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Eu digo não aos meus filhos porque eu os amo!

Categoria: Comportamento, Entrevistas por 4 de outubro de 2012

Não faz muito tempo que disse o seguinte ao Samuel:

- Samu, pode parecer loucura, mas justamente por te amar muito eu não deixo você levar salgadinhos de lanche!

A frase saiu assim, meio sem raciocinar, em meio a um momento de discussão entre nós dois. Ele reclamando que sou uma chata por não deixar que ele coma o que ele deseja, tipo salgadinho. E eu respondendo que não sou chata coisa nenhuma.

Depois que soltei a frase, o garoto, que é inteligente e esperto, se aquietou. Caminhou para o carro em silêncio e não falou mais nada. Consegui explicar e dimensionar para ele as razões que me levam a negar algumas coisas aos meus filhos. Coisas que não cabem no meu cotidiano, das quais discordo, com as quais tenho sérias restrições.

Daí que leio a seguinte frase do meu ídolo Mário Sergio Cortella, em entrevista para a revista Pais & Filhos desse mês:“… dos meus pais, eu trouxe aquilo que eu entendo como tradição. A defesa da honestidade, a capacidade do amor exigente, isto é, “não é porque eu te amo que eu aceito qualquer coisa de você. É exatamente porque eu te amo que eu não aceito qualquer coisa de você.”

Morri, gente!

A minha lógica de negar porcaritos aos meninos segue a lógica do amor exigente que o filósofo e educador explicou. Justamente por amar meus filhos não aceito oferecer qualquer m*&%$da embalada de um jeito bonitinho.

Desde o dia que expliquei porque não deixo ele comer outras crises surgiram entre eu e Samu, mas não sinto culpa nem medo de dizer não a eles quando tenho certeza de que estou certa (quando não tenho tanta certeza, também digo não. Na dúvida, pró-mãe!).

Daí, que concordo com a Mônica quando ela escreveu no post que de nada adianta brigar por regulamentações de propaganda quando os pais não fazem a própria lição de casa. O Comer para Crescer apoia todas as iniciativas de regulamentações de propaganda, mas acredito que podemos ir adiante e fortalecer os pais. Não devemos apenas pedir que o Estado os tutele. Para além das campanhas que exigem intervenção do Estado, acredito que precisamos de campanhas que empoderem a família.

“Sim, a família tem a força”.

“Sim, a família tem o poder de decidir o que é melhor para os filhos e não a propaganda”.

E você também diz não ao seu filho porque o amo?

 

Beijos e por um mundo que acredita na força da família para educar os filhos

Patricia

 


8 thoughts on “Eu digo não aos meus filhos porque eu os amo!”

  1. Milene disse:

    Yes, we can! kkkkkk Tb sempre digo q pai e mãe é quem diz não. Quem aceita tudo é amigo, colega. É preciso se frustar para aprender.

    Ainda aguardo um “Minutos de Sabedoria” p pais do Cortella. ;)

    Jokas da Mi

    1. Comer para Crescer disse:

      Kkkkkk! Milene também vou amar Minutos de Sabedoria para pais, do Cortella. Vamos fazer uma campanha pra ele?
      bjs

  2. Boa tarde,

    Adorei esta reportagem, tudo que diz nela é verdadeiro, os pais não podem ter culpa por dizerem não aos filhos, ainda mais quando se trata de alimentação. Os pequeninos tem que levar somente coisas boas de aprendizado, e no mundo em que vivemos hoje a educação de casa é fundamental.

    Parabéns ao site de vocês.

    Bjus

  3. Lia disse:

    Adorei o post, Patrícia! Muito bem colocado. Tem que proibir propaganda? Tem! mas a família, como vc bem falou, também tem que fazer sua lição de casa. E, sim, eu digo muito não para as minhas filhas em relação à alimentação. Bjs

  4. Allan disse:

    Dizer sempre sim só é fácil para quem é inconsequente. Digo não às minhas filhas ainda hoje (17 e 20 anos) e elas já aprenderam que é porque as amo.

    Por aqui os salgadinhos não apenas são proibidos nas escolas infantis, como também é estimulado o consumo de frutas e verduras, presentes em todas as refeições que as escolas fornecem.

    Um dia nossos filhos serão pais e nos entenderão.
    :)

  5. Juliana disse:

    Oi Patrícia!
    Li seu post e tenho uma história que se encaixa legal com o assunto.

    Cursei nutrição em um instituto que tem berçário, ensino fundamental, médio e superior.
    Quando a turma de nutrição de vários períodos se mobilizou e fez um projeto “cantina saudável” (cansados de só ter porcarias na cantina), os próprios pais das crianças de ensino fundamental e médio se opuseram. “Meu filho está pagando, porque não pode tomar refrigerante, toddynho, chocolate?”. Não preciso nem falar o quanto ficamos revoltados com a situação.

    É exatamente o que você falou, que adianta te regulamentações, tentar projetos diferentes se os próprios pais não se importam com isso. Afinal, pra maioria, é muito mais fácil dar logo o salgadinho e acabar rápido com a choradeira do que educar e explicar para o filho.

    Adoro seu blog!

  6. thaty disse:

    Meninas, vcs leram french kids eats everything? Acho que a primeira regra e isso ai: os pais e que sao responsaveis pela alimentacao dos filhos. Estou lendo o livro e adorando!

  7. Daniela disse:

    sem dúvida alguma!!!

    concordo piamente que a regulamentação de propaganda para pequenos será importante para a consciência geral do exacerbado que existe hoje em dia, no entanto, os pais andam muito moles, não estão preocupados em educar, em falar “não”, em não deixar fazer de tudo. Muitos pais, por trabalharem fora (pai e mãe) recompensam com brinquedos, com coisas caras, com acessórios desnecessários, só pq o filho quer. Deixam fazer de tudo, o tempo inteiro. Falar NÃO é mto difícil, porém, necessário.
    Quem tem culhão para não dar o tal brinquedo e não comprar o que o filho quer a toda hora, não precisa de órgão nenhum proibindo propaganda. É só não dar.

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