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Aprenda a dizer não para o seu filho na hora da comida

Categoria: Comportamento, Meu Filho Não Come por 10 de julho de 2013

… inclusive quando o assunto for alimentação.

Uma pesquisa do Instituto Alana no ano passado mostrou que 76% dos pais acham que a publicidade excessiva de comidas industrializadas atrapalha na hora de manter a alimentação saudável da família. Afinal, crianças brasileiras passam em média 5 horas vendo televisão e com isso sofrem interferência nos seus hábitos alimentares  e …. Peraí?! Crianças brasileiras passam em média 5 horas vendo TV?

Vamos começar de novo: nem na minha casa, com duas crianças e pais que amam televisão, as pequenas passam 5 horas vendo TV. O que ocorre com o mundo? E, se na pior das hipóteses, elas assistissem, levariam uma arma para colocar na minha cabeça na hora das compras, exigindo porcaritos?

Não sei se todo mundo já notou, mas crianças pequenas NÃO entram no supermercado sozinha e NÃO pagam pelo produto com dinheiro do próprio bolso. Há sempre um ser humano mais adulto que faz isso, até onde eu sei, de livre e espontânea vontade. Mas depois, esse mesmo ser humano esquece desse fato.

Agora, falando sério, aqui no Comer para Crescer somos a favor de uma regulamentação da publicidade infantil. Mas não adianta nada ficar lutando contra os publicitários se não aprendermos a dizer não para nossos filhos no supermercado. Eu sei, por experiência própria, o quanto isso é difícil, o quanto nos enche de culpa, o quanto nos perdemos nos argumentos diante de uma criança birrenta. Mas nessas horas é bom lembrar que crianças precisam do não. Apesar da frustração, no fundo elas sentem aquilo como um ato de amor, sabem que os pais estão cuidando dela, protegendo. Crianças precisam dos limites para se sentirem seguras no mundo. Pense nisso na próxima vez que ela exigir algum salgadinho e você ficar propenso a comprar apenas porque não tem mais paciência de negar algo para ela.

A palavra e o exemplo dos pais precisa ser maior e mais importante do que qualquer tentativa sedutora dos publicitários, qualquer sanduíche de fast food ou doce da padaria. Grite como o He Man: Eu tenho a força! E diga não.

beijos

Mônica

P.S. Leia mais sobre esse assunto no excelente texto de Caio Melo no Pais Modernos


Comentários

  1. Caio Melo disse:

    Meu, se os pesquisados apontaram cerca de 5 horas de TV diária, é claro que precisam de uma desculpa esfarrapada para sua falta de disciplina e para sua incapacidade em impor limites aos filhos. Nunca vão dizer que são pais horríveis e que não conseguem dizer não aos pequenos. A culpa é da mídia, é do mercado, é do bicho papão e do caralho a quatro!

    Claro que a mídia precisa melhorar, que as estratégias de marketing muitas vezes são tendenciosas e escusas… mas nada transpõe a firmeza e convicção dos pais em delimitar bons hábitos para sua prole.

    Beijo do Caio, absolutamente indignado com essa estatística

  2. Anne Rammi disse:

    Eu também seguia essa linha de pensamento, de que esse tipo de problema – excesso de exposição à TV – deveria ser tratado individualmente por cada família. Mas me convenci de que – se o problema é social, soluções individuais não conseguem fazer muita coisa.
    Por que 5h na frente da TV, certamente fala de muitas crianças, além daquelas cujas mães e pais podem fazer escolhas melhores. Tem criança em comunidades menos privilegiadas que fica 5h na frente da tv, trancada em casa, para não dicar 5h na rua, junto dos traficantes. No caso específico dessas crianças – melhor que sejam expostas à publicidade indiscriminada, gerando desejos de coisas que possivelmente elas nunca vão poder ter? Foi aí que eu entendi – é social. Não são os filhos da Anne. Eu posso (eu já opero assim há algum tempo) proibir tv em casa, eu nem precisaria me importar com o que está acontecendo no mundo da TV.
    Mas eu sou uma privilegiada, não posso pautar os outros por mim.
    Os problemas sociais, falam das massas também.
    Basta que a gente tenha uma opinião – é um problema da sociedade? Então precisamos mobilizar as leis. É um problema individual de cada família? Então certamente cada uma faz como quer.
    No meu ponto de vista a publicidade infantil é problema social. E seu fim, solução. ÓBVIO que nada disso muda o fato de que pais precisam aprender a dizer não para seus filhos. Mas isso sim, do meu ponto de vista é individual. Cada um sabe seu limite.
    bjo bjo, texto super importante.

