Archive for setembro, 2010

Leite materno é afetado pela alimentação da mãe

Sempre desconfiei que o leite materno sofre influências das substâncias ingeridas pela mãe. Nunca engoli muito a história de que podemos comer de tudo, desde que moderamente, durante o período que amamentamos.  Que podemos comer feijão, chocolate, beber café entre outros alimentos porque eles não provocam cólicas nos bebês. O que causa os doloridos espasmos é o natural movimento da flora, do intestino e por aí vai. Ok, até concordo com a explicação, mas a minha desconfiança ganhou mais ares de certeza quando Miguel passou a sofrer com a suspeita de ser alérgico à proteína do leite de vaca e eu é que tive de entrar numa dieta livre de alimentos lácteos.

Desde então, passei a acreditar que toda mãe que deseja realmente amamentar exclusivamente o rebento deveria se alimentar como as mamíferas de grande porte (baleias, vacas, vacas-marinhas, que são as mulheres dos peixes-bois, leoas) quase que exclusivamente de um tipo de comida ou a menos variada e mais saudável possível. Isso significa comer muito mato (os verdes) e carne (da cor branca, de preferência peixe, ou as de cor vermelha) e abandonar os açúcares (os carboidratos) e tudo que produz gás metano (rsrs).

Dureza, não? Também, acho. Mas eu sobrevivi, às duras penas, confesso, sem leite e derivados – pão, bolachas, biscoitos, queijos.

Hoje, a certeza virou CER-TE-ZA com as pesquisas que estão sendo apresentadas no Congresso Ibero-americano de Bancos de Leite, que está acontecendo em Brasília desde ontem, quarta-feira, dia 29/9, sobre a influência da alimentação na qualidade do leite.

Um estudo, que eu considero muito interessante, está sendo feito no Rio de Janeiro. Ele tenta descobrir porque o leite de algumas doadoras tem mais calorias do que o de outras.

Diz o texto, da Rede Brasileira de Banco de Dados, que “a coordenadora do setor Processamento e Controle de Qualidade do Banco de Leite Humano do IFF/Fiocruz, a engenheira de alimentos Danielle Aparecida da Silva, conta que estão sendo investigados os hábitos alimentares de mulheres que doaram leite humano com mais de 700 Kcal/Litro e menos de 400 Kcal/Litro. “… O objetivo do estudo é identificar como se alimentam as mães geradoras de leite humano altamente calórico, para orientar a dieta de lactantes a partir destes resultados”, Danielle resume.

“Ainda em fase preliminar, a pesquisa inédita no país está sendo realizada no município do Rio de Janeiro, com doadoras do Banco de Leite Humano do IFF/Fiocruz – referência nacional na área.

“A meta é expandir o estudo para outros Estados, para compreender a influência de alimentações típicas na qualidade do leite humano. “O Brasil é um país muito diverso e cada região tem um hábito alimentar diferente. Queremos investigar a qualidade do leite humano em cada uma destas situações, considerando, por exemplo, o alto consumo de óleo de dendê na Bahia ou a elevada ingestão de carne no sul do país”, apresenta a engenheira de alimentos. A pesquisadora destaca que os resultados permitirão a elaboração de dietas a partir do hábito alimentar e nutricional de cada região do país, valorizando a cultura local.”

 Pois é. A grande questão é: descoberta a influência da qualidade da alimentação no leite materno quantas mães estarão dispostas a abrir mão das delícias culinárias em pró do aleitamento materno? Hoje já são poucas as dispostas a encarar a jornada da exclusividade, são poucas as dispostas a atravessar o mar de obstáculos que o aleitamento no impõe, inclusive de disponibilidade. Como diz a filósofa Elizabeth Badinter (crítica da tirania do aleitamento materno), amamentar passa a ser um trabalho em tempo integral para a mulher. Você estaria disposta também a restringir o que coloca no prato?  Mesmo?

