendurado pela casa ou pode virar qualquer outra coisa.

Latinhas de refrigerante podem ser recheadas com grãos e se transformarem em chocalhos, assim como potes de Yakult. Os de Danone e similares viram telefone sem fio, bonecos e sei lá mais o quê.

Ah, sabe aquela parte do armário da cozinha onde você guarda os potes plásticos? Será que ela não está precisando de uma arrumação? Será que não está na hora de tirar aqueles manchados, com tampas tortas e quebradas? Ótimo. Tire o que não presta mais. Tudo isso não vai para o lixo normal, não?! Vai para o “arquivo”, aqui em casa chamamos de caixa de sucata. Quase tudo da cozinha vai parar ali, da caixa de papelão que vem do supermercado às tampas de requeijão, patês, potes de sorvetes, caixas de cereal matinal. Caixas que saem do banheiro, como as de pasta de dente, de sabonetes, de perfumes, de xampus, e também os rolinhos do papel higiênico, também vão para a sucata. Da cozinha, aliás, também saem os rolos de papelão quando acabam papel alumínio, papel toalha e filme plástico.

Todas essas traquitanas da cozinha, e da casa em geral, grudadas com fita crepe ou unidas com barbante viram tantas coisas nas mãos do Miguel e do Samuel!!! Eles ficam horas entretidos, inventando e construindo e depois criando histórias com o produto final.
Então, além da sucata, abasteça a casa com muitas fitas colantes, cola, barbantes e tesouras e deixe a imaginação sair da mente infantil e ocupar as sucatas enquanto você está ocupada/o também.

Se não sabe onde colocar essa sucata, arranje uma caixa bem grande para ir jogando tudo lá dentro. Ficará surpresa/o com a quantidade de lixo reciclável/sucata somos capazes de produzir.

Só não entra na sucata os potes da lavanderia. Esses devem ir direto para o lixo reciclável.

Ah! Se quiser mandar fotos das criações infantis para a gente, pode! No final das férias, a gente publica. Não esqueça de enviar uma autorização.

No site do Mister Make você pode ver sugestões de brinquedos que as crianças fazem com a sucata. E não se esqueça de levar as crianças para a cozinha, elas merecem se divertir entre as panelas. Mesmo os pequenos, de 1 ou 2 anos, podem ir para a cozinha mexer na farinha, quebrar bolachas, e não apenas comer.

Beijos, Patricia

Um é pouco, dois é bom…

Casamento é bom por isso. Um dia você não está a fim de nada, não aguenta nem pensar no jantar, quer dormir. Os pedidos que as crianças fazem “quero queijo mas tem de ser molinho, só vou comer ovo se for pequeninho, e tem de ter aquela coisa vermelha na comida” não fazem nenhum sentido. Aí vem o marido e salva a patria com sua criação:

É muito bom ser dois…

beijos

Mônica

Para comer ou enfeitar?

Na dúvida, faça os dois…

um sábado bem doce para você!

beijos

Mônica

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A Não-Dieta dos Franceses

Estamos aqui para melhorar a alimentação de nossos filhos, certo? Já pensou que devemos começar pela nossa? E que algumas regras que os adultos devem seguir, também valem para as crianças?

O Paulo, do delicioso Baunilha e Chocolate, sugeriu a leitura de um artigo da Livia Diniz quando fiz um post sobre a polêmica da gordura trans. O texto fala sobre o livro A não-dieta dos franceses, do médico americano Will Clower (Ed. Campus) e mostra de forma simples e clara quais são as regras que deveríamos seguir na hora das refeições. Sem apelar para torturantes restrições ou equações calóricas. O original você encontra aqui.

Um pouco das regras, para abrir o seu apetite:

Concentre-se nas refeições! Nada de comer lendo, assistindo televisão, ou em pé num balcão. Aprenda a saborear a comida.

Coma pequenas porções de vários pratos diferentes na mesma refeição. Nosso cérebro precisa de, pelo menos, 20 minutos para processar a informação de que estamos nos alimentando. Se comemos muito rápido, essa informação não chega ao cérebro e aí acabamos comendo mais para termos a sensação de saciedade.  A troca de pratos ajuda a passar o tempo, retardando o consumo de comida e favorecendo a digestão.

