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As balas, as cáries e o processamento de informação

Categoria: Comportamento, Variedades por 16 de julho de 2012

Às vezes me surpreendo com a dificuldade que nós, humanos, temos em registrar uma informação e mudar os hábitos. Lembro de ouvir minha mãe, tias, avó, professoras falar sobre o quanto chupar bala dava cáries. Registrava a informação por um ou dois dias, período que não colocava nenhuma guloseima na boca, mas logo a informação evaporava no meu cérebro de criança e lá estava eu de novo comprando as deliciosas balas de leite Kid´s, “a melhor bala que há”, que grudavam loucamente nos dentes, ou as balas de amendoim ou ainda as famigeradas balas Soft, ou ainda chicletes Ping Pong.

 Deu para notar que fui uma criança consumidora de balas e chicletes. Chupava bala todos os dias e, claro, não escovava os dentes depois. Resultado: cáries, muitas cáries. Mesmo frequentando o dentista com a assiduidade que a regra manda, TODOS os meus molares cariaram por conta do excesso de açúcar consumido.

Meus filhos, que chupam balas e mascam chicletes muito de vez em quando, nunca tiveram cáries. Samuel tem 11 anos e alguns probleminhas de gengiva, mas nunca teve cárie. Miguel teve uma pequena pontinha em um molar há dois anos. (Meus filhos não são aquelas crianças que escovam os dentes voluntariamente. Não. Eu preciso lembrá-los TO-DOS os dias).

Só parei de chupar bala quando associei o excesso de açúcar ao ganho de peso. E desde então, nunca mais tive cáries. Minha dentista chegou a brincar cerca vez dizendo que, se todos os clientes dela fossem como eu, ela teria de fechar o consultório. Se eu tivesse escutado -com ouvidos do cérebro- sobre a relação entre açúcar e cárie, ainda hoje teria dentes íntegros, como os meus filhos. Uma pena que demorei tantos anos para mudar meus hábitos.

Beijos,

Patricia


7 thoughts on “As balas, as cáries e o processamento de informação”

  1. Maria Joaquina Jesus Souza disse:

    Patricia, fico mto feliz de receber sua atenção. Por isso seu site é tão bom!!! Além de toda qualidade, agente sente confiança e carinho. Fica aqui minha grande gratidão. Bjs

    1. Comer para Crescer disse:

      OI, Ma.
      Imagina. Obrigada você.
      bjs
      Patricia

  2. Angelica disse:

    Eu dou para o Pedrinho #ao2.. mas alinho com ele o aprendizado de higiene tbm ..

    nossa q complicado! não sei se é certo ou não!

    adorei o post

    bjs

    @angels_martins

    Passa lá no meu blog .. tem sorteio correndo uma viagem para Maceió e uma ilustração da Estudio Cereja
    http://aprendendoasermaedopedro.blogspot.com.br/

  3. Maria Joaquina Jesus Souza disse:

    Patricia, me permita comentar sobre um outro assuntos neste post.. Não tem nada a ve, mas eu comentei lá na receita da papinha e não sei se vc não viu.. então vou perguntar aqui, pois acho que é mais facil de vc ver, já que deve acompanhar os comentários do dia e não de posts mais antigos..
    Eu peguei varias receitas aqui, adorei, mas fiquei na duvida na hora de fazer, sempre que tem espinafre, alface, couve, cou flor, brocole, eles não passam na peneira, nem carne, devo retirar? ou, como servi-los? meu bebe começa a comer agora, então tem que ser bem amassadinho mesmo. quase um pirão grosso.

    Obrigada

    Ma

    1. Comer para Crescer disse:

      Oi, Ma.
      Não tire nenhuma , mas amasse bem. Nas primeiras papinhas, você pode até peneirar e, aos poucos, oferecendo a papinha amassada.
      beijos,
      Patricia

  4. Simone Sales disse:

    Olá querida! Muito legal o texto! Sou dentista e leio poucos textos sobre a relaçao sacarose e cáries. Mas uma observação que gostaria de fazer e que também sempre converso a respeito com os pais e avós de meus pacientinhos: a criança só tem acesso ao açúcar se o cuidador fornece.
    No texto tu diz que chupava balas todos os dias, mas quem te dava as balas?
    Eu sempre brinco (dando um puxão de orelha) quando recebo crianças com 3, 4 anos tomadas por cáries, que esqueço que a criança trabalha fora e tem salário para comprar porcarias…. Ah Dra. mas o que eu posso fazer se ele pede? Eu digo que faz mal mas ele pede… A resposta é simples: não dê. Quer dizer que se teu filho quiser se atirar da janela tu vai deixar só porque ele quer?
    Bjs
    Simone

    1. Comer para Crescer disse:

      Oi, Simone.
      Você tem toda razão. Na minha casa, o baleiro era sempre recheado pela minha mãe. E uma vez com o hábito estabelecido, eu e minha irmã, depois de uma certa idade, tínhamos a liberdade de ir até a venda do Seu João para comprar balas. E a gente aqui sempre diz que os pais sempre são os culpados por oferecer alimentos inadequados com excessiva frequência. Concordo contigo, Simone.
      Bjs

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