 A propósito: eu  topei porque achei que valia a pena e porque era financeiramente mais barato do que me aventurar nas fórmulas exclusivas e caras.

Beijos,

Patricia

E a promoção para ganhar o livro Diário de Um Grávido, do Renato Kaufmann do Diário Grávido, continua. O Renato promete, inclusive, deixar suas habilidades com as palavras de lado e enfrentar o desconhecido mundo da cozinha para fazer a receita sorteada! Para participar, clique AQUI.

Troca de ingredientes!

Cozinha é experimentação. Nunca achei a frase -que li ou ouvi alguém dizer- tão exata. Eu e os meninos fomos para a cozinha fazer a receita de Supernuggets, do livro Juju na Cozinha.

Na verdade são iscas de filé de frango temperadas e empanadas com farinha de trigo e de rosca. Ficam deliciosas. Os meninos comem, que é uma loucura!

Quando começamos a elaboração do prato, vi que a farinha de rosca era pouca. Lembrei que a Mônica costuma triturar torradas integrais para colocar nos alimentos. Como tinha torradas, trituramos e empanamos o frango e torci para dar certo.

A descoberta: as iscas feitas com a farinha das torradas integrais ficaram muito mais macias do que as que foram feitas com farinha de rosca.

Trocar ingredientes, às vezes, dá muito certo!

Os supernuggets

Quatro filés de frango cortados em tiras, temperados com sal e salsinha. Passe no ovo, na farinha de trigo e depois na da integral. Frite em óleo quente. Sirva com salada de alface americana, tomate, cenoura, pepino e mais o que vocês gostam.

Beijos,

Patricia

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E continua a promoção… agora ainda mais divertida!

Pessoas, a promoção para ganhar o livro Diário de Um Grávido agora está ainda mais divertida! É que o autor, o Renato Kaufmann do Diário Grávido, promete deixar suas habilidades com as palavras de lado e enfrentar o desconhecido mundo da cozinha para fazer a receita sorteada!

Queremos fotos, tá Re…

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beijos

Mônica

Meu filho não come x obesidade infantil

Manhã chuvosa de domingo e dois pensamentos passeiam pela minha mente: o primeiro – e mais preocupante – é que Úrsula parou de comer novamente. Para quem não sabe ainda, minha filha caçula, de quase dois anos, funciona assim: come, come, come. Durante um mês. E come de tudo. Aí desencana  e acha que tem coisas mais interessantes para fazer. Simplesmente não acha graça em nada comestível. A não ser banana, uva e queijo, nada entra. Ela vira o rostinho, faz careta e diz “não”. Como ela nasceu prematura e está bem abaixo da linha média na tabela de crescimento, surge um certo desespero desta mãe, seguido de ações também desesperadas. Nesse dia, pensando que a banana tem vitaminas e carboidratos, resolvi juntar a fruta com Farinha Láctea para que ela comesse algo forte, com sustância, que desse cor no rosto, energia e… me senti a minha mãe nos anos setenta! Enfim…

Enquanto ela comia fiquei pensando na notícia que a Patrícia colocou aqui outro dia sobre obesidade infantil. Segundo o IBGE, cerca de 30% das crianças entre 5 e 9 anos estão acima do peso e quase 15%, obesa. Mas o que mais ouvimos das mães com filhos pequenos é que eles não comem! O que será que acontece entre a fase do “meu filho não come” até o “meu filho está obeso”? Um mistério esse hiato, mas acredito que estamos fazendo alguma coisa errada no meio do caminho. Depois de muito conversar com especialistas da área de alimentação e saúde até hoje, cheguei a conclusão de que eu devo ser a prova viva do que ocorre. Segue comigo. O filho não come. Mãe desesperada apela para tudo (leia-se comidas que dão sustância e os pequenos tem mais facilidade para comer, como a tal farinha láctea, bolachas, salgadinhos, fast foods. Nunca vi ninguém lutando para uma criança comer um pedaço de chocolate!). Mãe respira aliviada porque o filho está absorvendo alguma caloria. Acredita que isso é só um start para ele voltar a comer. Depois, quando tudo voltar ao normal, as refeições voltarão a ser saudáveis, pensa a ingênua. Humm… e quem foi que disse que a criança vai querer algo saudável e verde depois de uma maratona de porcaritos? Na tentativa de voltar ao “normal” provavelmente o filho não vai comer novamente, a mãe vai ficar desesperada, dará qualquer qualquer coisa para introduzir calorias ao pequeno… e assim nasce a obesidade.

