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Criança pode comer comida de adulto?

Categoria: Dicas por 29 de abril de 2013

tumblr_l2ywkcNSQd1qzvsqto1_400Você sabia que apesar de ouvir muito que depois do primeiro ano a criança já pode comer a comida da família, nem tudo está liberado? Que existem muitos alimentos até considerados saudáveis, mas que não são bacanas para as crianças? Fiz uma lista, baseada em uma reportagem que escrevi, para compartilhar o que é legal e o que não é:

• Barrinhas de cereaisÉ a primeira opção quando a gente pensa em lanche saudável e que passa longe da obesidade infantil, né? E são saudáveis mesmo (desde que o pequeno não tenha alergia aos ingredientes). O único problema das barrinhas é que a criança não está de dieta. Por isso, na hora do lanche, hora do lanche, precisa de mais alimentos como uma fruta e um iogurte. Tome cuidado também com as versões mais glamourosas, com cobertura de chocolate, açúcar, etc. Se exagerar, perde todo o sentido comer barrinhas…

• CaféEle ainda é polêmico quando o assunto é consumo infantil. Segundo a nutricionista Ilana Elman, dependendo da quantidade consumida, o café pode diminuir a absorção do cálcio existente no leite, e tão importante para o desenvolvimento de uma criança. Ele também pode ser considerado um irritante gástrico, causar irritabilidade, insônia e agitação. Se você e sua família são loucos por café e não vai ter jeito de manter a criança longe dele, espere pelo menos até ela completar dois anos e então ofereça apenas uma xícara por dia misturada ao leite.

• Pizza – Elas podem comer, lógico, pois a pizza tem bons nutrientes – carboidratos da massa, proteínas do queijo, do atum, a gordura boa do fiozinho do azeite. Mas não pode ser todo dia, ok?  E evite pizzas mais gordurosas ou com embutidos, como a calabresa.  Atenção: a pizza congelada que a gente compra no supermercado tem excesso de gordura e sódio. Então, entre a pizza congelada e o delivery, fique com o delivery que geralmente tem massa e ingredientes mais frescos. Uma ideia melhor ainda é fazer sua própria pizza caseira com a garotada.

Bebidas isotônicasa verdade é que essas bebidas são para esportistas já que possuem grande concentração de carboidratos, sódio, potássio para repor os líquidos e sais minerais perdidos durante a atividade física. Quem toma à toa corre o risco de ter problemas com a pressão arterial e a função renal. Crianças não precisam delas. Aguas e sucos naturais são suficientes para hidratar a garotada, mesmo depois de atividades físicas intensas.

• Iogurtes com dose extra de probióticosOutro assunto polêmico. Enquanto alguns especialistas acham que não há nada demais em crianças consumirem esse tipo de iogurte, outros acham que o “a mais” do produto pode sobrecarregar o organismo infantil. A verdade é que os alimentos naturais dão conta de manter o bom funcionamento do intestino.

• Macarrão instantâneoEu sei, são apenas 3 minutos e as crianças amam! Mas não é legal. Mesmo quando você substitui o tempero pronto – que é lotado de sódio – o problema continua: para ficar pronto tão rapidamente, a massa é pré-frita. A quantidade de gordura usada é muito maior do que dos outros macarrões e você já sabe que o excesso dela incentiva a obesidade infantil, problemas no organismo no futuro, etc.

• Produtos diets e lightsde acordo com a ANVISA, o termo diet só pode ser utilizado nos alimentos que tenham restrição total de algum ingrediente – o açúcar ou a gordura, por exemplo – sem o compromisso de ter menos calorias do que o produto tradicional. Já a palavra light colocada em um rótulo, mostra que o produto teve redução de no mínimo 25% de algum nutriente ou de calorias comparada com o alimento original. A não ser que a criança seja diabética  – o que exige consumo de alimentos diet sem açúcar – ou que tenha alguma outra restrição alimentar diagnosticada por médicos, não é recomendado que se alimentem com esses produtos. pois sempre haverá uma compensação dos ingredientes – alguma substância no lugar da que foi tirada – e que no geral, não vai ajudar no desenvolvimento infantil.

• RefrigeranteO problema dele é ser muito calórico, ter excesso de açúcar (ganho de peso sem necessidade), sódio (aumento da pressão arterial) e não oferecer nenhum nutriente para compensar o estrago. Ao contrário: ele lota o estômago da criança que não vai querer comer mais nada. Outra bebida que criança não precisa tomar.

• EmbutidosEles são uma festa cheia de gordura, sal e aditivos alimentares e uma sobrecarga para o organismo infantil. Mas é uma ilusão achar que a família viverá sem eles. Então, espere a criança ter dois anos e ofereça esporadicamente.

• Comidas prontas - Apesar de práticas, rápidas de preparar e algumas vezes gostosas, elas são malvadas: contém muita gordura, muito sódio, muita açúcar e muitos aditivos alimentares que, na real, ninguém sabe direito ainda como funciona, principalmente no organismo infantil. Outro problema causado pelas comidas prontas é a distorção do paladar. Como esse tipo de produto é embelezado para vender mais (os aditivos dão mais cor e sabor para eles), o paladar da criança se acostuma com aquilo e pode rejeitar as versões caseiras e mais saudáveis. O melhor é comer às vezes e não sempre.

• Fast foodsVai ficar repetitivo eu sei, mas comida de fast food tem excesso dos vilões sódio, gordura e açúcar. Mas, quem procura acha: há boas opções de saladas (sem os molhos prontos), legumes e verduras cozidos, sucos de frutas naturais dentro de uma praça de alimentação.  Ou então, assuma que naquele dia vai ser fast food, ponto, e trate de maneirar no resto da semana. Um lembrete: dependendo das escolhas que sua família faz em um fast food, é melhor optar pela comida pronta e passar no supermercado. Em casa as tentações são menores e você pode, por exemplo, preparar uma boa salada para acompanhar o hambúrguer e fazer um mix de frutas para a sobremesa. Mesmo que ela ganhe uma calda para acompanhar, ainda será mais saudável do que as calóricas sobremesas dos fast foods.

• Adoçantes – com medo da obesidade infantil tem gente que simplesmente decide que a família só vai usar adoçante. E essa paranóia pode envolver inclusive bebês com menos de um ano! A verdade é que nenhum especialista conseguiu chegar a uma conclusão sobre o assunto. Para cada pesquisa mostrando que os adoçantes são inofensivos surge outra confirmando que as substâncias podem sim ser suspeitas. Sem falar na confusão que é quando pensamos nos tipos de adoçantes: a cada momento um é o vilão da história para depois se tornar bacana e vice-versa. Por que arriscar seu filho? Se ele não é obeso, não apresenta doenças que necessitem do adoçante, como diabetes, e não tem prescrição médica, esqueça.

Sabe qual é a solução? Como eu disse no post Sua Família Come Corretamente (http://www.comerparacrescer.com/2013/04/22/sua-familia-come-corretamente/), o jeito é comer de forma tão variada, mas tão variada, que no final do dia, você ingeriu todos os nutrientes que precisa, sem excessos.

Quem se interessar pode ler a matéria completa aqui no site do Bebê.Com

beijos

Mônica

 


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