Archive for janeiro, 2012

Os desafios do lanche after school

A gente já publicou (e republicou) as 65 ideias para montar uma lancheira saudável. Aliás, esse é um tema que a gente se depara sempre no retorno das aulas, pois é um desafio montar uma lancheira saudável e prática. Esse ano, porém, os desafios que vamos enfrentar aqui em casa, além da lancheira saudável, é o lanche entre a saída da escola e o da chegada em casa, lanche after school.

Explico: os meninos mudaram de ciclos e, portanto, o tempo de aula aumentou em 30 minutos. Isso significa que vão almoçar 30 minutos mais tarde do que estavam acostumados ou até mais tarde caso enfrentem um trânsito mais pesado que o normal.

Mig até agora não é daquelas crianças que clamam de fome. Samu, ao contrário, é daqueles que telefona no meio do caminho para saber qual é o cardápio e anunciar que está faminto. Hoje, coloquei uma banana na mochila do filho mais voraz para ser o lanchinho pós-aula, para ele devorar no caminho de volta. Bananas são ótimas porque pesam no estômago, dando uma acalmada nas dores da fome.

Como oferecer o mesmo alimento todo dia enjoa, andei pesquisando algumas alternativas 1) práticas, 2) de preferência saudáveis, 3) que agradam o paladar dos meninos, 4) que possam dar uma tapeada, mas não devem matar a fome e 5) que suportem ficar muito tempo fora da geladeira, para alternar com a fruta. Não foi uma tarefa fácil. Não mesmo. Na verdade é quase uma arte conseguir encontrar esses snacks after school.

Aqui estão algumas sugestões:

- pacotinho com frutas oleaginosas, principalmente, amendoim torrado;

- pedaço de bolo ou cup cake caseiro (pode variar no sabor);

- muffins salgados;

- biscoito com chocolate;

- dois cookies caseiros;

- pacotinho com biscuit ou torradinhas;

- duas bisnaguinhas ou qualquer pão pequeno puro;

- algumas poucas bolachas (salgadas ou doces) simples, sem recheio;

- potinho com legumes variados: cenouras babys, tomate e pepino em tiras;

- potinho com azeitonas verdes sem caroço;

- frutas frescas variadas.

Bom, acho que dará para os próximos 11 dias. Depois eu me viro nos 30 e descolo outras mais.

Mas, se você tiver algumas sugestões que se enquadrem nessa categoria, por caridade compartilha aqui, vai? Por favor!

 

beijos,

Patricia

PS sobre o desenho que ilustra esse post: Antes de ir para a escola hoje e enfrentar os desafios do primeiro dia de aula em novos ciclos, os meninos se depararam com esse delicioso recado deixado pelo pai e some groceries too!

 

Resposta do McDonald’s sobre o hidróxido de amônia

Depois da denúncia de que nos EUA estaria sendo usado hidróxido de amônia para reaproveitamente de carnes de segunda nos sanduíches do McDonald’s, o COMER PARA CRESCER entrou em contato com o McDonald’s no Brasil para procurar esclarecer se o mesmo ocorre aqui. Recebemos uma resposta do Diretor de Comunicação Corporativa, Hélio Muniz:

 

E também tivemos acesso à resposta dada nos EUA:

“At McDonald’s, food safety has been and will continue to be a top priority. McDonald’s USA has always used 100% USDA-inspected beef.
Currently, McDonald’s USA does not use ammonia-treated beef in our hamburgers. The decision to discontinue use was not related to any particular event, but rather a result of our efforts to align our standards for beef around the world.
McDonald’s complies with government requirements and food safety regulations. We also have our own food safety measures and standards in place throughout our supply chain to help ensure that we serve safe, high quality food to our customers.”