Deve ser isso. Infelizmente meus caros, esse é apenas um post de reflexão. E para alertar, afinal, esclarecer qual o problema ajuda bastante. Não tenho a menor ideia como quebrar o ciclo. Quer dizer, não vou nem ter a cara de pau de sugerir aqui as recomendações dos especialistas (não dê porcaritos, deixe a criança com fome, uma hora ela vai comer arroz e feijão, tente varios tipos de comida, use a criatividade…) porque, apesar de desconfiar que eles têm razão, nem sempre a gente tem paciência para fazer tudo isso. Mas assim que eu achar o caminho do meio, eu conto!

beijos

Mônica

P.S. Enquanto eu escrevia esse post a Úrsula devorou um bolinho de chuva. Gorduroso, açucarado, rico em farinha refinada. Af, daqui uns anos eu devo ir para o inferno das mães de obesos…

P.S 2: Quer descobrir afinal o que pensam os homens sobre essa questão de ser pai? É só participar da nossa super promoção clicando AQUI e ganhar o divertido livro Diário de Um Grávido, escrito por Renato Kaufmann, autor do blog Diário Grávido. Lá ele conta tudo!

Promoção ganhe um livro Diário de um Grávido

O que passa na cabeça dos homens quando a companheira engravida? E no coração? E no bolso? Sentem enjôos? Sofrem ataques de ansiedade, suador?

Como será que eles se sentem quando escutam o(a) médico(a) dizer para a mulher frases do tipo “Abre mais a perna, querida” durante o exame de ultra-som transvaginal para o primeiro olho-no-ovo ou feijão de 0,5 cm (um conjunto de 4 pixels)?

Você não faz ideia da revolução pela qual está passando (ou passou) o doador do espermatozóide que se implantou no seu óvulo porque ele faz o tipo caladão, macho não chora?

Esta na hora de ler Diário de Um Grávido, do Renato Kaufmann, do delicioso blog Diário Grávido, e saber que o macho chora, sofre de palmitações, sonha (ou melhor, tem pesadelos) de que vai à bancarrota, vive momentos de incredulidade principalmente quando vê que o amontoado de pixel já tem coração vigoroso e precisará de fraldas.

Duas alternativas para conseguir o livro do pai da fofa da Lúcia:

A) Ir a qualquer site-livraria e comprar um exemplar (Opção #fail)

B) Participar da nossa promoção que é assim: você se inscreve para participar deixando, nos comentários deste post, seu nome, email e uma receita. Sim, uma receita! E para a família comer junto, inclusive os bebês e crianças! A receita tem de ser gostosa, meio diferentona e tão fácil de fazer que até o Renato será capaz de pilotar as panelas. Já avisamos: a intimidade do escritor, que tem uma exímia habilidade com as letras, é zero quando o assunto é cozinhar para a Lúcia. Então vê lá o que vai pedir no modo de fazer. Vamos aguardar as inscrições até segunda feira que vem, dia 4 de outubro.

No dia 7, quinta, sortearemos o livro – cada participante terá um número correspondente, seguindo a ordem da participação nos comentários.

INSCRIÇÕES SEM A RECEITA NÃO SERÃO ACEITAS!!

SÓ VALE UMA RECEITA POR PARTICIPANTE!