Coma alimentos de verdade. Tudo o que não for feito de ingredientes naturais deve ficar de fora do seu cardápio. Evite alimentos que, na sua composição, não dêem em árvores ou não possuam origem animal. Escolha sempre alimentos frescos. Produtos embalados contêm conservantes, corantes, espessantes, estabilizantes, adoçantes, acidulantes, que o corpo tem mais trabalho para digerir. Entre as gotinhas e o açúcar, mesmo o refinado, o segundo, acredite, ainda é a melhor opção.

Diminua os doces. Na França, os doces não são tão doces quanto em outros lugares, inclusive no Brasil. Os bolos, croissants, pães não levam tanto açúcar e o paladar francês está acostumado com esse padrão. Faça isso na sua casa também.

Reeduque o seu paladar: tire o costume de comer comidas artificiais, excesso de açúcar e sal

Prefira produtos integrais

Não descarte a gordura. Escolha as mais saudáveis, como os azeites e óleos vegetais. Comidas sem gordura contêm mais açúcares e mesmo assim não satisfazem por completo.

Não coma nem beba ao mesmo tempo. Quando você ingere muito líquido, pode, sem querer, expandir sua capacidade de comer grandes quantidades.

Escolha bem seus alimentos. Alta qualidade da comida leva a comer menos quantidade.

um beijo

Mônica

P.S. Se você é chocólatra como meu marido e visitar o Baunilha e Chocolate, cuidado para não ter um enfarte culinário! Só as fotos da home já são de enlouquecer…

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Uma sopa 100% bruxesca

Sopa aquece as mãos quando seguramos a caneca, o nariz quando cheiramos e a barriga quando a comemos. É isso que pensa a bruxa Croquilda quando decide sua próxima refeição. Sem nenhum sapo seco no armário, ela decide pegar ingredientes nas hortas vizinhas. O resultado é uma saborosa sopa de cenoura, batata e alho poró que ela temperou com tomilho, sal e louro. Hummm… E não é que apesar dos ingredientes comuns, o caldo dá forças para a Chapeuzinho Vermelho enfrentar o Lobo Mau sozinha? E o Ogro fica tão saciado que desiste de comer criançinhas? E o Pequeno Polegar vira um gigante? E o Príncipe Encantado… bem, isso é segredo senão vou contar o fim do livro.

Essa é a história de Uma Sopa 100% Bruxesca (Companhia das Letrinhas), escrita por Quiterrie Simon e ilustrado por Magali LeHuche.

Croquilda não conta detalhes da receita (claro, ela é uma bruxa!), mas imagino que tenha picado as cenouras, as batatas e o alho-poró, colocado em uma panela com água, temperado com pitadas de sal, tomilho e louro, e deixado cozinhar até os ingredientes ficarem macios. Depois, deve ter ajustado os temperos. Se eu fosse ela, também colocaria um pouquinho de azeite. E bateria tudo no liquidificador para virar uma sopa cremosa.

Antes de servir, avise a garotada: eles vão ficar Fortes. Saciados. Grandes. E o Príncipe Encantado… Ai, quase que eu conto de novo!

um beijo

Mônica

P.S: aproveite e conheça outras sopas mágicas aqui.

Papinha criada por Carole Crema, chef do restaurante Wraps

CARNE COM ASPARGOS E MANJERICÃO

1 colher (chá) de azeite
1 colher (chá) de cebola picada
100 g de músculo bovino limpo
1/2 batata
3 aspargos frescos
4 folhas de alface
1/3 de talo de alho-poró
1 colher (chá) de manjericão
500 ml de água mineral
1 pitada de sal

Numa panela de pressão, refogue a cebola e o azeite e junte o músculo cortado em cubinhos. Adicione a batata, o aspargo, o alface, o alho-poró, o manjericão e a água. Espere ferver, coloque o sal e cozinhe na pressão por 15 minutos. Separe os sólidos do líqüido. Desfie bem a carne e amasse os outros ingredientes com o garfo, adicionando o líqüido conforme necessário para ajustar a consistência.