Todd Bacon, PhD, Senior Director of Quality Systems, Supply Chain Management
McDonald’s USA

Quem for inteligente vai notar que sim, eles admitem que usavam a substância nos EUA. Um absurdo. Quero muito acreditar que no Brasil a vigilância seja mais rigorosa (e por incrível que pareça que é mesmo), o que explica porque lá fora empresas podem tomardecisões que aqui no Brasil não são aceitas, já que a Arcos Dourados deixa a entender que o mesmo não ocorre aqui. Ponto positivo pela rapidez em responder e a vontade de serem transparente. Ponto negativo porque foi uma resposta evasiva.

Continuo a achar que eles fazem a parte deles enquanto NÓS devemos fazer a nossa, como escrevi no post Os Segredos do McDonald’s e O McDonald’s está mais saudável?

beijos

Mônica

Aumenta o mercado de papinhas industrializadas

Notícia boa para quem, por algum nobre motivo, precisa usar as papinhas industrializadas. A empresa paranaense Jasmine lançou no mercado o que eles chamam de papinhas e purezinhos orgânicos.

Se as tais papinhas forem gostosas como os biscoitos salgados, os bebês vão gostar. Segundo a empresa, são cinco sabores, sendo três opções salgadas – Purezinho de Abóbora, Batata e Milho; Purezinho de Macarrão com Vegetais (Abóbora, Batata, Milho e Brócolis) e Purezinho de Vegetais com Arroz e Quinoa – e duas de frutas – Maçã e Mix de Frutas (Maçã, Pêra e Banana). Os purezinhos são embalados em potes plásticos de 113 gramas, que podem ser levados diretamente ao micro-ondas, são 100% recicláveis, sem risco de quebra e livres da substância Bisfenol A.

O produto tem certificação segundo as novas regras de orgânicos do Ministério da Agricultura o fabricante garante que tudo é feito com ingredientes selecionados e orgânicos, livres de quaisquer substâncias nocivas à saúde.

No site tem indicação de pontos de venda no Brasil todo.

Bom, se tudo isso é verdade e se temos aí uma opção mesmo, só os consumidores dirão. Então se você experimentar, volta aqui para contar para  gente o que achou. E também dê seu pitaco no Opinimãe, ok?

beijos

Mônica

Abobrinha ao forno direto da Itália

Tenho esse amigo que peguei emprestado do meu marido, o Allan. Pessoa bacanérrima que vive na Itália com três lindas mulheres: sua companheira e as duas filhas. Viver na verdade é pouco porque para descrever a forma sensível e descolada com que Allan vê a Itália, só lendo o seu blog, Carta da Itália. Eu tenho os meus posts preferidos, como o que me ensinou a usar corretamente a cafeteira italiana. Ou o que eu sempre leio na hora de fazer um delicioso risoto alla milanese, apesar de ter nunca ter usado o tal midollo que o Allan sugere. Ou ainda o Paccheri e limone all’Eloá, que nunca me deixa esquecer porque uma casa digna precisa ter sempre Parmigiano Reggiano.

Mas eis que no comentário sobre as super saladas para crianças, Allan me presenteou com mais uma receita divina: Abobrinhas ao forno! É tão simples quanto gostosa é só precisar de três ingredientes! Olha como o Allan a escreveu:

 

Abobrinhas – 1 por pessoa, se for pequena
Queijo – eu uso o gouda, mas o nosso queijo prato também serve
Pancetta – se não tiver pancetta, use um bacon levemente defumado
Não use sal ou outro tempero.

 

 

 

 

 

 

 

Corte o queijo em tirinhas, a pancetta em fatias finas – se usar bacon, corte-o em cubinhos e use-o com parcimónia. Corte as abobrinhas ao meio e retire parte do miolo, formando pequenas “canoas”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Coloque a aborinha em um pirex ou assadeira e recheie com as tirinhas de queijo e a pancetta.

 

 

 

 

 

 

Cubra com a parte do miolo que foi retirada e use palitos para firmar. Leve ao forno a 200 ºC por 45 minutos.