Um beijo e boa sorte

Mônica e Patricia

PS: Se você ganhar, recomendamos que você leia alguns capítulos em voz alta para o marido. O senso de humor do Renato é refinado, inteligiente, culto e… masculino. O que dizer da expressão “bisneto no forno”! Af!

Passeando com o bebê

 

Jardim Botânico de São Paulo

Jardim Botânico de São Paulo

Na semana passada, colocamos um post com indicações de parques para levar os pequenos bem pequenos. Recebemos outras sugestões que divido com vocês. 

Parque das águas, em Brasília

Parque das águas, em Brasília

A Lia, mãe da fofíssima Emília e autora do delicioso Um, dois, três, saco de farinha, disse:

“Brasília tem um lugar maravilhoso que é o Parque Nacional da Água Mineral, conhecido popularmente só como Água Mineral mesmo. É uma reserva com piscinas de água corrente, você vê a água brotando do chão. Tem barraquinha com milho cozido, melancia e outras coisas não tão saudáveis, trilhas e até macacos nas árvores!! Eu AMO. Pra bebês, a única ressalva é que a água é gelada. Ah, e claro: domingo é uma farofafa, melhor ir sábado bem cedo ou em dias de semana (feriado jamais!).”

Já a Ana, do Coisas de Bebê, contou que, “no Rio (de Janeiro), fazemos mensalmente o Sambebê, um evento de samba e música brasileira para país e bebês! No jardim, acontecem atividades artísticas e educativas infantis realizadas pelos nossos parceiros Eureca Atelie e Espaço Taitibitati, além de feirinha de produtos infantis. Vejam fotos da última edição em: http://www.coisadebebe.com.br/fotos-sambebe-298010/

Adorei a ideia do Sambebê.

Jardim Botânico de São Paulo

E lembrei do nosso maravilhoso Jardim Botânico, aqui em São Paulo. Ele não é tão badalado quanto o do Rio de Janeiro (que também é imperdível), mas tem lá o seu valor – e estacionamento perto, porque é praticamente inviável chegar de transporte público ao jardim, levando bebê e sacolas a tiracolo. (Eita, prefeitinhos e governadoreszinhos lerdos que tivemos nesse estado. Não tiveram competência de levar uma linha de metrô para uma região que tem o Jardim Botânico, o Zoológico, o ZooSafari e o Parque de Astronomia da USP. Desculpem o desafabo, mas estou com IPE-Irritação Pré-Eleitoral ).

Tenham um excelente passeio com a filharada e não esqueçam de levar frutas e água na sacola para a farofa ser em alto nível!

beijos,

Patricia

Açúcar, sódio e gordura: afinal, por que eles fazem mal?

Depois de uma tumultuada mudança para uma casa nova, com direito a uma semana sem fogão, estou aqui de volta! E resolvi compartilhar uma matéria que fiz para o site Bebê. Com sobre os três ingredientes mais visados quando o assunto é tomar cuidado com as comidas industrializadas: açúcar, sódio e gordura.

Descobri coisas bem interessantes. Sabia, por exemplo, que o sódio também é usado como conservante nos produtos industriais? E que o açúcar mascavo é considerado um pouco menos vilão, já que pelo menos conserva algumas vitaminas e sais minerais da cana-de-açúcar?

Para ler a matéria completa, conhecer outros segredos e ainda descobrir como fazer trocas para diminuir esses ingredientes no dia-a-dia, clique aqui.

um beijo

Mônica

PS. E não esqueça de responder nosso questionário se você ainda não o fez. Basta clicar aqui.

É anônimo e mais rápido do que comer um doce! Obrigada!

Dia do sorvete?

Li no Twitter que hoje é dia do sorvete!

(Hein?! Comemoração típica de país capitalista, porém muito aprazível!)

