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A revolução do prato começa em casa – Our #foodrevolution

Categoria: Comportamento, inspiração, Variedades por 10 de maio de 2012

A revolução do prato começa em casa.

O chef gato (gatinho!) inglês Jamie Oliver acredita nessa premissa. Eu também. E desde que vi a palestra do chef gato (gatíssimo) no TEDX abracei essa ideia aqui em casa. E tem dado certo. Eu e maridón cozinhamos. Ele faz pratos quentes e salgados melhor do eu. A minha praia são os doces, bolos, pudins, compotas.

E Miguel, o menino que tinha apetite de passarinho, era seletivo exagerado, tinha nojinho de qualquer pintinha da banana, nem encostava na carne (lembram o quanto eu lamentava sobre o paladar do meu pequeno?), hoje é um garoto que enche o prato de salada, come carne, qualquer carne (algumas mais do que outras), se arrisca em experimentar legumes na salada, mas os come na canja sem problemas.

Aqui em casa, a revolução do prato deu certo.

Deu trabalho? Nada excepcional. Basta querer, mesmo, de verdade, que flui.

Precisa de dedicação? Sim e muita organização no começo. Investi tempo pensando em cardápios coloridos, plantei temperos. Investimos dinheiro comprando livros de receita. O Panelinha, da Rita Lobo, para nós foi, de longe, o investimento mais acertado porque a Rita escreve e descreve as receitas de um jeito que nos deu confiança para seguir em frente e se arriscar mais na cozinha. Se você está sem grana no momento para comprar livros, visite os milhares de sites de receitas que existem, mas sugiro que comece pelo Panelinha.

Acho que também deu certo porque maridón se envolveu na minha causa. Enquanto ele não dava muita bola para a história de ensinar os meninos a comerem direito e de um jeito mais saudável, eu me desgastava mais porque estava sozinha. A coisa de educar o paladar dos filhos passou a fazer sentido para maridón quando ele viu que nem sempre a dedicação no fogão é sinônimo de aplausos na mesa. É preciso dedicação diária, comer junto, fazer junto, respeitar o paladar, mas experimentar novidades na frente das crianças.

Passados dois anos, o saldo é positivo. Tenho orgulho da nossa revolução. Mas há um longo caminho a ser percorrido, pois somos uma família de paladar básico. Não comemos jiló nem rabanete, por exemplo. Mas já saímos da pré-história alimentar. Aspargos frescos e temperos variados fazem parte do nosso cardápio cotidiano.

A jornada está longe do fim também porque agora temos um pré-adolescente com a genética do Fred Flinkstone em casa. O garoto é daqueles que ama filé de brontossauro e passou a rejeitar todo e qualquer legume e verdura. E, aí, minha amiga, o “approuch” alimentar com meninos dessa idade é completamente diferente daquele que se faz com as crianças pequenas.

Nossa #foodrevolution continua. Temos de endurecer, mas sem perder a ternura, jamais!

beijos,

Patricia

 

 

 


Comentários

  1. Luana disse:

    Muito legal! Adorei!

  2. Lorraine disse:

    tenho amado os úlltimos posts! tá, gosto de todos! rsrsrsrs

    meu filho de 8 anos sempre comeu pouco. come certa variedade de hortaliças e quase todas as frutas. o problema é que ele gosta de comida bem salgada, bem temperada, bem apimentada. eu costumo colocar pouquíssimo sal e capricho nas ervas e no alho, cebola, alho-poró, gergilim, gengibre. (até porque tenho uma bebê de 1 ano que já come nossa comida) o fato de ter pouco sal faz com que ele se desinteresse. Também tem pavor de provar qualquer alimento novo mas aceita depois de uns meses se eu não insistir verbalmente.ele come quase nada no almoço, tipo duas colheres de sopa no total. no café da manhã é apenas um copo de leite com achocolatado. já estimulei a comer algo ou bater o leite com uma fruta e ele não aceita. Percebo que ele começa a sentir fome de tarde e aí aceita frutas, pães e qualquer outra coisa.

    Ele é saudável, ativo, super magrinho mas dentro a curva ideal de peso e condizente com o biotipo dele.
    de que maneira posso melhorar isso? aumento o sal? faço reza braba? é normal uma criança não sentir fome pela manhã até o almoço e ter seu apetite aumentado pela tarde?

    obrigada!
    beijos

    1. Comer para Crescer disse:

      Oi, Lorraine.
      Ó eu ainda não tentei reza brava pra te falar se dá certo! kkkkk. Mas sentir fome é um bom começo. A gente come qq coisa quando a fome aperta, né? Ou pelo menos, quase qq coisa. A sua preocupação pela falta de fome depois de 8 horas (+ ou – isso) de sono é correta. Normalmente, as crianças acordam com apetite, mas algumas demoram para querer colocar algo na boca. É preciso insistir com jeitinho, com criatividade apelando, às vezes, para o lúdico, para a brincadeira até para evitar o clima tenso, que, em geral, essas recusas geram. Outras vezes, dá para conversar com ele e falar da importância de comer algo pela manhã. Nem precisa ser muita coisa, se ele não tem apetite, mas alguma coisa. Mas o importante é você falar com um nutrólogo ou uma nutricionista para que elaborem um cardápio equilibrado.
      bjs e boa sorte
      Patricia

  3. Ela disse:

    Meninas, eu tenho bebês em casa e ainda não passei por isso. Será que deixar pra lá totalmente (sem demonstrar que se deseja que a criança coma) não resolve? Tendo só alimentos interessantes em casa… Porque não dizem por aí que isto é só uma fase?

  4. Feliz DIA DAS MÃES meninas.
    Beijinhos
    Patty