 

 

 

 

 

 

Sirva e imagine o que está perdendo quem torce o nariz para os vegetais.

 

 

 

 

 

 

Corre lá conhecer mais sobre a receita e xeretar um pouco mais na vida da Itália…

beijos

Mônica

 

 

Inspiração

Ai! Vontade monstro de comer uma coisa assim.

via A Ladys Finding

5 super saladas para crianças

Encontrei as 5 em um livro aqui de casa “Super Salada” da Seleções Reade’s Digest (antigo, hein?)

As saladas são deliciosas, com cara de criança mesmo. E se você pedir para a garotada ajudar na hora de fazer, como eu sugiro no post Como cozinhar com crianças, vai ter mais chance deles comerem sem reclamar.

Corre pegar o caderno de receitas…

beijos

Mônica

 

SALADA TURCA DE CENOURA COM COALHADA DE ALHO

Para 4 porções

 

500 g de coalhada

400 g de cenoura

3 colheres (sopa) de azeite de oliva

2 dentes de alho

sal

2 ou 3 colheres (sopa) de suco de limão

1/2 ramo de salsa

Com um filtro de papel, coe a coalhada. Lave e descasque as cenouras e passe-as pelas lâminas onduladas do ralador. Aqueça o azeite numa frigideira antiaderente e refogue as cenouras durante 10 minutos, mexendo ocasionalmente, até que comecem a amaciar. Tire do fogo e deixe esfriar. Numa tigela, misture a coalhada com as cenouras. Descasque os dentes de alho, passe-os no espremedor e junte à mistura de coalhada e cenouras. Mexa bem e tempere com sal e o suco de limão. Tampe a salada e reserve por pelo menos 1 hora na geladeira. Lave e agite a salsa até que seque. Remova as folhas dos caules. Verifique o tempero da salada e, se necessário, acrescente um pouco mais de sal e suco de limão. Arrume em 4 pratos fundos e decore com a salsa. Para acompanhar, pão árabe quentinho.

 

PIMENTÃO RECHEADO COM MACARRÃO

Para 4 porções

 

250 g de macarrão cornetti

sal

100 g de milho em conserva

4 pepinos em picles

1 cebola branca

1 pimentão verde, 1 vermelho e 1 amarelo

150 g de queijo cheddar ou emental

1/2 molho de manjericão

pimenta-do-reino

suco de limão

 

Molho

2 colheres (sopa) de vinagre de vinho branco

2 colheres (sopa) de óleo de semente de uva

100 g de creme de leite batido

sal de ervas

pimenta-do-reino moída na hora

Cozinhe a massa numa panela com bastante água e sal; escorra e deixe esfriar. Escorra a água do milho e corte os pepinos em cubos. Descasque a cebola e corte também em cubinhos. Corte ao meio o pimentão verde. Retire as sementes, lave e corte em pedaços pequenos. Corte ao meio os pimentões amarelo e vermelho e limpe-os, sem remover os cabinhos. Lave as duas metades de cada um e deixe escorrer. Corte o queijo, sem a casca, em cubos. Para preparar o molho, coloque numa tigela o vinagre, o óleo e o creme de leite, e misture. Tempere bem com sal de ervas e pimenta. Acrescente os pedaços de pimentão, os cubos de queijo, o milho, o pepino, a cebola e a massa ao molho e misture. Lave e seque o manjericão. Corte 2/3 das folhas em tiras finas e misture-as à salada. Tempere com mais sal, pimenta e suco de limão a gosto. Recheie as metades dos pimentões com a salada. Decore com o restante do manjericão e sirva em seguida. Para acompanhar, pão de centeio torrado.