Deixando a chatice de lado, quero dizer que, na semana passada, andei fazendo com a família degustações de picolés de marcas menos conhecidas para um post (futuro) sobre sorvetes no palito. Como sou uma capitalista incorrigível vou aproveitar o dia para compartilhar os dois achados que foram aprovados pela família.

Picolé Diletto. Com o slogan La Felicità è un gelato, esse urso polar conquistou a família, principalmente nos sabores chocolate e vanilla e chocolate. Eu também gostei dos de frutas: morango e framboesa. Os meninos não curtiram, acharam azedos demais (meus filhos já têm o paladar brasileiro, ou seja, gostam de doce melado que chega até arder a língua).

Por que gostamos? O sabor é ótimo e a textura, formidável, aveludada. Muito próxima de mousse de chocolate. Coisa de louco! Uma curiosidade: o açúcar usado no sorvete vem da beterraba, menos comum no Brasil, mas é tão sacarose quanto o açúcar da cana. O picolé tem pouca caloria, mesmo o de chocolate. O site deles é engraçadinho. O Urso Polar, símbolo da marca, anda de motoca com capacete na cabeça. Fácil de cair nas graças da criançada.  Associado ao picolé do pessoal do “andar de cima”, o Diletto começa a se popularizar e chegar às padocas de bairros paulistanos da classe média (comprei em uma dessas), mas ainda não é tão fácil de achar, infelizmente! Tem na rede Dona Dêola, em São Paulo. Mas eles estão em projeto de expansão forte e têm grandes chances de cair nas graças do brasileiro porque eu acho que eles fazem um bom produto (que vem em uma embalagem charmosa!)

Não é baratinho se comparado com os picolés da massa (leia-se Nestlé etc). Custa, em média, R$ 6. Mas eu acho que é aquele tipo de comidinha que vale a pena pagar e compartilhar com meus filhos, justamente pelo momento de felicidade que o picolé proporcionou nesta família.

Melona: Outro picolé que a turma aprovou (mas já faz um tempinho) é o da marca Melona, o coreano que caiu nas graças do paulistano mesmo não sendo adoçicado. O carro chefe da marca é de sabor melão. Nunca provei. Mas eu (e Miguel) aprovamos o de morango (menos ácido e mais cremoso que o Diletto) e o de banana. O imbatível para nós dois, porém, é o “gelinho” sabor uva. Ui! Dilícia. É o tradicional gelinho ou raspadinha com suco de uva. Esse é doce, bem açucarado. Maridão e Samuel são básicos e resistentes a experimentações então ficam no de chocolate (não é picole, mas um tipo sanduíche com recheio de sorvete), que também é bemmmm bom. Pouco doce e com calorias na medida.

Por que gostamos? Assim como o Diletto, o sabor e a textura são deliciosos. Pouco açucarados e softs (macios), menos o gelinho de uva. Custam em média R$ 5 e também são capazes de trazer momentos de felicidade familiar.

beijos,

Patrícia

Receita (fácil) de molho de tomate caseiro

Usamos muito molho de tomate aqui em casa, inclusive porque os meninos apreciam. O ingrediente combina com muitas receitas. Vai bem com carnes (frango, peixe, crustáceos e carne vermelha), qualquer massa (macarrão, panqueca etc) e até no arroz e na sopa.

Durante muito tempo, comprei o molho de tomate pronto. Era prático, rápido. Achava até gostoso. Mas desde que comecei a ler que algumas marcas não eram lá muito cuidadosas com a higiene, passei a optar pelo molho de tomate caseiro,inclusive porque  tínhamos uma funcionária que fazia uma receita bem gostosa de molho de tomate.

Mas a funcionária se foi, e nós ficamos órfãos daquela delícia. Decidi pegar a receita de molho caseiro da minha mãe, mesmo achando que era um negócio complicado. A memória da gente prega peças. Eu sempre acreditei que a receita era daquelas que exige horas a fio na cozinha.

Que nada!

