Archive for fevereiro, 2012

Loja do Comer para Crescer agora tem Sacolinha Delivery!

Isso mesmo pessoal! Quem mora em São Paulo já pode usar essa forma prática de fazer compras.

Porque a gente sabe que com criança em casa, bater pé nas lojas pode ficar bem difícil. Mas ainda não inventaram nada melhor do que pegar o produto que queremos na mão, cheirar, olhar as cores, o formato, para ter certeza de que a compra vale a pena. Então porque não juntar esse prazer com a praticidade da compra on line?

Como somos muito legais, Comer para Crescer e Infinitas Tramas resolveram isso para você!

A Sacolinha Delivery funciona assim: primeiro você visita nossa lojinha clicando AQUI. Escolhe os produtos que gostaria de comprar. Depois clica AQUI para preencher o formulário sobre o envio da sacolinha. Você preenche os campos e faz um breve relato dos produtos que gostaria de receber em sua casa. Então, entraremos em contato por e-mail ou telefone, para agendar o dia da entrega.

Nossa sacolinha chegará em sua casa ou escritório, na data combinada, lacrada e acompanhada da relação dos produtos com preço e forma de pagamento. Podemos também enviar mais produtos para sua escolha, ou o produto escolhido embalado para presente.

Não temos compra mínima nem taxa de entrega.

Lista de locais de entrega dos produtos da Sacolinha Deliveryem São Paulo: Alto da Boa Vista, Alto da Lapa, Alto de Pinheiros, Brooklin, Butantã, Campo Belo, Chácara Flora, Chácara Santo Antônio, Cidade Jardim, Granja Julieta, Granja Viana, Ibirapuera, Itaim Bibi, Jardim América, Jardim Europa, Jardim Guedala, Jardim Paulista, Moema, Morumbi, Real Parque, Pinheiros, Vila Madalena, Vila Nova Conceição, Vila Olímpia, Vila Leopoldina, Sumaré e Higienópolis.

A sacolinha será enviada para sua casa e você poderá avaliar os produtos, sem compromisso, por 24 horas – períodos mais longos podem ser combinados caso a caso.

Quer coisa mais prática do que isso? Resumindo:

LOJA DO COMER PARA CRESCER

FORMULÁRIO PARA PEDIR A SACOLINHA DELIVERY

 

Vale lembrar que os produtos da nossa Loja são feitos com tecidos exclusivos e criados com muito carinho por uma equipe apaixonada por crianças e casa. Também trabalhamos por encomenda: se você quer um tipo de estampa específica ou um formato mais adequado para sua família, é só pedir!

Boas compras!

Mônica e Patrícia

Especial sugestão de cardápios – 2

Hoje continuo a responder dúvidas das nossas leitoras que surgiram na seção Ajude a Fazer o Comer para Crescer sobre cardápios. Reforço o que escrevi no post de ontem (o primeiro da série): responderei genericamente às questões levantadas porque NÃO SOU NUTRICIONISTA. Sou jornalista. Se você precisa de um  cardápio específico, consulte quem mais entende do assunto: as nutricionistas. E lembrando que temos na seção Cardápios algumas sugestões do que servir.

A Eugenia Pickina disse:

Eu fico perdida com o cardápio semanal para minha filha, que tem um ano e dois meses. Ficaria muito grata se vocês pudessem publicar um roteiro alimentar. Ela mama quando acorda e antes de dormir, apenas. Mas fico confusa: ela já pode comer a nossa comida? Essas questões deixam a gente sem saber onde se agarrar. Verduras e frutas estão no cardápio dela e tento cumprir a pirâmide alimentar. Ofereço alimentos com pouco açúcar. Se vocês sugerissem um roteiro para semana (com dicas para almoço, jantar e lanches), eu seria grata.

Muitos beijos. Obrigada

 

Oi, Eugenia.

Obrigada por sua dúvida se a sua filha pode comer a comida da família, que é também a de muitas mães, pais e avós. Publico abaixo uma tabela de introdução de alimentos por faixa etária, retirada do Guia Alimentar na Infância e Adolescência, da Batavo Saúde. O material foi elaborado pela pediatra Fernanda Luisa Ceragioli Oliveira, da Unifesp, e pela nutricionista Rose Vega Patin, também da Unifesp.

