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Cantinas de escolas ficam sem frituras e refrigerante

Categoria: Blog, Notícias, Pesquisas por 26 de novembro de 2013

cantina-de-escolaUma boa notícia: cantinas de escolas de São Paulo estão limitando a compra e oferta de alimentos industrializados. Esse movimento deve ser aplaudido, incentivado e copiado. Isso porque muitas mães reclamam que tentam manter uma alimentação correta e saudável em casa, mas não recebem apoio na escola e reclamam que eles comem muito mais comida industrializada nos colégios do que em casa, como nuggets, além de muita carne processada, como salsicha, e têm acesso a refrigerante e doces. A escola faz parte da sociedade, claaaaro, e, portanto, ter o dever de escutar as demandas dos pais sobre a qualidade da comida oferecida às escolas, se esforçar cada vez para manter-se atualizada sobre nutrição e comida de boa qualidade e, por fim, dar aos alunos o que tem de melhor em relação à comida.

O Colégio Ítalo Brasileiro e o Colégio Mater Dei, de São Paulo, mudaram o cardápio da cantina e vetaram frituras e refrigerantes. Aumentaram a oferta das frutas e passaram a vendê-las  de um jeito mais atraente. Deram um passo em direção à boa educação alimentar dos alunos. Mas não sem enfrentar resistência, principalmente dos adolescentes.  Lucia Cafaro, diretora da Educação Infantil do Mater Dei, conta que os alunos do Ensino Fundamental II e Médio foram os que mais sentiram a mudança. “Alguns deles costumavam tomar refrigerante, aqui na escola, como primeira refeição do dia. Mandamos um comunicado a todas as famílias explicando a mudança e pedindo colaboração. Aos poucos, os alunos criaram o hábito de tomar sucos naturais e vitaminas, que hoje lideram a lista das bebidas mais procuradas na cantina.”

O mesmo aconteceu no Ítalo Brasileiro: primeiro houve o estranhamento com resistência, depois veio a aceitação e o fim do medo de “pagar mico” entre os amigos por comer fruta na hora do recreio. “Com a mudança alguns alunos questionaram, pois estavam acostumados a ingerir sempre um refrigerante na hora do lanche (recreio). Mas, com o passar do tempo, aderiram ao novo formato sem problema algum. Para os mais adeptos, acantina da escola oferece um guaraná orgânico, sem conservantes”, conta O diretor do Colégio Ítalo Brasileiro Mauro Longato.

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Lúcia explica que o Mater Dei faz um trabalho de incentivo à alimentação saudável há bastante tempo, principalmente na Educação Infantil e Ensino Fundamental I, com vários projetos de culinária e plantação de horta, por exemplo. “Com o tempo percebemos que nosso trabalho de sensibilização não seria bem sucedido se não adotássemos uma postura ainda mais parcial, ou seja, sendo a favor da alimentação saudável não só durante as aulas, mas também na hora do lanche. Sabemos que não somos os únicos responsáveis pela educação alimentar dos alunos, mas nos sentimos coadjuvantes em todo o processo de formação do indivíduo, sendo nosso dever oferecer o exemplo.”

O diretor do Colégio Ítalo Brasileiro Mauro Longato diz que há tempos queriam fazer a mudança. “Nos incomoda muito ver crianças comendo os chamados “junk foods” ou “comidas não saudáveis”, como coxinhas, salgadinhos de pacote, refrigerantes, entre outros. ”

Não é difícil. Basta querer. Simples assim. Converse você também na escola no seu filho, caso esteja tendo problemas. Leve essa reportagem. Conte dessas escolas acima. Mobilize outras mães. Pressionem por mudança. Todos têm a ganhar.

Beijos,

Patricia


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