 

SALADA DE TORTELLINI COM CENOURA E MOLHO CREMOSO DE ERVAS

Para 4 porções

 

2 ovos

300 g de cenoura

1 cebola pequena

1 colher (sopa) de óleo de canola

150 ml de cado de legumes

500 g de tortellini (ou capeletti) frescos recheados com ricota e espinafre

sal

1/2 pé de alface

100 g de creme de leite

100 g de iogurte natural

2 colheres (sopa) de suco de limão

pimenta-do-reino moída na hora

1/2 colher (chá) de mostarda

1/4 de molho de endro e de salsa, cada

Coloque os ovos numa panela,  cubra com água e cozinhe até ficarem duros. Deixe-os imersos em água fria. Descasque e leva as cenouras; corte 5 lascas finas ao longo do comprimento de cada uma . Corte-as, em seguida, em fatias finas, que terão a forma de flores. Descasque a cebola e corte-a em cubinhos. Aqueça o óleo de canola numa frigideira antiaderente e doure a cebola até ficar transparente. Acrescente as cenouras e frite ligeiramente, sem deixar de mexer. Adicione o caldo de legumes, tampe a frigideira e deixe cozinhar, em fogo médio por 5 a 10 minutos. Retire a frigideira do fogo e deixe esfriar. Cozinhe os tortellini em bastante água com sal até ficar al dente. Em seguida, escorra e deixe esfriar. Lave a alface e agite as folhas para secar. Rasgue-as em pedaços grandes a arrume-as em 4 pratos de salada ou numa saladeira. Para preparar o molho, numa tigela grande misture o creme de leite, o iogurte, o suco de limão, a mostarda, sal e pimenta, e bata bem com um batedor de ovos. Lave e seque o endro e a salsa. Pique as folhas bem fino. Junte as ervas ao molho e misture. Acrescente as cenouras e os tortellini e misture delicadamente. Descasque os ovos e corte-os em quatro. Arrume a salada sobre as folhas de alface, decore com os pedaços de ovos e sirva.

 

SALADA DE SALSICHA COM VINAGRETE DE CEBOLINHA

Para 4 porções

 

1 pimentão amarelo

1 pimentão vermelho

200 g de grãos de milho (em lata)

8 pepinos em picles

3 batatas cozidas (com a casca) de véspera

6 salsichas

2 fatias grossas de queijo gouda maturado

1 ou 2 colheres (sopa) de vinagre de vinho branco

2 colheres (sopa) de salmoura do picles

2 colheres (sopa) de óleo de girassol

100 g de creme de leite batido

1 pitada de açúcar

sal

pimenta-do-reino moída na hora

1/4 de colher (chá) de páprica doce

1/2 molho de cebolinha

Corte ao meio os pimentões, descarte as sementes, lave-os e corte-os em cubinhos. Coloque numa tigela os cubos e os grãos de milho. corte os picles em fatias finas. Descasque as batatas e corte em cubinhos. Corte as salsichas em rodelas finas. Pique o queijo em tiras, descartando as bordas. Misture tudo aos cubos de pimentão e ao milho na tigela. Coloque 1 colher (sopa) de vinagre, a salmoura dos picles e o óleo em uma tigela e bata bem com um batedor de ovos. Misture o creme de leite e tempere com açúcar, sal, pimenta e páprica. Regue os ingredientes da salada com o molho e misture bem. Tampe e leve à geladeira por 1 hora. Lave a cebolinha e agite-a para secar. Corte-a em rolinhos finos. Tempere a salada com sal, pimenta e vinagre. Polvilhe com a cebolinha e sirva.

 

TIRAS DE FRANGO COM MACARRÃO, ABOBRINHA E RÚCULA

Para 4 porções

 

200 g de massa tipo gravata (ou farfalle)

sal

400 g de abobrinha

1 dente de alho

1 ramo de alecrim

4 colheres (sopa) de azeite de oliva

pimenta-do-reino moída na hora

150 g de rúcula

150 g de tomates-cereja

2 a 3 colheres (sopa) de vinagre balsâmico

3 ramos de manjerona, 3 de tomilho e 3 de salsa

20 g de manteiga

400 g de filés de peito de frango

1 colher (sopa) de suco de limão

 

