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É da nossa conta: as crianças que alimentam o Brasil #Semtrabalhoinfantil

Categoria: Notícias, Variedades por 17 de outubro de 2012

No ano passado, um dos vídeos que mais me surpreendeu foi o documentário”The Harvest/La Cosecha: the children who feed the america” (A Colheita: as crianças que alimentam a América) em que mostra a quantidade de crianças e adolescentes (cerca de 400 mil) que abandonam casa, cidade e escola nos EUA para, com os pais, trabalhar em colheitas de alimentos.

Uau! Nos Estados Unidos? País de primeiro mundo que aceita e tolera essa situação? No Brasil, então, onde o trabalho infantil é um praga desde sempre, a cosia deve ser feia? É, sim. Temos muitas crianças trabalhando nas lavouras do nosso imenso país. São milhares. Atuam principalmente na colheita manual de legumes e frutas, como tomate, por exemplo.

No total, existem 4,8 milhões de crianças brasileiras que trabalham, segundos dados do Instituto Pró-Menino. É como se a cidade inteira de Fortaleza (2,4 milhões de habitantes) mais a cidade inteira de Belo Horizonte (2,3 milhões de habitantes) fossem habitadas por crianças e todas trabalhassem.

 No Sul do país, a prática de tirar o filho da escola na época de colheita é comum e vista com bons olhos pela família. Lembro uma vez de ter conversado com várias educadoras da região que tentavam explicar aos pais que essa prática tem de acabar. As educadoras ouviam como resposta que eram as crianças que desejavam ajudar as famílias, pois “o trabalho enobrece o homem”.

Mas qual o problema em ajudar os pais desde cedo, né?

Não haveria nenhum problema se:

- não fosse contra lei;

- as crianças tivessem estrutura, corpo e raciocínio para exercer atividades que apenas adultos podem fazer;

- a “ajuda” não as tirassem da escola, não as machucassem, não as impedissem de ser criança.

- a “ajuda” não a submetessem ao calor, frio e fome;

- não passassem horas em posição desconfortável, não carregassem peso, nem tivessem contato com pesticidas, ou sejam veneno.

Aqui abaixo está Mapa do Trabalho Infantil no Brasil, do IBGE:

Qual a nossa parte dessa história toda. Acho que o primeiro passo é não achar que é normal (é da nossa conta), o segundo passo é se conscientizar que a prática é errada. Terceiro, apoiar ações que lutam contra isso, como estamos fazendo aqui, participando da blogagem coletiva É da Nossa Conta #semtrabalhoinfantil,  a convite da Samantha Shiraishi, do Promenino Fundação Telefônica em parceria com a Unicef e OIT.

Trabalho infantil tem em todos os lugares. Basta a gente enxergar com olhos de quem quer ver.

Beijos e vamos abrir os olhos!

Patricia e Mônica

 

Blogagem coletiva É da nossa conta!

Mais informações:
A Vida Como a Vida Quer da Samantha Shiraishi (@samegui) –
É da nossa conta! Trabalho infantil e adolescente

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