    1. mariana disse:

      Parabéns pelo pensamento, pela forma de expor e pela sensibilidade em analisar os dois lado da situação; neste caso, as diferenças sociais existentes. Não dá para tratar de forma igual os desiguais. Por isso, adorei a postura na relação entre permissividade e necessidade.

  3. [...] *  Comer para crescer: Aprenda a dizer não para seu filho….. [...]

  4. Raquel Fuzaro disse:

    O título da matéria me chamou atenção. Contudo, ao ler o que era aprender a dizer não para os meus filhos me deparei com outro assunto – aprender a dizer não aos meus filhos quando eles pedirem algo que viram na televisão.
    Sou uma mãe atenta à educação das crianças, não apenas a educação formal, mas, e, principalmente, a educação que “vem de casa”, a educação das atitudes, dos bons exemplos.
    Acredito que a nova realidade da mulher brasileira no mercado competitivo de trabalho, bem como ser ela a chefe da família em muitos lares alterou a importância da escola e da televisão na vida das crianças. A responsabilidade tanto da escola como da televisão no cuidado com a criança deveria ter acompanhado as transformações ocorridas com o ingresso da mulher-mãe num novo universo, o que não ocorreu.
    Diante deste fato, temos crianças expostas, em média 5 horas diárias, a televisão. Não seria um problema maior caso tivéssemos programas educativos e de qualidade voltados para elas. Como seria bom poder contar com uma televisão comprometida com a infância, com uma programação inteligente e sem apelos de consumo voltados para a criança.
    A televisão que temos hoje deseduca sim. Ela explora a inocência da criança para vender seus produtos e impor comportamento. E não basta eu como mãe conversar com meus filhos, pois ao chegar na escola, no clube, no parque, no shopping, no mercado, enfim, na vida…eles se deparam com “exemplos”-crianças que consomem e se comportam de acordo com a mensagem marqueteira….
    Não há como criar filhos em uma “bolha”, alimentando de forma saudável, vestindo com roupas bonitas, de qualidade e confortáveis se serão cobrados por seus amigos com o suco de caixinha do desenho do cinema, a bolacha recheada do personagem, a maquiagem da boneca tal, o gel com gliter da pricesa, shampoo do super-herói…enfim, temos cada vez mais crianças com problemas de diabetes e obesidade e mini-adultas de 3 anos desfilando nas escolas, parques, shopping como algo absolutamente normal…Imagino que ao entrarem na fase adulta vão querer ser crianças, já que não puderam ser na idade certa…
    Não sou contra publicidade. Sou a favor da infância. Não é correto permitirmos que o mercado, preocupado apenas com seus lucros, utilize da vulnerabilidade de nossas crianças para venderem seus produtos, gerando hábitos alimentares não-saudáveis, adultização infantil, consumismo (quer TER tudo), enfim, criando necessidade inexistentes.
    Acho que me alonguei no comentário…mas, acho que educar é sim dever dos pais; o Estado também tem este dever e deve exercê-lo elaborando leis que disciplinem o que a televisão deve apresentar e não permitir que crianças sejam alvo do marketing. Afinal, a TV brasileira é uma concessão PÚBLICA.
    O tema que vocês abordaram é realmente muito importante.

  5. Carol Baggio disse:

    Mônica,
    É fácil jogar a culpa na “publicidade” quando os pais não estão a fim de ensinar, educar… É a mesma história de quando vemos situações bizarras, como gays que apanham na av. Paulista, e dizemos “ah, mas a sociedade não tolera a diferença…” Sociedade? E quem é a sociedade, se não cada um de nós?
    Concordo com você, dizer não é, sim, uma necessidade e um ato de amor.
    bj

  6. patricia disse:

    Olá…te convido a participar do grupo APRENDER (com 7.000 membros) e compartilhar conosco suas interessantes postagens do universo infantil.

    https://www.facebook.com/groups/grupoaprender/

    abraços Patricia

  7. [...] não. Essa é muitas vezes, uma prova de amor. Se precisa de um reforço emocional para isso, leia esse post do Comer para Crescer. Vai [...]