* essa receita foi publicada no jornal Folha de S. Paulo

Um beijo

Mônica

Como resolver saias-justas em Festas de Aniversário

Quem nunca se viu em apuros em festas de aniversário? Quando ainda trabalhava na revista Crescer, fiz uma matéria bem bacana sobre saias-justas que podem acontecer nesses eventos. Reproduzo a matéria abaixo e a original você encontra aqui.

beijos

Mônica

Aproveite para conhecer as receitas do blog aqui. Se o problema for falta de criatividade na hora de preparar as refeições, clique em nossos Cardápios Semanais. E para conhecer livros que podem ajudar na cozinha, vá até nossa Biblioteca

Mais 15 situações difíceis de se lidar em uma festa de aniversário

Veja o que você pode fazer para reverter algumas saias-justas

1 – Dois pais se animam tanto em uma discussão que acabam realmente brigando
Na hora:
o primeiro passo é avisar os adultos que, apesar de estarem em uma festa de crianças, já passaram da fase de resolver tudo na mão. Com sorte, apenas essa piada já aliviará o ambiente. Em último caso, peça ajuda e faça os dois se retirarem da festa, pelo menos até acalmarem os ânimos.

Para nunca mais acontecer: seja sempre simpática e atenta quando notar discussões mais calorosas. Vá lá e mude o assunto.

2 – Você descobre que um dos salgadinhos está estragado
Na hora:
tire o tal salgadinho de circulação imediatamente e, caso alguém já tenha comido, avise a pessoa (ou os pais da criança) e se desculpe. O constrangimento não vale a intoxicação de um convidado. Se alguém passar mal, acompanhe até o pronto socorro mais perto e fique lá até ter certeza de que está tudo bem.

Para nunca mais acontecer: de sua tia querida do interior até a empresa chique que cria comidas extravagantes, exija sempre a perfeição.

3 – Um adulto bebe demais
Na hora:
é o fim! Mas pode acontecer. Aí, funciona como festa de adulto. Tire o inadequado de cena. Peça ajuda para alguém conhecido levá-lo embora. E o mais rápido possível pois as crianças não precisam passar por esse tipo de coisa. Se for um dos pais de colegas, distraia a criança o quanto puder enquanto alguém telefone para o outro companheiro socorrê-lo.

Para nunca mais acontecer: reveja seus conceitos. Quem disse que festa de criança realmente precisa ter bebida alcoólica para os adultos?

4 – É sua primeira festa e você descobre que não tem nada em comum com os outros pais da escola
Na hora:
a festa é um acontecimento social do seu filho, e não seu. Então, respire fundo, fale sobre o tempo e apenas escute o que os outros estão falando, sem dar grandes opiniões. A própria escola pode render alguma conversa. Outra saída é ser simpática, cumprimentar a todos, e manter o foco nas crianças, afinal elas precisam mesmo ser supervisionadas e você é a anfitriã.

Para nunca mais acontecer: vocês todos escolheram aquela escola, logo, algo deve existir de comum ao grupo. Pode demorar um tempo, mas você vai descobrir alguma coisa. Mantenha-se aberta ao novo!

5 – Na última hora você descobre que comprou o material errado para a atividade, e que o escolhido vai estragar a roupa dos convidados
Na hora:
se a atividade ainda não começou, tem duas saídas: mude os planos e invente outra coisa para fazer, ou improvise aventais para as crianças não se sujarem – vale até correr para uma loja de bairro e comprar camisetas tamanho G. Mas se a descoberta se deu tarde demais, só resta pedir desculpas para os pais e se comprometer a cobrir os prejuízos (e torcer para eles serem tão refinados quanto você e deixarem isso pra lá).

Para nunca mais acontecer: leve uma amiga com experiência em festas infantis na hora de fazer as compras.

6 – Seu filho chora porque tem medo do Parabéns
Na hora:
se a festa é sua, simplesmente dispense o Parabéns. O aniversário é do seu filho e esta data tem que ser lembrada por ele como um momento feliz e não de terror. Você não deve satisfações a ninguém por respeitá-lo. Transforme o Parabéns em outro tipo de brincadeira e avise os convidados que ele será mais divertido. Na festa dos outros colegas, simplesmente disfarce e vá dar uma volta no quarteirão enquanto cantam. Mas volte correndo para o bolo!

Para nunca mais acontecer: experimente cantar o Parabéns de forma mais lenta, baixinho e com poucas pessoas. Com o tempo, o ritual vai parecer menos dramático para o seu filho.

7 – Seu filho tem medo e foge dos bonecos contratados por uma fortuna
Na hora:
apesar do preço alto que se paga, é muito normal crianças de até uns 4 anos terem medo dos bonecos (e, vamos combinar, algumas vezes eles realmente são uns terrores). Não precisa ter vergonha desse medo. Um dia ele se acostuma. Por enquanto, vale distraí-lo com outros “cantos” da festa.