Cozinhe a massa em bastante água, seguindo as instruções da embalagem, até ficar al dente. Depois escorra e deixe esfriar. Limpe e lave as abobrinhas e corte-as em fatias de 1 cm de espessura. Descasque o dente de alho e amasse-o numa tigela. Lave, agite para secar e pique grosseiramente as folhas de alecrim. Adicione ao alho na tigela. Acrescente 2 colheres (sopa) do azeite e a abobrinha, misture e reserve. Frite a abobrinha em uma frigideira antiaderente até ficar dourada. Polvilhe com sal e pimenta e coloque numa tigela. Acrescente o macarrão e misture tudo cuidadosamente. Lave a rúcula e agite as folhas para secar. Pique os talos e corte as folhas em pedaços. Lave os tomates e corte-os ao meio. Misture numa tigela o vinagre balsâmico com o restante do azeite, sal e pimenta, e bata bem. Adicione a rúcula, os tomates e o vinagrete ao macarrão com abobrinha e misture. Tempere a salada com vinagre balsâmico, sal e pimenta e distribua em 4 pratos. Lave a manjerona, o tomilho e a salsa, e agite as folhas para secar, picando-as em seguida. Aqueça a manteiga numa frigideira. Corte os filés de frango em trias e doure-as na manteiga em fogo alto. Tempere a carne com sal e pimenta, e distribua sobre as porções de salada. Polvilhe com as ervas e regue com o suco de limão; sirva em seguida.

 

 

Comer na frente na TV – 2

 

“Comer assistindo TV é ruim. Percebo isso com os meninos, aqui em casa. No almoço, a TV está sempre desligada. O foco está na mesa. Não necessariamente na comida, mas na conversa, no que aconteceu pela manhã, no que poderá rolar durante à tarde. À noite, a TV está quase sempre ligada. Os meninos nem sequer olham para o prato. Miguel é praticamente abduzido pela tela. A comida fica ali, esfriando, enquanto ele está vidrado no Mistureba. (Agora é o campeão de audiência no jantar é Zeke e Luther) Percebo que os dois já criaram o costume, já se tornou um hábito problemático e por minha culpa, máxima culpa. Achei que as refeições rolariam com mais tranquilidade se a TV estivesse ligada. Ledo engano. No almoço, sem TV, eles comem melhor porque não são abduzidos para fora da mesa. À noite, as garfadas vão para a boca sem que os olhos se virem para o prato.

Não ver o que come significa também não saber quanto se come. Montanhas de arroz e feijão, em prato fundo, além de desanimadoras, podem induzir à obesidade. Estudos têm mostrado a ligação entre aprender a comer grandes quantidades ainda na infância com manter o hábito na adolescência e na vida adulta. Comer demais pode levar à obesidade. O problema pode gerar doenças, como a diabetes.

Nem tudo está perdido. Já combinei que os jantares serão sem TV pelo menos três dias na semana. Não vou tirar tudo já que a culpa não é de um garoto de 4 (7) anos nem de um menino de 8 (10) anos. Houve reclamação, chiadeira, claro! Mas, na semana passada, correu tudo bem. Na verdade, foi ótimo. Silencioso (tanto quanto um jantar com duas crianças pode ser silencioso), feliz, sem as clássicas reclamações e pedidos eternos de “Miguel, come!”, “Samuel, come!”. Eles simplesmente comeram porque estavam, além de famintos, centrados na refeição e não na TV.”

Escrevi o texto acima no post Comer na frente na TV, em novembro de 2009.  Nem lembrava da combinação que havia feito aqui em casa. Ou seja, a história de não ligar a TV três noites por semana não funcionou. Puf! Os meninos continuam jantando com a TV ligada. Eu sou uma lesada, mesmo!

Mas o almoço continua sem a TV. Ufa!

