Archive for dezembro, 2011

Já não se faz mais família grande como antigamente. A sua família é grande? Com 4 crianças ou mais? Ou você conhece alguma família grande? Pode nos indicar para contar como é a rotina alimentar da casa da grande família? Como são as refeições. Se conseguem fazer todos no mesmo horário. Como define o cardápio. Como lida com a neofobia alimentar ou as exigências do paladar de cada filho. Como são as compras de supermercado. O que a família gosta de comer e o que não gosta. Quais são os costumes. Quem cozinha e quem lava os pratos.

Quanto mais detalhes, mais rico fica o perfil da família. Escreva para a gente que publicamos. Mas precisa ter fotos da galera toda à mesa.
Férias pedem receitinhas rápidas porque os dias são preguiçosos. Nada de horas a fio na cozinha nem de gastança no cartão de crédito com restaurantes porque IPVA, IPTU, IXVCD, IHJNB, ITFE já estão chegando e o 13 salário tem de render para pagar os impostos das infinitas siglas. Separei algumas receitas de comidinhas que podem ser oferecidas para a família toda e não apenas para o bebê. Basta fazer alguns ajustes de ingredientes, de consistência, quanto à idade e as restrições alimentares.
Mixi-maxe! (Nem sei bem escrever o nome dessa receita. Talvez seja michi-mache!)
Essa receita é do maridón e um sucesso entre os meninos. Basicamente é misturar tudo numa frigideira e pronto! É aquele tipo de receita que a gente aprende na época da faculdade, quando moramos longe da cozinha de casa. Se for oferecer ao bebê e crianças até 3 anos, não inclua os embutidos.
Ingredientes
Ovos, feijão (pronto e com muito caldo), arroz (já cozido).
Opcionais: farinha de mandioca, linguiça defumada, salsicha de primeira linha.
Modo de fazer
Quebre os ovos. Em uma frigideira, aqueça óleo (ou azeite). Faça ovos mexidos úmidos (ou seja não deixe secar, não deixe a clara e a gema ficarem sequinhas). Em seguida coloque um bom tanto de feijão com bastante caldo. Mexa. Se desejar acrescenta a linguiça ou a salsicha (de primeira linha, por favor!). O ideal é que fique uma mistura úmida. Caso goste mais sequinho, com jeitão de feijão tropero, acrescente a farinha. Não esqueça de um punhado de salsinha e de cebolinha, para finalizar. Aqueça o arroz e sirva sobre o mexidão. Esse prato demora, se muito, 5 minutos para ser feito e é muito mais saudável que macarrão instântaneo.
Almôndegas com cenoura e abobrinha
Aprendia (e fiz em casa) essa receita com a dra. Ana Teresa Londres, pediatra e nutróloga, membro da Sociedade Parananense de Pediatria, numa manhã com outras jornalistas e blogueiras no workshop ”Prevenção de doenças futuras com pratos saborosos”, realizado na cozinha experimental da Nestlé.
ALMÔNDEGAS DE CARNE E LEGUMES
INGREDIENTES
Carne moída magra (patinho) 300 g
1 cenoura ralada (ralo grosso) 70 g
1 abobrinha ralada (ralo grosso) 70 g
1/2 cebola picada ou ralada
1 ovo levemente batido
2 colher de sopa de farinha de aveia
1 colher de sopa de salsinha picada
Sal e pimenta moída na hora
Modo de fazer
Lave as mãos antes de começar. Amasse bem todos os ingredientes até dar ligar e fazer bolinhas pequenas (cerca de 3 cm diâmetro). Eu uso o garfo para misturar os ingredientes. Cozinhe em molho de tomate previamente preparado por cerca de 15 a 20 minutos em fogo baixo com panela tampada. A doutora explicou que essa quantidade foi suficiente para 35 almôndegas de 15 g cada (8 g de carne). Uma porção infantil de 4 almôndegas (32 g de carne) e pode ser oferecida para as crianças que já têm dentes e adquiriram habilidade na mastigação, ou seja, bebês a partir dos 9 meses já podem se deliciar com as almôndegas.
Na primeira vez que eu fiz, eu fritei e achei que não ficaram macias. Repeti dias desses e cozinhei no molho. Ficaram molinhas. Muito fáceis de mastigar. Se você acha que não vai rolar na sua casa porque tem cenoura e abobrinhas raladas, posso garantir que elas desparecem e até a criança mais cri-cri com legumes e verdes, tipo Miguel, não vai notar a presença dos intrusos.
