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O casal de mães e a amamentação dos gêmeos

Categoria: Peça Ajuda por 25 de outubro de 2012

 

Em setembro do ano passado, a gente publicou a história da Mariana e da Paulinha (aqui abaixo), um casal de mulheres que “engravidou” de gêmeos e compartilhou a amamentação. Foi uma história que marcou muito, pois é uma aula de companheirismo, amor, doação e planilhas de Excel. Para nossa alegria, a história dessa família linda está no GNT. Clique para conhecer um pouco mais sobre elas e aqui abaixo como foi a rotina louca de amamentação delas.

Beijos para Mariana, Paulinha, Mia e Gael.

 

 

O contato físico é essencial. Ok. Sabemos. Mas a gente aqui também dá o maior valor para o contato virtual. Sem essa vida internética acho que não poderíamos ter conhecido a história de amamentação da Mariana, da Mia, do Gael e da Paulinha. Nem vocês, minhas lindas!

Essa conversa começou assim:

…e continuou assim…

… daí a Mariana respondeu a todas as perguntas da Mônica (acho que na hora que os gêmeos dormiam) com muito detalhes e atenção.

Agora aqui as respostas completas porque o print screen tem limite:

(Antes de continuar na entrevista, queria dizer que a entrevista com a Mariana me ensinou três coisas:

1) que mãe de gêmeos DEVE ser mãe-Excel;

2) que TODAS elas vão morar no paraíso vip, acho que é aquele que fica um andar acima do paraíso, onde eu, Mônica e a grande maioria das mães irão habitar;

3) que o corpo feminino é uma máquina insana e surpreendente, muito mais do que eu poderia imaginar.

bjs e aproveitem as dicas da Mariana.

 

Como você administrava os horários das mamadas?

A orientação do meu médico foi Livre Demanda Controlada o que significa: dar o peito sempre que eles tivessem fome, contanto que nunca antes de 2 horas. No começo o que chorava ganhava antes e o seguinte já mamava na sequência. Anotava tudo para não me perder e, a cada dia, um peito para cada um. Estabeleci uma regra: dias pares – mama direita da Mia.

Depois de um tempo meu médico disse que eu não podia mais tratá-los como uma “turma”. Que eles tinham necessidades individuais e cada um deveria mamar quando pedisse, ficou bem mais difícil..

Os dois não acordavam com fome no mesmo horário?
Quando sentia que ninguém estava em condições de esperar, colocava cada um num peito com as cabeças no meio e os pézinhos voltados para fora. Para fazer isso precisava da ajuda de alguém para colocar o segundo no peito e tirar o primeiro que acabasse para arrotar.
Hoje ainda acontece, mas é mais difícil colocá-los para mamar juntos porque estão muito grandes ;)

Quais as posições que você dava de mamar?

Usava todas. Quando era um só bebê usava a clássica, a invertida e cavalinho. Cavalinho principalmente para o Gael que tinha um pouco de refluxo. Quando dava para os dois ao mesmo tempo, cada um num peito e apoiados numa almofada.

Se dava de mamar para os dois ao mesmo tempo, trocava as mamas?
Não, nunca trocava. Era muito confuso. Dava mesmo uma mama para cada um por dia. Se a Mia mamava na direita hoje e Gael na esquerda, amanhã Mia mamava na esquerda e Gael na direita. Tudo bem anotadinho para eu não confundir.

Como conseguiu ter produção de leite suficiente para os dois?

Não tenho muita certeza… Não dormia nada. Garantia uma alimentação boa e saudável (sempre comemos bem aqui em casa, de preferência orgânico – o que eu consigo encontrar). E bebia MUITA água. Mas eu diria que o mais importante foi a minha vontade imensa de amamentar e a tranquilidade (fruto de muita yoga).

O que fazia para cuidar dos bicos? Eles não ficavam super doloridos?
Os primeiros quinze dias foram infernais. Lembro que doía muito só de raspar a camiseta. Usei muito Lansinoh. Mas me arrependo de não ter preparado melhor o bico. Li muita coisa controversa sobre o assunto então fiz pouco. Acho que deveria ter abrasionado mais, usado limão, essas coisas…

Como fazia para descansar entre as mamadas? Tinha ajuda de companheiro, um parente, amigos?