É, foi bom reler o post para ver quanta coisa eu me proponho a fazer para melhorar a qualidade da alimentação dos meninos e acabo esquecendo e sei lá porque razão, mesmo sabendo que não é legal nem o ideal. Como disse a Mônica no post A Hora da Papinha, a gente faz o que pode.

As gelatinas, porém, continuam banidas aqui de casa, assim como o Toddynho, os nuggets, os macarrões instantâneos e qualquer comida congelada industrializada com glutamato monossódico.

Bjs,

Patricia

Será que a função cozinhar ainda é exclusivamente das mulheres? Às vezes, acredito que sim, infelizmente. Por que infelizmente? Porque acho que essa função, assim como todas as que se referem com os cuidados da casa, devem ser compartilhadas entre marido e mulher e filhos. A casa é de todos. Não é uma pousada. Uma república muito menos um hotel. E para mim isso vale tanto para mulheres que trabalham fora de casa ou em casa.

No ano passado, durante a ótima manhã do Café com Blogueiros, promovida pelo Hospital Sabará, acabei questionando um dos palestrantes sobre esse tema. Isso porque durante o debate sobre obesidade infantil, ele contou que a esposa não tinha tempo de cozinhar porque também trabalhava fora de casa e chegava em casa tarde, cansada e sem ânimo para ir para o fogão, por isso, eles optavam por comprar alimentos prontos, mesmo sabendo que são nutricionalmente mais calóricos e com mais aditivos.

Perguntei ao médico por que somente a mulher dele ia para o fogão? Por que ele também não compartilhava com ela essa tarefa? Ele respondeu que lavava louça. Puf! Eu disse que não era justo que ela, trabalhando tanto quanto ele, não recebesse nenhuma colaboração na hora de preparar as refeições para a família. Os médicos presentes na mesa de Obesidade Infantil completaram dizendo que discordavam da premissa que fazer os pratos em casa demora.

Enfim, rolou uma certa saia justa com o médico. Mas devo confessar que fiquei surpresa ao notar que o médico não percebeu que está no job description do homem moderno cozinhar. Assim como ele, devem existir muitos outros que não se dão conta a cozinha também é território masculino.

Sinceramente, falas como a do médico me dão certo bode porque são pais preocupados com a educação dos filhos, que desejam o melhor para a famílias, mas são teoricamente participativos. Ficou com a sensação que o médico adota o estilo “não tenho nada a ver com isso”. E pior: como a mulher dele não consegue administrar cozinha e todo o restante do cotidiano, a família come comida industrializada. Oi? Em qual planeta homens assim vivem?

E como é na sua casa?

beijos,

Patricia, mal humorada com companheiros folgados

PS: Não vale dizer que ele não faz porque faz tudo errado e, portanto, você prefere que ele se mantenha distante das caçarolas. O maridón, por exemplo, nem deixa eu entrar na cozinha quando ele está pilotando o fogão. Ele ficava tenso com meus palpites. Quer fazer do jeito dele. E ele está certíssimo. Eu faço do meu jeito porque ele não pode fazer do jeito dele? 

PS 2: Se o seu companheiro não administra a comida de casa com a desculpa de que não sabe, pode dar, de presente, esse texto aqui, escrito pelo maridón sobre a experiência de ir para a cozinha pela primeira.

E para provar que cozinhar em casa é rápido, aqui vai uma receita de peixe que adaptei do Dieta Italiana, de Gino D´Acampo, (Larousse):

Saint peter com azeite  e limão
4 filés de saint peter ou filés de atum com 2 cm de espessura
4 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de água
1 1/2 colher de sopa de suco de limão
sal a gosto e pimenta moída na hora (a do reino também vale)
1 dente de alho bem picado
1 colher de orégano (fresco ou seco)
2 colheres de sopa de salsa picada
Modo de fazer:

Preaqueça uma chapa até fumegar, depois abaixe o fogo. Em uma tigela bata com um fouet o azeite e a água até virar um creme (e vira um creme, acredite!), acrescente o suco de limão, sal. Mexa. Em seguida, coloque o alho, o orégano e a salsa. Pincele os peixes com esse creme e frite na chapa. 2 minutos de cada lado. Se não quiser que a sua cozinha vire a sucursal da fumaçaria, porque isso acontece, frite os filés em uma frigideira com um fio de azeite e sem tampar. 2 minutos de cada lado. Sirva acompanhado de uma farta salada com folhas verdes, tomate e várias espigas de milho verde cozido (na panela de pressão que vai rapidinho). 

