• JUNTE-SE A NÓS NAS REDES SOCIAIS:

Mudanças na vida

Categoria: Patrícia descobre a feira, Patricia Descobre a Feira, Variedades por 27 de agosto de 2012

Uma vez escrevi um post perguntando aos leitores o quanto nós, adultos, estamos dispostos e disponíveis para empreender algumas mudanças em nossos hábitos alimentares por causa de nossos filhos.

Hoje volto a fazer a este mesmo questionamento motivada por histórias de crianças que conheço e que estão com excessos de peso e por conta do Samuel que, apesar de magro, de ter apenas 11 anos, de ter uma alimentação relativamente saudável, fazer atividade física regular, está com os níveis de colesterol dentro na faixa limítrofe (acima de 150 e pouco abaixo de 200).

Desde que os resultados do hemograma do Samu revelaram a alateração os porcaritos, que já eram escassos, desapareceram, assim como refrigerante, chocolate. Embutidos, como mortadela e peito de peru, que ele gosta pra caramba, estão bem menos frequentes nesta casa.

Por conta dessas mudanças, a vida ficou um pouco mais sem graça? Não, nenhum pouco. As refeições ficaram menos gostosas? Não, de maneira alguma. Samuel ficou chateado? Sim, muito. Mas as crianças lidam com as dificuldades de um jeito muito bacana, bom, pelo menos os meus filhos.

Aqui em casa encaramos as mudanças alimentares de maneira positiva, como um fato. É preciso mudar? Então, mudemos.

Desculpem, mas discordo totalmente de quem diz que a vida da família fica sem graça quando uma criança necessita de uma dieta restritiva. Para mim, a vida muda e pode continuar tão gostosa basta criatividade e sabedoria para lidar com um outro jeito de viver. Afinal, comida que adoece não faz bem. Comida que nos adoece é veneno. E, se o excesso de açúcar deixa uma criança obesa, aí sim a vida fica sem graça, fica boba, feia e chata.

Beijos e boa semana!

Patricia


Comentários

  1. Renata disse:

    Oi Patrícia :)

    Não quero ser xiita, mas gostaria de corrigir apenas uma informação: Hemograma é o exame específico que avalia as células vermelhas (hemácias), brancas (leucócitos) e plaquetas do sangue periférico – e a hemoglobina, que está contida nas hemácias e é quem serve de parâmetro clínico para avaliar quadros de anemia.

    As demais dosagens (colesterol e suas frações, triglicerídeos, glicemia ou glicose, enzimas hepáticas, entre outros) são exames bioquímicos, e não hemogramas!

    Espero que a informação tenha sido útil de alguma maneira.

    1. Comer para Crescer disse:

      Oi, Renata.
      Obrigada pela informação. É que os médicos costumam usar o termo “hemograma completo” para facilitar o entendimento dos leigos, como nós.
      Abs

      1. Renata disse:

        O “hemograma completo” é famoso conhecido nosso (não me apresentei, mas sou biomédica!), e já poderia ter sido aposentado :) Ele remonta a um tempo em que os contadores hematológicos avaliavam pouquíssimos parâmetros e a contagem de plaquetas não era rotina. Então, para que houvesse um detalhamento dos resultados era necessário pedir o “completo”. Hoje em dia até mesmo os poucos laboratórios pouco automatizados liberam hemogramas ricos em detalhes das subpopulações celulares.
        Para os exames de colesterol total e suas frações (HDL, LDL e VLDL) e triglicerídeos, aplicam-se os termos perfil lipídico ou lipidograma (menos
        frequente).
        Espero ter acrescentado mais um pouquinho de informação, e me disponho a colaborar caso vocês precisem ou surja alguma dúvida.
        Beijos de uma leitora assídua (que se preocupa com os sobrinhos e com os filhos que ainda vai ter!)
        Es
        Espero ter acrescentado mais

  2. Aline disse:

    Você está certíssima Patrícia! Todos deveriam mudar seus hábitos alimentares a favor de seus filhos. Isso evita diversos males, inclusive o bullying que muitas crianças sofrem devido a obesidade.