Essa receita também foi criada pela dra. Ana Teresa Londres e degustada por jornalistas e blogueiras no workshop ”Prevenção de doenças futuras com pratos saborosos”, realizado na cozinha experimental da Nestlé. Pode ser oferecida para bebês, mas é preciso muito cuidado com a carne do peixe. Use uma que não tenha nada de espinhas.
PAPINHA DE PEIXE COM LEGUMES
INGREDIENTES
50 g de peixe sem espinho (de acordo com a região)
1 colher de chá de cebola picada
2 colheres de sopa de batata cozida (1 batata pequena)
2 colheres de sopa de chuchu (1/2 chuchu)
1 colher de sopa de couve picada ou espinafre
250 ml de água
10 ml de óleo
Modo de Preparo
Em uma panela pequena refogar o peixe em cubos e a cebola. Acrescentar os demais ingredientes. Cobrir com água. Tampar e cozinhar em fogo médio até que os ingredientes fiquem macios e com pouco caldo. Amassar com o garfo, acrescentar o óleo e servir.
A última receita feita pela doutora Ana Teresa Londres e a que menos gostei porque não tenho uma relação muito harmônica com espinafre. Na verdade, meu paladar não se encantou com a folha verde escura. Mas ficou bem bom e pode ser oferecido aos bebês já habilidosos na mastigação porque é molinho e praticamente sem sal.
SOUFLÊ DE ESPINAFRE
INGREDIENTES
2 maços de espinafre (você já encontra nos supermercados espinafre limpos porque ninguém precisa se matar na cozinha limpando verduras nesses dias preguiçosos)
250 mL de leite (que o bebê toma, inclusive materno)
1 colher de sopa de manteiga (sim, manteiga)
1 colher de sopa cheia de farinha trigo
4 ovos (separe as claras das gemas)
Sal, pimenta moída na hora e noz moscada
Farinha de rosca para polvilhar.
Modo de fazer
Cozinhe rapidamente (por 2 minutos) o espinafre em água salgada e fervente. Escorra e passe para vasilha com água gelada. Escorra e esprema bem para soltar toda água. Depois pique grosseiramente. Derreta a manteiga, acrescente a farinha de trigo, mexa por alguns segundos. Acrescente o leite gelado e mexa bem até dissolver a farinha e engrossar um pouco. Desligue o fogo, mexa mais um pouco para tirar o calor e acrescente as gemas. Evite colocá-las no mingau muito quente porque elas podem cozinhas rapidamente e não vão incorporar no creme. Acrescente em seguida espinafre, sal, pimenta e noz moscada. Bata com o mixer ou coloque no liquidificador e reserve. Bata as claras em ponto de neve e misture aos poucos na massa do suflê. Unte um pirex de manteiga (ou óleo) e polvilhe com farinha de rosca. Leve ao forno a 160 graus por cerca de 20 a 30 minutos. Esta quantidade rendeu 12 potes de 8 cm de diâmetro e 1 pote seria a quantidade para criança.
Crédito das fotos: Alan Teixeira
Samuel fez cardápios originais para almoço e jantar
Samuel também fez um sousplat personalizado
Tentei fazer uma horta. Os únicos que vingaram foram os temperos: sálvia, alecrim e manjericão estão firmes e fortes.
O arroz passou a ser cozido com folha de louro, inclusive o integral, e ganhou um novo sabor.
O morango também ganhou uma nova roupagem, e bemmmm calórica: camada de chantilly, chocolate de cobertura e em gotas!
A vida alimentar dessa família, em 2011, ganhou novos ingredientes, principalmente temperos, que fazem muita diferença na comida do dia a dia, que é a que praticamos em 80% do tempo, ou seja, a comida de casa. Eu e marido nos arriscamos mais nas pápricas e currys da vida. Os meninos aceitaram algumas apostas. Recusaram outras, o que nos causou muita frustração. Mas, no balanço geral, todos dessa família avançaram na direção de um paladar mais democrático, mais amplo, aberto e plural. Ficamos distantes um tantinho mais da mesmice e do preconceito com certos alimentos. Mas ainda há muito o que ser conquistado. 2012 está aí para continuarmos nossa jornada. Será que vamos avançar nos legumes? Eu gostaria. Berinjelas nos esperem!
Beijos saborosos de todos daqui de casa. Um bom e feliz Natal.
Patrícia, Marido, Samuel e Miguel
Mais ou menos nessa época do ano, em 2010, escrevi o post abaixo. Lembro de ter esquecido de colocar as fotos. Recupero o post, com as imagens, como sugestão de prato para esses dias preguiçosos e aproveito para contar que esse macarrão se transformou no macarrão predileto dos meninos, mesmo com pimenta.