 

Porque eu adoro a maternidade

Algumas razões particulares porque eu adoro a maternidade.

1) Porque a maternidade me mantém alerta. Sabe a cena da leoa que aparece deitada no meio da savana africana rodeada pelos filhos que brincam uns com outros, mas é capaz de em um segundo pegar um a um pelo cangote e escondê-los só pelo simples cheiro de perigo? A maternidade me mantém nesse estado. E eu acho ótimo.

2) Porque a maternidade me fez conhecer dezenas de outras mães tão iguais a mim, mesmo sendo tão diferentes. Não é ser igual na condição de mulher é ser igual na condição de mãe. E nesse caso específico há diferença.

3) Porque só na maternidade posso ter momentos inacreditavelmente incríveis e simples com os filhos. Se não fosse a maternidade eu jamais iria a um show de música com um filho. Parece algo banal. Mas, acredite, não é. É um momento tão delicioso. Um momento que o filho está experimentando algo único e eu estou ali percebendo a reação dele. O Cacco Ciocler disse algo mais ou menos assim durante uma entrevista com a Marília Gabriela. “Meu filho virou para mim e disse: “Pai, eu estou tão emocionado que vou chorar”. E ele chorou vendo o Eric Clapton. Foi um momento muito especial para mim ver meu filho chorar de emoção.” É isso. Só a maternidade (e a paternidade) é capaz de fazer nossos corações felizes porque o filho está emocionado em ver um ídolo, mesmo que seja o Justin Bieber, acredite! Eu amei sentir essa sensação boa que é estar num show de música com meus filhos.

4) Porque a maternidade me mantém atualizada nas inutilidades mais uteis da vida. Eu jamais conheceria o horripilante vídeo  Avaíanas de Pau sem meus filhos. Eu jamais choraria de tanto rir com séries como Pessoas Incrivelmente Burras se não fossem meus filhos. Eu jamais conheceria o Luigui, irmão do Super Mario, se não fossem meus filhos.

5) Porque com a maternidade eu conheci a poesia da música e da literatura infantil com olhos, ouvidos e coração de adulto e pude me emocionar com Palavra Cantada, com o Demi (O Pote Vazio) e com tantos artistas e autores incríveis que se dedicam ao maravilhoso universo da literatura e música infantil com respeito e inteligência.

6) Porque eu me mantenho ativa e conseqüentemente queimando calorias (ebaaa!). Sem a maternidade eu ficaria jogada no sofá ou na cama assistindo TV por horas a fio e comendo uma quantidade incrível de porcaritos calóricos. Qual mãe pode ficar das 18h às 23h na frente na TV todos os dias sem fazer nada? Ra. Aposto que nenhuma. Ontem eu assisti pela primeira vez a novela Vida da Gente porque meus filhos estão viajando com os avós e eu fiquei na frente da TV das 18h às 23h (a chuva fez a gentileza de derrubar o serviço da NET e não pude trabalhar).

7) Porque eu jamais saberia o que é amor incondicional.

É isso e muito mais é claro, mas deixei para vocês completarem os  itens 8, 9, 10, 11, 12, 13, 15, 16… Mandem bala e escrevem porque vocês adoram a maternidade/paternidade.

Beijos,

Patricia, em momento extra-large de saudade dos filhos que estão longe de casa. Snif!