Para nunca mais acontecer: quando sentir mais segurança na criança, vá se aproximando dos bonecos. Vale até apelar para o melhor amigo que já perdeu o medo. Se ele continuar, evite os bonecos na próxima festa.

8 – Você passa por uma situação crítica horas antes da festa, como descobrir que seu marido quer o divórcio ou que a família foi a falência
Na hora:
seu filho não tem culpa e esse é o dia dele. Além disso, cancelar a festa não fará seu marido mudar de opinião ou nascer uma árvore de dinheiro no seu quintal. Resolva uma coisa de cada vez. Peça ajuda para alguma amiga, que possa apóia-la inclusive psicologicamente, e siga em frente com a festa.

Para nunca mais acontecer: infelizmente, não temos esse poder.

9 – Você descobre que te deram um presente que foi o dado por outro pai em um aniversário passado
Na hora:
seja educada acima de tudo. Finja que nada esta acontecendo e agradeça o presente. O importante é seu filho se divertir depois com ele.

Para nunca mais acontecer: que tal se sair com uma frase do tipo: “Parece que este brinquedo é mesmo uma sensação entre a garotada. Todos os anos vemos crianças ganhando, não é mesmo?”. O pão duro pode se tocar que não engana ninguém.

10 – Um convidado chega sem presente e seu filho reclama na frente dele
Na hora:
diga que a mãe do convidado não teve tempo de comprá-lo e que o mais importante é a presença do amigo.

Para nunca mais acontecer: é difícil evitar, mas depois da festa explique ao seu filho que o comentário não foi legal e que ele pode passar pela mesma situação algum dia.

11 – Um convidado desanda a chorar
Na hora:
Os pais estão ali? Confirme que eles sabem do ocorrido, se mostre solidária e disposta a ajudar. No caso de uma criança sozinha, descubra o que aconteceu e tente acalmá-la. Distrair com uma brincadeira nova sempre dá certo. Se for manha, deixe-a chorar sem dar muita atenção e ela logo vai parar quando notar que não tem platéia. Mas se nada funcionar, ligue para os pais pedindo socorro.

Para nunca mais acontecer: outra situação difícil de prever. Você pode, pelo menos, dar um toque para os pais quando notar que uma criança ainda não tem condições de ficar sozinha em uma festa.

12 – Seu filho (ou um convidado) quebra um brinquedo do buffet
Na hora:
quando o brinquedo é do buffet, geralmente basta ensinar a criança a pedir desculpas e só. Esse tipo de situação já está prevista no orçamento da festa.

Para nunca mais acontecer: ficar de olho no seu filho se ele for do tipo “destruidor” pode ajudar (mas não anular a questão).

13 – Seu filho diz que não gostou do presente na frente do convidado
Na hora:
tentar consertar a situação pode ser pior. Finja na hora que não ouviu e lembre ao seu filho que ele precisa agradecer. Mais tarde, converse sobre o que aconteceu e diga que a pessoa que o presenteou pode ficar chateada.

Para nunca mais acontecer: se o seu filho é do tipo que diz tudo o que vem à mente sem pensar antes, vale um bate-papo antes da festa para lembrá-lo das regrinhas básicas de educação.

14 – Você bolou uma festa em que não dá para chamar a classe inteira do seu filho
Na hora:
é mesmo o caso? Para os maiores é até aceitável pois elas próprias têm seus grupinhos dentro da classe. E você pode realizar uma festa mais íntima mesmo, como um chá da tarde, ou uma ida ao restaurante preferido da galera. Mas no caso de crianças pequenas a situação é mais delicada. A não ser que você crie uma festa só de meninas ou só de meninos, por exemplo. Em todos os casos, vale ligar para a casa dos pais, convidando um a um, pedindo discrição pois não vai convidar todo mundo.

Para nunca mais acontecer: depende de você. Até que seja natural que seu filho queira chamar apenas alguns amigos da classe, faça festas onde todos possam ir.

15 – Você preparou uma roupa especial para a festa e ele não quer usar de jeito nenhum
Na hora:
conte que é uma comemoração especial e, que nessas ocasiões, é legal usar uma roupa diferente. Se não tiver jeito, veja se consegue convencê-lo a usar a roupa apenas em uma parte da festa ou desista da idéia e deixe-o curtir a festa.

Para nunca mais acontecer: deixe que ele participe da escolha e não compre peças muito rebuscadas. É importante que ele possa brincar e se divertir no aniversário sem se preocupar se vai estragar o traje novo.