Depois de uma cansativa insistência, maridón finalmente atendeu aos meus apelos e mandou a receita do macarrão à carbonara, além de um singelo depoimento sobre a experiência de cozinhar a pasta acompanhado dos meninos. Eu amei o texto porque tem o humor masculino pelo qual me apaixonei há 17 anos (agora já são 18 anos).
Boa leitura e boa pasta!
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Saber cozinhar sempre foi um desejo meu, embora eu tenha mais destreza para virar as páginas de um romance de Dostoiévski do que para acertar o sal do macarrão. Os meus 42 anos, porém, indicam que fui criado ainda no modelo familiar tradicional, e nunca vi meu pai de avental de cozinha, a não ser no carnaval, depois de umas cervejas. Por isso, não tive, na minha infância, um modelo de prestígio para imitar no ato de cozinhar, como supunha a antropologia de Marcel Mauss – que, por ser francês, devia saber cozinhar bem pra burro. Era minha mãe que sempre cozinhava, e nunca deixava ninguém nem chegar perto para ver como fazer. (Trata-se de um traço persistente: já no Brasil colonial, diz Gilberto Freyre, as mulheres formavam uma “maçonaria” que passava as receitas de mãe para filha, quase aos sussurros, para ninguém mais ouvir.) 
Por outro lado, sempre admirei a combinação de ingredientes para chegar a um desses pratos deliciosos que nos fazem enfrentar o trânsito, as filas de espera e os preços absurdos para jantar fora. Isso não é acaso ou ciência. A culinária conta uma história apaixonante, que une sabores, paladares e costumes. Sentir a boca encher de água diante de uma feijoada bonita não é somente sinal de fome, é resultado fisiológico de admiração por uma cultura. Talvez seja por isso que eu ainda esteja adiando minha entrada definitiva no mundo da cozinha. Não sei se tenho preparo intelectual para cozinhar – e preparo intelectual, aqui, deve ser entendido como a capacidade de compreender instintivamente os ingredientes em si, a relação entre eles e deles como nossos desejos gustativos, atuais e ancestrais. Limito-me, como a maioria dos homens, ao trivial macarrão-ovo-pipoca.
No entanto, dia desses, deparei-me com uma receita de macarrão à Carbonara, no site do New York Times. A foto da receita, com uma lingüiça italiana e um pedaço de queijo pecorino, era irresistível. Como sempre faço quando vejo algo bacana, mandei para a Patricia, essa santa que casou comigo. Ela sugeriu, então, que eu mesmo fizesse o macarrão – como eu nunca havia ido além do alho-e-óleo ou do molho de tomate, achei que era demais para mim. Mas li a receita e concluí que, sim, eu podia. Patricia, porém, não se contenta com pouco. Além de me pedir que cozinhasse, ela sugeriu que eu convidasse Samuel e Miguel, nossos filhos pequenos, para participar.
Era a soma de todos os medos. Três homens na cozinha, sendo que dois deles tinham menos de dez anos de idade, era desafiar demais as tradições patriarcais da sociedade brasileira. Fiquei esperando que o raio de reprovação de Deus-macho rachasse nossas cabeças por ocupar o lugar que deveria ser de uma mulher. Nada disso aconteceu, porém. Eu e os meninos fizemos a receita com destreza inaudita – evidentemente, houve alguns contratempos, como quando pedi para Miguel triturar a carne da lingüiça, e ele fez cara de nojo, ou quando pedi para Samuel colocar a pimenta, e ele fez cara de pânico.
Quando o prato foi à mesa, comemos, eu e Patricia, como se fosse a última Coca-Cola gelada do deserto. Já os meninos… Bem, mesmo com o evidente orgulho deles pelo conjunto da obra, o fato de termos apimentado a massa não foi bem aceito pelos nossos pequenos gourmets. Apesar disso, tenho certeza de que a experiência de terem cozinhado junto com o pai não será esquecida.
Eu não vou esquecer.
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Spaghetti Alla Carbonara com Linguiça
Tempo: 45 minutos
½ quilo de linguiça italiana doce (sweet Italian sausage)
1 colher de sopa de azeite extra virgem
1 colher de sopa de manteiga sem sal
1 cebola média cortada em fatias finas
1 e ½ colher de pimenta do reino
2 folhas de louro
½ xícara de vinho branco seco
1 quilo de espaguete com sal
3 ovos grandes
¼ de xícara de queijo pecorino romano
Preparo:
1. Remova as tripas da lingüiça. Usando uma faca, um garfo ou as mãos, corte a carne em pedaços pequenos. Aqueça o azeite e a manteiga em uma frigideira grande. Adicione a cebola e cozinhe em fogo médio/baixo até ficar transparente.