A sua filha pode comer a comida da família desde que o tempero seja o que ela está acostumada: bem suave de sal.

Segue abaixo outra tabela do mesmo Guia Alimentar sobre quais grupo de alimentos e seus respectivos encontrados nas gôndolas de supermercados, sacolões e na feira.

 

Na nossa seção Cardápios, você vai encontrar sete sugestões de cardápios semanais. Dá para se inspirar um bocado ali.

 

beijos

Patricia

 

 

 

Especial sugestões de cardápios – 1

Na seção Ajude a Fazer o Comer para Crescer, temos diversas perguntas sobre orientação de cardápio. Na nossa seção Cardápios temos algumas sugestões, mas vou tentar responder genericamente algumas dúvidas das nossas leitoras durante essa semana.

Mas é importante frisar que NÃO SOU NUTRICIONISTA. SOU JORNALISTA.

Se você precisa de um cardápio específico e equilibrado, consulte as/os especialistas no assunto: as nutricionistas.

Pergunta da Shakti. Ela disse:

Gostaria de opções de lanche porque minha filha de 6 anos estuda de manhã e à tarde faz atividades em um clube. Faço duas lancheiras: uma para a manhã e outra para a tarde. A da manhã é mais fácil de elaborar. O problema maior é a lancheira da tarde, já que mesmo colocando uma embalagem de gelo (tipo uma bolsa de gelo) não dá para usar produtos perecíveis. Gostaria que me ajudassem com outras sugestões e opções?

Oi, Shakti.

Sei que essa questão da lancheira after school é mesmo mais complicada. Mas não é impossível de fazê-las. Você tem boas opções. E parabéns por abolir os biscoitos recheados. Eles realmente não merecessem a nossa atenção.

Frutas

- Todas, desde que estejam com casca, mesmo as mais molinhas como caqui. Basta você acondicionar em embalagens que a protegem. Existem embalagens em formato de frutas que preservam a integridade de cáquis, figos etc. Coloque a fruta sempre muito seca. Se estiver um pouco úmida, use um guardanapo de papel ou toalha de papel que ajuda a “secar”.

- Evite as frutas excessivamente maduras.  Mas lembre-se que os feirantes ficam com as frutas horas a fio longe da refrigeração, sem que elas estreguem, então dá certo.

Bolo

- Muffins, cup cake sem cobertura, bolo embrulhado em papel alumínio, enfim qualquer bolinho vale. Se tiver tempo, pode assá-los no final de semana (melhor que comprar industrializado) e colocar no refrigerador. Os bolinhos feitos em unidade são práticos porque a gente tira um por vez. A desvantagem é que são todos do mesmo sabor, o que enjoa rapidamente.

Além disso, a lancheira after school (fiz um post sobre isso aqui), pode ter ainda:

- pacotinho com frutas secas e oleaginosas;

- muffins salgados;

- dois biscoitos com chocolate;

- dois cookies caseiros;

- pacotinho com biscuit ou com torradinhas;

- duas bisnaguinhas ou qualquer pão pequeno puro;

- algumas bolachas (salgadas ou doces) simples, sem recheio;

- potinho com legumes variados: cenouras babys, tomate e pepino em tiras;

- biscoito de polvilho;

- e até cookies integrais industrializados;

- Polenguinho;

Shakti, é importante dizer que não podemos tirar o açúcar da alimentação, nem de adulto muito menos de crianças. Ele é um importante ingrediente para o organismo, principalmente para a sua filha que tem uma vida bastante ativa. Basta evitar o excesso de alimentos açucarados, principalmente as balas. Se a sua filha não tiver nenhuma restrição alimentar, vale investir em biscoitos doce (desde que não sejam recheados), por exemplo. Limitando a no máximo duas unidades por dia.

Beijos e boa sorte!

 

 

Uma das maiores dúvidas na hora de organizar uma festa de aniversário é calcular a quantidade correta de salgadinhos e doces, o tamanho do bolo e o número de garrafas de suco, água e similares. Dá um frio na barriga só de pensar nos convidados ainda ali e os comes e bebes acabando!