Almoço de domingo

No sábado passado, a Renata Marques, do ótimo Donas de Casa Anônimas, propôs no grupo do DCA no Face que “as membras” do restrito clube virtual publicassem fotos dos ingredientes do almoço de domingo e, de preferência, com a receita.

Como maridón é o dono do fogão aos finais de semana, eu fiquei por ali, rondando, coisa que ele não gosta, mas consegui fotografar os ingredientes. Esqueci completamente de registrar o passo-a-passo e os finalmentes. Manjamos o Ensopado de carne com cogumelo (Stufato de manzo), do Gino D´Acampo, no delicioso Dieta Italiana (Larousse), antes que pudesse lembrar da foto. Mas a receita segue abaixo, assim como a fotinho do livro. O nosso ensopado ficou igualzinho. Os meninos não se aventuraram pelos cogumelos, mas de resto comeram como se não houvesse amanhã.

Ingredientes

Rende: 4 porções

Tempo de preparo (com a cocção): 50 minutos

Requer uma panela que possa ir ao forno

400 gramas de carne macia cortada em cubos de 2 cm (pode ser miolo de alcatra, miolo de acém bem limpinho, o importante é ser um carne molinha e sem gordura)

1 colher (sopa) de farinha de trigo

2 colheres (sopa) de azeite extravigem

200 gramas de cebola (mais ou menos 1 cebola e meia)

50 gramas de toucinho cortado em cubo (mais ou menos uma 1 xícara de café de bacon)

150 gramas de cogumelo fresco variado, limpo e fatiado (maridón usou apenas o paris)

1 cenoura grande picada em cubos de 1 cm (ou duas pequenas orgânicas)

2 dentes de alhos picados bem finos

150 ml de vinho tinto (pouco mais da metade de um copo de requeijão)

1 colher (sopa) de extrato de tomate

400 ml de caldo de carne (dois copos de requeijão). Usamos o industrializado

3 ramos de alecrim

1 folha de louro

sal e pimenta moída na hora

 

 

Modo de fazer

1 – Lave as mãos e depois pré aqueça o forno a 200 graus.

2 – Coloque os cubos de carne numa tigela e polvilhe com a farinha e reserve.

3 – Aqueça o azeite numa panela antiaderente e frite a carne para ficar dourada por igual. Retire a carne da panela e reserve.

4 – Na mesma panela, coloque cebola e bacon e frite por 5 minutos, mexendo de vez em quando. Acrescente o cogumelo, a cenoura e o alho e refogue por mais 5 minutos. Despeje o vinho e deixe ferver.

5 – Então, coloque a carne, com calma, por favor. Não é para despejar enlouquecidamente. A seguir, acrescente o extrato de tomate e mexa delicadamente, coloque amor e carinho nessa mexida. Ai, o perfume que sopra da panela nesse momento é delicioso. Despeje o caldo de carne aos poucos e mexa. Despeje e mexa. Despeje e mexa até formar um molho.

6 – O molho vai borbulhar nesse momento (nham nham!) então acrescente o alecrim e o louro, tampe a panela e leva-a ao forno por 25 minutos. Aos 20 minutos, tire a tampa para o molho engrossar.

7 – Tire a panela do forno e agora vem a parte mais impressionante: SOMENTE AGORA TEMPERE COM SAL DE PIMENTA SE NECESSÁRIO! (No nosso caso, não foi. Maridón foi experimentando o tempero ao longo do preparo e viu que não era necessário. O sal do caldo de carne industrializado foi suficiente). Deixe descansar destampado por alguns minutos e sirva acompanhado de arroz branquinho. O nosso ensopado ficou igualzinho ao da foto do livro, mas o nosso ficou saboroso. O da foto, não sabemos!

Maridón fez esse prato especialmente para o meu pai, que hoje completa 77 anos! Parabéns, papi. Te amo demais da conta. Obrigada maridón pelo almoço maravilhoso e simples!

E bom almoço no próximo domingo.

beijos,

Patricia