No ano passado, um dos vídeos que mais me surpreendeu foi o documentário”The Harvest/La Cosecha: the children who feed the america” (A Colheita: as crianças que alimentam a América) em que mostra a quantidade de crianças e adolescentes (cerca de 400 mil) que abandonam casa, cidade e escola nos EUA para, com os pais, trabalhar em colheitas de alimentos.
Uau! Nos Estados Unidos? País de primeiro mundo que aceita e tolera essa situação? No Brasil, então, onde o trabalho infantil é um praga desde sempre, a cosia deve ser feia? É, sim. Temos muitas crianças trabalhando nas lavouras do nosso imenso país. São milhares. Atuam principalmente na colheita manual de legumes e frutas, como tomate, por exemplo.
No total, existem 4,8 milhões de crianças brasileiras que trabalham, segundos dados do Instituto Pró-Menino. É como se a cidade inteira de Fortaleza (2,4 milhões de habitantes) mais a cidade inteira de Belo Horizonte (2,3 milhões de habitantes) fossem habitadas por crianças e todas trabalhassem.
Mas qual o problema em ajudar os pais desde cedo, né?
Não haveria nenhum problema se:
- não fosse contra lei;
- as crianças tivessem estrutura, corpo e raciocínio para exercer atividades que apenas adultos podem fazer;
- a “ajuda” não as tirassem da escola, não as machucassem, não as impedissem de ser criança.
- a “ajuda” não a submetessem ao calor, frio e fome;
- não passassem horas em posição desconfortável, não carregassem peso, nem tivessem contato com pesticidas, ou sejam veneno.
Aqui abaixo está Mapa do Trabalho Infantil no Brasil, do IBGE:
Qual a nossa parte dessa história toda. Acho que o primeiro passo é não achar que é normal (é da nossa conta), o segundo passo é se conscientizar que a prática é errada. Terceiro, apoiar ações que lutam contra isso, como estamos fazendo aqui, participando da blogagem coletiva É da Nossa Conta #semtrabalhoinfantil, a convite da Samantha Shiraishi, do Promenino Fundação Telefônica em parceria com a Unicef e OIT.
Trabalho infantil tem em todos os lugares. Basta a gente enxergar com olhos de quem quer ver.
Beijos e vamos abrir os olhos!
Patricia e Mônica
Blogagem coletiva É da nossa conta!
Mais informações:
A Vida Como a Vida Quer da Samantha Shiraishi (@samegui) –
É da nossa conta! Trabalho infantil e adolescente
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