Seguindo a  nossa tabela você elimina esse problema da sua vida. É simples. Conte o número de convidados adultos – calcule que três crianças abaixo de 4 anos equivale a um adulto.

 

Cada adulto consome:

18 unidades de salgados

6 unidades de doces

70 g de bolo

1,3 litros de bebida – que inclui sucos, água, refrigerantes, cerveja, vinho, etc

 

Aí é só pensar nas variedades de comidinhas e bebidas e organizar a quantidade final de cada tipo.

beijos e boa festa!

Mônica

 

Uma criança obesa e uma bicicleta


No final de semana, vi uma cena no parque que cortou meu coração. Um garoto de pouco mais de 6 anos de idade -e com praticamente 3 vezes o peso que deveria ter- em cima de uma bicicleta. O que para a maioria das crianças é um momento de deleite, para aquele garotinho foram minutos de puro terror.

Ele estava assustadíssimo, morrendo de medo de cair porque o peso do corpo não lhe dava confiança para estar sentado ali. Ele não tinha estabilidade. O pai do garoto, ao lado dele, tentando incentivá-lo.

Mas foi frustante. O garotinho pedalou por menos de um minuto e parou. Travou, em pânico.

Nenhuma criança pode sentir medo quando está sobre uma bicicleta porque o corpo que ele habita não lhe dá confiança. Pode sentir medo por outras razões.

Manter os filhos ativos, mesmo que consumindo uns porcaritos de vez em quando, é uma das principais recomendações dos médicos para lutar contra a instalação da obesidade na infância.

É uma tarefa para os pais. Já falamos muitas vezes aqui, aqui ou aqui, que a responsabilidade pelos filhos estarem obesos é dos adultos que os criam, sim. Eu sou a responsável pela saúde e bem-estar dos meus filhos, direitos garantidos inclusive pela Constituição.

Fazer trocas, adaptar o cotidiano, optar por medidas que mantenham as crianças ativas, mudar cardápios, cortar para sempre o refrigerante e as balas é um dever dos pais e um direito dos filhos. Isso significa, eu acho, vencer o cansaço, informar-se, ligar para as mães dos amigos e combinar passeios, dar voltas a pé pelo quarteirão, fazer cardápios e riscar da lista de supermercado produtos açucarados como refrigerante, balas, gelatinas, danones.

Aliás, não há desculpa para ver um filho adoecer um pouco a cada dia e não fazer nada ou, pior, culpar a criança. Tsc tsc tsc!

O final de semana está aí. Vamos levar as crianças para se movimentar e comer alimentos de melhor qualidade. Que tal?

Beijos,

Patricia

De como uma cesta de pão pode salvar o pós-Carnaval…

Porque quando acaba o Carnaval, o ano começo prá valer.

E dá uma vontade de colocar tudo em ordem, arrumar o que tem de ser arrumado, comprar o que falta e começar a vida feliz. Quando você viaja, a sensação é maior ainda. Chegamos em casa depois de passar os dias em um local novo e gostoso e queremos continuar com aquela sensação de férias, mesmo em casa. Eu pelo menos sou assim. Fico tentando deixar o ambiente mais leve, mais prático, mais aconchegante para toda a família continuar relxando. E é meio inevitável que o momento dessarumar as malas se transforme em uma grande faxina física e mental. Troco os lençois, coloco toalhas novas no banheiro, abro as janelas para ventilar e arrumo uma mesa bem bonita para o lanche – refeição depois de horas de estrada é sempre lanche aqui em casa: café com leite quentinho, iogurte caseiro, manteiga e pão, arrumadinhos de forma inspiradora para o apetite. Todo mundo fica feliz em voltar para a rotina. Que tal tentar o mesmo com sua família?