Não descansava muito, porque quando um dormia o outro acordava. Tinha ajuda da minha mulher, sim somos duas mamães! Também da minha mãe, meu pai e avó. Tinha uma funcionária cuidando da casa, comida e roupas, mas optei por não ter babá até os 7 meses deles. Acho legal contar também que a Paulinha, minha mulher, também amamentou a Mia e o Gael por dois meses. Ela fez um tratamento com uma medicação que tem como efeito colateral a produção de prolactina e estimulou com bombinha uns dois meses antes deles nascerem. Na maternidade eles perderam pouquíssimo peso porque mamavam colostro em mim e leite maduro nela. Ela não tinha produção suficiente para suprir uma mamada, então eles mamavam um “aperitivo” nela e “prato principal” em mim. Isso criou um vínculo muito intenso entre ela e os bebês, o que foi muito especial. Depois de dois meses, assumi a amamentação total e ele mamam até hoje. A Mia e Gael têm 8 meses e meio.

A colaboração extra da Paulinha nos dois primeiros meses foram fundamentais para você se equilibrar na produção, não? Ou não? Ou não dá para saber? 

Difícil saber o quanto a participação da Paulinha influenciou na minha produção. Arrisco a dizer que não muito, mas não dá pra saber. Essa coisa de compartilhar a amamentação é muito louca. Por um lado, uma experiência incrível de troca e cumplicidade. Por outro, um exercício grande de entrega e doação. Sabe aquela sensação maluca de leoa que pinta quando você se vê diante de um filhote? Algumas pessoas me diziam que eu iria sofrer ao vê-la com eles no peito, mas não aconteceu. Eu me emocionava muito. Quanto à ajuda, claro que era bacana. Acalmava a fúria do segundo que também tinha fome na mesma hora, mas como ela não segurava uma mamada sozinha, eu sempre tinha que estar, sabe? Não dava para fazer revezamento à noite, que era uma das idéias antes deles nascerem.

Como eram as mamadas de madrugada?

Uma loucura! Gael mamava umas três vezes e Mia duas. Fora as idas ao quarto para chupetas e etc, não dormíamos nada. Quando eles fizeram seis meses resolvemos aplicar o método Nana Nenê e tiramos todas as mamadas noturnas de uma vez. Foram umas cinco noites difíceis e eles acostumaram. Hoje dormem cerca de dez horas seguidas toda noite, uma benção! Com todos dormindo, viramos uma família muito mais feliz!

 

Quem fazia os bebês arrotarem depois da mamada?
Eu ou a Paulinha. Também vovó, vovô, dindas, dindos, quem tivesse por perto ;)

O que você poderia indicar/recomendar para as mães que têm companheiros (sem peito kkkk!). Fiquei pensando aqui: ah, mas assim também é “fácil” (nada fácil, claro!), mas se eu tivesse uma companheira acho que também iria pedir a ela para compartilhar a amamentação comigo (e sinceramente, acho que teria sido menos trabalhoso).

Acho que um pai pode fazer muitas outras coisas para aliviar a mãe, como banho, troca de fraldas, passeios de carrinho enquanto a mãe dorme um pouco e se recupera. Conheço muitos que fizeram isso.

Lindo! Essa internet é mesmo uma fofa! E muitos vivas para Gael e Mia!

Beijos,

Patricia

 

 

 

 

 

 

 

 


Comentários

  1. Roberta Lippi disse:

    Sensacional essa entrevista!
    Parabéns, Mariana e Paula, pela história linda!
    Vou compartilhar!
    Beijos,
    Roberta

    http://www.meuprojetinhodevida.blogspot.com

  2. Gis disse:

    Nada a declarar!!

  3. Nossa, que máximo
    eu tmbm tenho gemeos, hj com 4 meses, mas amamentei ateh ois meses no exclusivo, enquanto tinha ajuda da minha sogra e minha mae com as coisas da casa. Depois achei muito trabalhoso, demorado e aparentemente sem eficacia, Ana Julia e Sophia mamavam por mais de uma hora e saiam com fome.

    Parabéns!!

  4. Ministério da Saúde disse:

    O leite materno é importante para todos os bebês, principalmente para os que estão internados e não podem ser amamentados pela própria mãe. Toda mãe que amamenta é uma possível doadora de leite humano. Se você está amamentando, procure o banco de leite humano mais próximo e seja uma doadora. Seu gesto pode salvar vidas. Para você é leite. Para a criança é vida!
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    Atenciosamente,
    Ministério da Saúde

  5. Muito legal e muito bonita essa história. Mostra um companheirismo que nem todas as relações possuem, mas que com certeza todas deveriam ter. Além disso, fica claro que as duas mães tratam os filhos com muito carinho e isso é imprescindível. História realmente inspiradora!

  6. Poxa que gostoso, vi o programa delas e achei o máximo. Estava “carente” de mais informações sobre essa vivência linda que elas tiveram.
    Adorei!