2. Adicione a linguiça e triturá-la uma colher de pau até que ela esteja uniforme e perca sua coloração rosa. Misture a pimenta e as folhas de louro. Adicione o vinho e cozinhe até que tenha quase evaporado, cerca de 2 minutos. Retire a frigideira do fogo e descarte as folhas de louro. Tempere a carne com sal a gosto.
3. Leve uma panela grande de água salgada para ferver. Cozinhe o espaguete até ficar al dente, 6-7 minutos. Enquanto isso, encha uma tigela grande com água quente ou morna em forno baixo. Bata levemente os ovos em um prato pequeno. Pouco antes de macarrão ficar pronto, retorne a frigideira com linguiça ao fogo baixo. Quando o macarrão estiver pronto, lentamente bata aproximadamente uma colher de água do macarrão com ovos. Em seguida, escorra a massa.
4. Transfira a linguiça para uma travessa. Despeje o espaguete e misture com a linguiça, lentamente adicionando os ovos batidos. Adicione sal a gosto e o pecorino.
Rendimento: 4-6 porções.
A dúvida surgiu porque aqui em casa acontece sempre e a culpa é minha: só bebo água gelada. Independentemente do tempo que faz lá fora. Mesmo em pleno inverno, se não sair da geladeira não mata minha sede.E lógico que as meninas copiaram: ao ver a mãe beber o líquido em baixa temperatura com tanto prazer, adotaram o hábito e não querem nem saber de água na temperatura ambiente.
Então fui conversar com um dos maiores especialistas em crianças e comidas do pais, o doutor Mauro Fisberg, pediatra e nutrólogo da Universidade Federal de São Paulo. E a resposta foi animadora para quem tem filhos com mais de 3 anos! Olha só: “Crianças maiores podem tomar líquidos gelados, sorvetes, ou qualquer preparação mais fria, sem problemas, desde que não exageradamente frios, e desde que não estejam com infecções do trato respiratório, já que as temperaturas frias tendem a inibir alguns dos mecanismos de defesa, especialmente do nariz, garganta, e brônquios. Mas, no geral, não há qualquer problema se a criança estiver acostumada”, disse ele.
Com o verão chegando daqui dois dias, essa é uma ótima notícia. Não precisa dar suco gelado trincando como a sua cerveja, mas pode liberar o sorvete e os líquidos fresquinhos sem medo de ser feliz caso seu filho esteja com a saúde ok. E se não tiver, enquanto estiver calor faça a boa e velha “mistura” de água.
beijos
Mônica
Laços e fitas
17/dez/2011No próximo final de semana, a maioria das crianças estará na expectativa de saber o que papai noel trará para eles. Os meninos, aqui em casa, ainda acreditam no velhinho mágico e estão na expectativa de saber se ele vai mesmo deixar algo embaixo da árvore de Natal. Escreveram cartinhas para o bom velhinho, enviaram, junto com os pedidos, belos desenhos e sinceras mensagens de “eu acredito em você”. Para finalizar, colocaram em envelopes e passaram laços e fitas. Ou seja, além de se importarem com o conteúdo da carta, dedicaram tempo e imaginação com o embrulho. Fiquei encantada com a preocupação dos meninos de a cartinha mais especial do ano (para eles) ter uma embalagem especial. Acho que é genético, pois eu gosto muito de fazer embrulho. Dou valor ao que está por fora também. Quando mais jovem (ui!), queria trabalhar no setor de embrulhos de lojas, supermercados e livrarias. Queria um lugar para fazer um curso de embrulhos. Queria ser a pessoa que cria os desenhos dos papéis. (Não deu certo, então fui ser jornalista).
Quando vi o passo-a-passo de embrulhos com papéis recicláveis no Lady´s Findings, fiquei encantada e ansiosa para testar minhas habilidades neanderthalis com laços, fitas e papel, porque apesar de minha paixão por fazer embrulhos, minha habilidade manual é decepcionante. Mesmo assim, vou tentar. Na semana que chega testarei minha (in)capacidade em fazer laços para enfeitar o papel que esconderá o caderninho de anotações (pedido do Miguel) e o jogo de videogame (pedido do Samuel). Quer tentar também? Visite o Ladys.
beijos,
Patricia
Quem vai dançar no banheiro com as cores azul e verde é….
11 Laerte José G. J.
E a amarela e vermelha vai animar o banheiro de…
Mas SURPRESA!!!!
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Filed Under : promoções by Comer para Crescer
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- Viviane K. Rila
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- Placido de Araujo
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Boa sorte a todos!


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