Para inspirar, olha que fofura chegar na mesa e ver o pãozinho dentro dessa cesta, toda feita de tecido, que pode guardar pão, bolos, tortas e o que mais você inventar:

Você pode usar uma toalha branca e guardanapos vermelhos ou verdes para combinar. E louça florida. E o mais legal é que quando cansar, é só usar a cesta do outro lado, pois ela é dupla face:

Gostou? Quer uma igual? É só você clicar na foto que você vai cair diretamente na Loja do Comer para Crescer, tem essa cesta e outros produtos fofos para animar sua casa e sua família nesse começo de ano para valer.Vale a pena investir. Você vai descobrir como um produto novo na mesa já anima qualquer refeição…

beijos

Mônica

 

VALE A PENA LER DE NOVO: Comida com carinho

Vocês já ouviram falar do movimento gastronômico Comfort Food? A Simone falou sobre ele em um comentário aqui, fui pesquisar e… olha que delícia: esqueça todas as restrições que estamos acostumados, o receio de obesidade, colesterol, excessos de qualquer coisa. Não há compromisso em ser saudável, apenas gostosa. No comfort food, o objetivo é sentir prazer! E degustar comidinhas que oferecem conforto, aconchego, evocam lembranças da infância ou de lugares, épocas e pessoas queridas.

Os pratos geralmente são elaborados a partir de receitas simples, preparadas com ingredientes naturais. Mesmo com esse ar caseiro, a tendência já chegou aos restaurantes badalados do mundo todo que adaptaram seus cardápios para oferecer opções dentro dessa ideologia. Cada cultura parece ter escolhido o seu prato. No Brasil, por exemplo, o arroz com feijão, bife e batata frita é considerado um prato com esse perfil.

Mas de fato, cada pessoa tem as suas comfort foods, dependendo das preferências culinárias e memórias vinculadas a elas. Uma das minhas, com certeza, é o café com leite e muuuuito açúcar, igual ao que o meu pai preparava para mim, combinado com bolo feito na hora. A da Isabella, minha filha, provavelmente será o pão com nozes e ervas que faz com o pai quase todos os domingos.

Lógico que temos de cuidar da nossa alimentação, mas, porque não escapulir às vezes e relembrar aquela infância cheia de açúcar, manteiga e excessos que a gente teve? Para sentir um pouco o gostinho, aí vai a receita de outra comfort food minha: o Espera Marido que minha tia Nica preparava quase todas as tardes para a família comer. Encontrei uma receita igualzinha no Mais Você. E a foto é do Pela Vida na Arte que tem outra versão com coco.

Espera Marido

6 ovos
1 xícara (chá) de leite
1 xícara (chá) de açúcar
1/2 colher (sopa) de fermento
6 cascas de ovo de óleo
Farinha quanto necessário para enrolar os bolinhos (1
quilo)

Calda:
4 copos de açúcar
2 copos de água
1 colher de sopa baunilha

Dissolva o fermento no leite, junte os demais ingredientes, faça
as rosquinhas e deixe descansar em forma untada com óleo por 1
hora. Frite e coloque imediatamente na calda fervendo.
Acondicione em tigelas ou potes.

Um beijo da Mônica

P.S. Conte para a gente (com receita!) qual seria as suas comfort foods!

seleções reader´s digest

 Sem sal sua vida não vai ficar. Pelo menos não se você aprender a usar temperos. Eles dão um sabor a mais na comida, acentuam aromas e ainda possuem vitaminas e propriedades medicinais. E são lindos! Fiz abaixo uma lista dos mais legais (com foto para ser fácil identificar na hora da compra) e os pratos que mais combinam. Depois de um tempo você vai descobrir outras combinações e passará horas brincando na cozinha. Todos eles podem aparecer nas comidinhas para bebês, como mostramos nas receitas da Quinta da Papinha

Salsinha: ela é o principal tempero da cozinha já que realça o sabor de quase qualquer prato. Ainda é conhecida por estimular o apetite, combater a anemia, o reumatismo e doenças infecciosas. Experimente, por exemplo, no macarrão com azeite ou na misturada com iogurte para molhos de salada.

Cebolinha: vai com quase tudo, das saladas aos refogados, dos assados aos gratinados.

Manjericão: no molho de tomate (claro!), mas também com peixe, berinjela, nas saladas.

Manjerona: no arroz, batatas, legumes cozidos, cenouras. Seu sabor é um pouquinho picante, então vá experimentando para ver se é do agrado da criança ou do bebê. Sabia que essa erva tem efeito calmante e estimula a digestão? Coloque na comida depois de pronta.

