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Nova York poderá ter refrigerantes menores

Categoria: Notícias por 13 de junho de 2012

Eles já foram conhecidos por copos de refrigerantes e pacotes de pipocas gigantes. Mas nos últimos tempos os americanos parecem ter se tocado da existência da obesidade mundial e tentam resolver o problema. Hoje, a Folha de S.Paulo publica uma matéria dizendo que o projeto do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, que proibi a venda de regrigerantes maiores de 500ml, avançou mais um passo. Segundoo prefeito, essa seria uma forma de incentivar a diminuição do consumo dessa bebida.

Eu, particularmente, acho a proposta válida. E não acho que fere nenhum direito individual já que se a pessoa quiser beber mais, pode comprar outro copo. Acredito sim que existe algo psicológico na história: se você está na frente de um copo de 250 ml, bebe tudo. Se está na frente de uma versão de 500 ml, bebe tudo também! Não importa realmente a sede, mas a necessidade de limpar o copo.

Essa poderia ser uma boa ideia para nós. Enquanto não conseguimos cortar o consumo de refrigerantes das nossas crianças (e o nosso), que tal comprar um copo menor?

Reproduzo abaixo a notícia da Folha

beijos

Mônica

 

Projeto que visa banir refrigerante de 500 ml em Nova York avança

Proposta do prefeito foi levada ontem ao conselho de saúde da cidade para análise

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Está avançando o projeto proposto pelo prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, que pretende proibir a venda de refrigerantes e outras bebidas açucaradas com mais de 470 ml em restaurantes e lanchonetes.

Ontem o projeto foi apresentado ao conselho de saúde da cidade para análise. Agora ele deve ser submetido a consulta pública por 90 dias. Se passar, a proposta entrará em vigor em 2013.

Tudo indica que a ideia deve ser aprovada pelo conselho de saúde da metrópole americana -todos os membros foram indicados pelo prefeito de Nova York.

A proibição atingiria redes de fast food, cinemas, ginásios e estabelecimentos de venda de comida pronta. Supermercados, mercearias e lojas de conveniência estariam de fora do veto e poderiam vender as bebidas.

Na lista das açucaradas, serão incluídos também energéticos e chás gelados. A proibição se aplicaria a bebidas em garrafas e de refil, e os locais que não seguirem a nova regra, se ela for aprovada, poderão pagar uma multa de US$ 200.

O veto não se estenderia a bebidas com menos de 25 calorias por 250 ml, como as águas com vitaminas, os chás gelados sem açúcar e os refrigerantes diet. Sucos e bebidas à base de leite -como milk-shakes- também estariam de fora da regra.

Bloomberg disse que os consumidores poderão comprar mais de uma bebida, mas a restrição do tamanho das embalagens já poderia ajudar a controlar o excesso de calorias ingeridas.

CONTROVÉRSIA

O prefeito afirmou que a medida é necessária para combater o crescimento da obesidade nos EUA.

Segundo o departamento de saúde da cidade, 34% dos nova-iorquinos estão acima do peso e 22% são obesos. Um em cada cinco alunos da pré-escola da cidade é obeso.

A proposta, porém, foi bastante criticada pela indústria de bebidas e por quem vê o projeto como um ataque às liberdades individuais.

Os opositores dizem ainda que há formas menos invasivas de lidar com a obesidade, como educação e acesso a alimentos saudáveis.


2 thoughts on “Nova York poderá ter refrigerantes menores”

  1. Luiza Coelho disse:

    Essa medida dá a sensação de resolução do problema. Bem típico de governantes que querem culpar os empresários e publicitários dos problemas da humanidade. Será que não seria mais eficaz uma campanha educativa? Essa proibição vai gerar mais lixo em uma época que o mundo fala de ecologia. Não aprovo mesmo. O produto sairá mais caro para a pessoa que comprará dois ou mais pois ele terá que pagar pela nova embalagem. Isso vai gerar mais impostos pro governo né? Gente, cade as medidas educativas e públicas? Sou contra a proibição dessa forma. Isso chama-se ditadura. Alienação total.

  2. Pode ser uma atitude pequena, mas é a partir de situações assim que o cenário vai mudando. O refrigerante realmente é um incentivador a uma má alimentação e pode trazer muitos danos ao organismo. Diminuir o consumo é mais do que necessário, é imprescindível e o prefeito de Nova York fez muito bem. Aliás, concordo que a necessidade de ver o copo vazio faz com que as pessoas exagerem. O mesmo vale para a necessidade de ver o prato vazio. Daí o aumento da obesidade.

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