O molho da dona Maria Helena é tão fácil que até o marido é capaz de fazer. Então, dedico essa receita ao pai dos meus filhos e aos pais dos filhos de nossas leitoras para eles se embrenharem na cozinha e se divertirem.

Você vai precisar de:

- uma tábua e uma faca grande para cortar os tomates, as cebolas e os alhos;

- uma panela de pressão para colocar todos os ingredientes (tomate, cebola e alho) e cozinhar na pressão por 15 minutos (isso significa que depois que o pino da panela começar a apitar deixe a panela fazendo esse barulho por 15 minutos);

- um liquidificador para transformar os tomates cozidos em molho;

- uma peneira grande e com furos largos para peneirar o molho cozido e batido;

- uma panela grande para apurar (tirar um pouco da água) o molho;

- e potes limpos para colocar o molho pronto.

Os ingredientes:

- 1 quilo de tomates bem maduros, moles, porém firmes, e bem vermelhos (eu gosto do Débora tipo italiano) e, se possível, orgânicos.

- Duas cebolas grandes descascadas e cortadas em quatro e quatro dentes de alho grandes descascados.

Modo de fazer:

Antes de mexer nos alimentos, lave as mãos.  Corte os tomates, as cebolas e o alho (não precisa de água porque o tomate tem MUITA água, assim como a cebola.). Jogue tudo na panela de pressão. Feche e cozinhe na pressão por pelo menos 15 minutos. Desligue o fogo, abra a panela e despeje tudo no liquificador. Bata até virar uma espécie de suco grosso, consistente. Coloque a peneira sobre uma panela (pode até ser a da pressão para economizar utensílios) e despeje o molho aos poucos na peneira. Vá mexendo o conteúdo até peneirar tudo.

crédito Patricia Cerqueira

Vai sobrar apenas semente e pele na peneira (que eu  jogo fora).

Leve a panela ao fogo para apurar (reduzir a quantidade de água) e engrossar o molho. Isso leva cerca de 20 minutos.

Enquanto isso prepare os potes (de preferência de vidro). Lave-os. O último enxágüe deve ser com água fervente. O molho engrossado vai para os potes, que ao esfriarem, vão direto para o congelador.

Observações da minha mãe, que eu sigo e tem dado certo:

- só tempere o molho quando for usar. Congele-os sem sal e óleo. Isso é ótimo porque tenho a liberdade de variar o tempero. Dá para se divertir e as crianças nem costumam notar. Ontem, por exemplo coloquei alguns cravos no tempero do molho.

Ter tomates em casa é sempre bom porque “esse lindo fruto é uma fonte rica em vitaminas (ácido fólico, vitaminas C e E), minerais (potássio), carotenóides (beta-caroteno e licopeno) e flavonóides. Fornecem aproximadamente 20 mg de vitamina C, 220 mg de potássio, 0,015 mg de ácido fólico e 0,4 UI (unidades internacionais) de vitamina E por 100 g. Esses valores correspondem a, aproximadamente, 22%, 6%, 4% e 2% da ingestão diária recomendada para estes nutrientes, respectivamente. A vitamina C é necessária à prevenção do escorbuto e manutenção da saúde da pele, gengivas e vasos sangüíneos. Também participa na formação de colágeno, absorção de ferro, redução do nível de colesterol e fortalecimento do sistema imunológico. Como antioxidante, reduz o risco de arteriosclerose, doenças cardiovasculares e algumas formas de câncer.”

Para saber mais sobre esse fruto (e de onde eu tirei o trecho acima), clique aqui.

E aqui algumas sugestões de receitas que levam molho de tomate e já citadas por nós:

Beijos e uma excelente semana!

Patricia

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É anônimo e mais rápido do que comer um doce! Obrigada!

Domingo no parque!