Alecrim: vai bem com berinjela, tomate, batata e couve-flor. Ele estimula a circulação sanguínea, o funcionamento da bílis e a digestão

Tomilho: com batata, macarrão com legumes e peixes. É um tempero forte, então use com bom senso.

Hortelã: bom em vinagretes, saladas verdes, com tomates cortados ou pepinos.

um beijo da Mô

openphoto.net

Não é o sal que faz mal e sim o seu excesso. Vamos do começo. Sal tem sódio. Nós precisamos do sódio. Mas nosso organismo não lida bem com o seu excesso. Brasileiro adora salgar tudo e ainda leva o saleiro para a mesa. Só uma pitadinha, pensa. Na hora de fazer as contas, esquece que os alimentos já possuem sal/sódio – os industrializados mais ainda!

Daí a explicação para uma pesquisa realizada pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, que revelou: a quantidade de sódio consumida por dia nos lares brasileiros é de 4,5 gramas por pessoa, enquanto a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 2 gramas no máximo.

O pediatra Victor Nudelman, do Hospital Israelita Albert Einstein, explicou que ao ingerir muito sal, no futuro a criança pode apresentar hipertensão e problemas cardíacos. E pior: seu paladar se acostuma com o sabor muito salgado e ela continuará a consumir muito sal quando adulta.

Hora de pensar cinco vezes antes de salgar demais a comida do seu filho. Será que os temperos não podem cumprir um pouco esse papel? Será que o próprio alimento já não tem sal suficiente? No começo a criança pode até estranhar os novos sabores, mas vai se acostumar – e você também.

E uma boa notícia: os alimentos e o leite já contêm sódio suficiente para suprir as necessidades diárias dos bebês até pelo menos um ano. Por isso, nada de sal na papinha!

Um beijo da Mô

O desfralde do meu jeito – e não do jeito dos outros

Hoje não vou falar sobre o que entra, e sim sobre o que sai.

Em alguns departamentos da minha vida sou um pouco insegura – como na hora de escolher o melhor modelo de telha para casa, por exemplo. Mas como mãe, nunca tive esse problema. Acredito em Winnicott quando ele diz que toda mãe sabe intuitivamente como criar os filhos.  E eu resolvi criar as minhas respeitando seus limites.

Por isso, a despeito dos palpiteiros de plantão e das críticas familiares, minha caçula de 3 anos ainda usa fraldas. A mais velha largou peito, chupeta, mamadeira quando se sentiu feliz para isso: um dia, ela simplesmente desistiu deles, cada um a sua vez. Mas a fralda, confesso que não lembro como foi. Eu ainda era uma dessas mulheres loucas que trabalhavam 15 horas para uma empresa e tercerizei a tarefa para o pai e a escola. Foi um sucesso e aos 4 anos ela estava livre de tudo (note que tenho um marido que pensa como eu…). Agora, como trabalho 15 horas para mim mesma, o desfralde da caçula é meu. E fiz assim:

Primeiro mês – Pensei: “acho que preciso comprar um penico”.

Segundo mês – Fui à loja e comprei um penico verde que combinava com o banheiro

Terceiro mês – Coloquei o penico no banheiro.

Foi meu último ato.

E então, três dias atrás, espontaneamente, a caçula olhou para mim de manhã e disse: “não quero mais fraldas, quero calcinha com flor”.

O.O !!!

Desde então, ela só aceitou dormir de fraldas. Durante o dia, anda de calcinha pela casa e faz xixi e coco onde ter na telha – sentar no penico ou no vaso sanitário com redutor ainda é uma próxima etapa. E mostra para todo mundo que chega em casa “agora eu tenho calcinha de flor, olha!”.

Estou muito, mas muito feliz comigo mesma por ter respeitado minha intuição e ver a pequena crescendo tão segura assim e no tempo que ela quer. Aliás, mais do que respeitar, eu acredito nas minhas filhas! Acredito que são capazes, que vão aprender qualquer coisa, que sempre farão o melhor possível. E é bom ver que estou certa em pensar assim.

 

beijos

Mônica

P.S. Quem quiser ler mais sobre desfralde, corre no Mamatraca. Esse é um dos temas da semana e você vai descobrir outras formas legais de passar pelo processo!