    Parabéns pelo post!

    Aline da Babycub

  3. Patricia disse:

    Concordo Patricia!!
    bjs

  4. Cris disse:

    Ah, Patricia, concordo muito com vc… e vou até além, acho que qualquer mudança para hábitos mais saudáveis à mesa deve ser comemorada e não lamentada. Aqui em casa mudamos (eu mudei, na verdade, pois sou eu quem faz as compras e cozinha) muito desde que a nossa filha passou a comer da mesma comida. Aboli muita coisa comprada pronta e investi em aprender novos pratos, além de usar minha própria imaginação (que infelizmente é meio limitada, mas ainda assim) pra incluir mais vegetais e grãos em todas as refeições. Arroz branco, por exemplo, só quando recebemos visita, pois o integral nem sempre agrada quem não está acostumado. Caldos prontos apenas em alguns tipos de sopa ou carne de panela. Nuggets, hamburguer, salsicha, pratos prontos tipo estrogonofe, porcaritos, refrigerantes, bolos prontos… nem compro. Já não gostava muito mesmo, agora que a pequena experimenta tudo que a gente come não dá. Meu marido passou a fazer uma dieta há meses, orientado por uma nutricionista, com muita restrição a derivados do leite e hoje, além de ter emagrecido tudo que queria, passou a ser muito mais regrado no consumo de frutas (pois substitui muita coisa por elas) e nos horários das refeições, o que só faz bem, além de ser um exemplo e tanto para nossa filha.
    Tenho certeza que o Samuel ficou chateado mas entendeu, e ter a solidariedade de toda a família certamente ajuda…

  5. Eugênia disse:

    Oi Patrícia.
    Li o post. Hoje mesmo vou a um encontro com pessoas e sou responsável por “tecer” uma troca de ideias. Por Sincronicidade, o tema se refere a mudanças e o quanto as pessoas (nós, no geral) resistem ao desconhecido – desde alterações relacionadas a dietas, cotidiano, mudança de cidade, projetos novos.
    Já afirmei uma vez… Há pessoas que escolhem ter filhos e não querem mudar a vida. Receber uma criança e tê-la sob a guarda durante um tempo envolve, sim, mudanças de hábitos, comportamentos, atitudes. Minha filha tem dois anos e quatro meses. Não dá para falar qualquer coisa ao lado dela, pois ela repete tudo… Então, nada de palavrões, que sempre achei terrível e aviso todos da minha convivência para que me ajudem a cuidar do repertório dela. E igualmente com a alimentação… Porcarias e comida lixo não servem para ninguém! Então, cuidar da dieta do filho ou da filha é sinal de cuidado, amor e orientação no “gosto” futuro… Uma educacao ética e estética passa também pelo paladar (e saúde) das crianças… O mundo seria melhor se todo mundo aceitasse direitos & deveres com serenidade. Obrigada pelo post educativo e que alerta nosso bom senso e também nosso lado amoroso… Beijos.

  6. Letícia disse:

    Tenho que concordar plenamente. Meu filho tem alergia alimentar a ptn do leite de vaca, soja, ovos e a corante vermelho também. Sendo assim, depois dele tive que aprender muitooooo na cozinha. E descobri que minha criatividade é muito maior que imaginava,rs. E os resultado maravilhosos!! Adoro acompanhar seus post`s. Bjks.

  7. Muito legal contar algo que está acontecendo realmente para demonstrar que as mudanças são realmente necessárias e podem ser bastante positivas, dependendo de como cada um decide olhar para elas. Acho que é assim mesmo que as coisas devem ser encaradas, especialmente com a alimentação, algo que é preciso para a sobrevivência, mas que também é motivo de prazer. Acredito que os adultos devem mesmo fazer um esforcinho para mostrar aos filhos que a saúde é o que vem em primeiro lugar. É um aprendizado para todos, mas que fica muito mais fácil com a união da família.