Sempre achei que alguns passeios, de cara, eram tremendas roubadas para fazer quando os meninos ainda eram pequenos, quando tinham cerca de 1 ano ou 2. Por exemplo: museus onde não se pode tocar em nada, apenas contemplar, ou parque de diversões, no estilo Hopi Hari ou Playcenter. Eu acho que esses lugares não têm nada para o interesse, paciência e estômago dos pequenos andarilhos.

Em compensação, eu acho que não existem endereços mais certeiros do que parques, praças e praia, claro, para ir com os pequenos andarilhos! Ali há um mundo de possibilidades – para fazer, ver e sentir. Um mundão para explorar. E o melhor, nem precisa de muito esquema. Basta ânimo e uma sacola com muda de roupa e fraldas!

Na semana passada, levei os garotos ao Parque da Água Branca, batizado de Fernando Costa. Mas ninguém conhece com esse nome… Foi uma visitinha surpresa, sem pensar previamente. Era para a gente ir só até a padaria e acabamos por dar uma esticada ao Água Branca porque o domingo estava lindo.

Foi uma delícia. Não tínhamos nada em mente quando chegamos lá, mas acabamos por conferir a quantas andam o projeto PraLer (a Mônica já falou dele aqui – http://www.comerparacrescer.com/2010/07/25/mais-um-lugar-para-ler/). Eu achei que está indo bem. Os meninos também.

Há diversos “viveiros” que foram divididos por estilo. Poesia e infantil, por exemplo. Qualquer pessoa pode pegar um livro sentar nos pufs ou nas cadeiras e ler ali mesmo. O “Viveiro” maior é o infantil. É também o único com tapetes de EVA nas entradas para a criançada e os pais sentarem e desfrutarem as histórias. Os bebês têm à disposição um túnel de tecido para se distraírem (e aprenderem a desviar dos pedregulhos que “invadem” os emborrachados). Há bastante sombra por causa das muitas árvores que têm ali por perto.

Bem pertinho do espaço tem o carrinho da água de coco (fresquinha), o playground com chão de areia (que eu acho que deveria passar por uma reforma mais ampla do que a que está acontecendo). Pertinho do espaço da leitura, tem ainda um caminho novo, o do Pau Brasil, de chão de pedrinhas, ótima para os pequenos andarilhos se exercitarem na arte de ficar em pé com firmeza.

O parque está passando por uma ampla reforma, que extinguiu o estacionamento gratuito (isso me deixou muito irritada), mas, aos finais de semana, por conta da feira de orgânicos, há um local (pago) improvisado para deixar as charangas ou possantes, como queiram.

Vá. Leve as crias e aproveite para tomar o café da manhã em frente ao galpão dos orgânicos e depois passar na feirinha para comprar uma caixinha de morango ou de qualquer outra fruta, sem agrotóxicos e afins, para serem degustadas depois da brincadeira.

Dá para chegar ao parque de ônibus (qualquer um que passe na avenida Francisco Matarazzo ou na rua Turiaçu) ou de metrô (estação Barra Funda).

O endereço é avenida Francisco Matarazzo,455. Funciona de seg. a seg., das 6h às 18h

Para quem mora fora de São Paulo e tem filhos maiores indico dois passeios:*

*(a sugestão é pelo que li e morri de vontade de levar os filhos, mas que ainda não conheço infelizmente):

- Em Brasília: Parque da Cidade.

No http://manualdefilhos.blogspot.com/2010/09/parque-de-diversao-nicolandia.html há dicas de tudo o que tem de bacana no local. Vale a pena ler o texto e visitar o local.

- No Rio: O Jardim das Borboletas, da Fiocruz. No post http://1001roteirinhos.com.br/index.php/2010/08/o-jardim-encantado/, a Eliane, do delicioso 1001 Roteirinhos, conta sobre a abertura desse lugar no MU-SE-U (ah, nesse as crianças podem tocar em uma porção de coisa) que a família curte a beça.

Conte para a gente que parque ou praça sob medida para as crianças pequeninas tem na cidade e você recomendaria para nós.

beijos,

Patricia