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Campanha de Michelle Obama já provoca mudanças

Quando o poder público quer, a coisa acontece. Há dois anos a primeira-dama dos EUA Michelle Obama lançou a campanha Vamos nos mexer! nos jardins da Casa Branca, o que incluiu além de cenas de crianças e adultos rodando bambolês na cintura, a criação de uma horta orgânica. Cenas para a imprensa.

Nos bastidores da política, a campanha da primeira-dama americana foi mais ofensiva, dura, pesada, afinal o setor de alimentos em qualquer lugar do mundo, inclusive o Brasil, movimenta bilhões de dólares. Passados dois anos, ainda não é possível saber se os resultados na balança foram positivos.

Mas uma matéria publicada hoje no New York Times mostra que o setor mais poderoso envolvido nisso tudo já começou a se mover. Diz o texto:

” A campanha de Michelle Obama também levou a melhorias no acesso e mo conteúdo da merenda escolar, onde muitas crianças ficam com o grosso de suas calorias e nutrição. No final de 2010, um Congresso lame-duck (manco por estar sendo renovado) passou uma lei que, pela primeira vez em 30 anos, aumentou o financiamento para pequenos-almoços e almoços escolares com taxas acima de inflação. A lei também dá autoridade para o Departamento de Agricultura definir os padrões de saúde para todos os alimentos vendidos nas escolas, incluindo naquelas máquinas de venda automática. Melhor de tudo, também reduziu a papelada do governo para estabelecer a elegibilidade para refeições escolares gratuitas ou a preço reduzido, garantindo que dezenas de milhares de crianças tenham uma alimentação saudável.

Em conjunto com a campanha, três das maiores empresas de alimentos que operam cantinas escolares – Sodexo, Aramark e Chartwells – se empenharam em cumprir os níveis recomendados de açúcar e de gordura nos próximos 5 anos e em duplicar as frutas e legumes…

Houve também avanços importantes no setor privado. Wal-Mart, Walgreens, Supervalu e outras redes menores prometeram construir ou ampliar 1.500 lojas que vendem frutas e vegetais frescos em comunidades sem acesso a alimentos saudáveis. O Fundo FreshWorks, um grupo da indústria dos supermercados, bancos e organizações de saúde, se comprometeu em investir cerca de US$ 200 milhões para eliminar os chamados “desertos alimentares” na Califórnia, trazendo acesso a mantimentos nutritivos para milhões de pessoas.

Ainda mais impressionante foi o anúncio do Walmart: até 2015 a rede se compromete a remover todas as gorduras trans e reduzir o sal e açúcares adicionados em 25% e 10%, respectivamente, de milhares de alimentos embalados que a rede vende. Nós sabemos que quando o Walmart derruba 25% do sal, todo mundo vai derrubar porque quando Walmart exige que os fornecedores alterem a forma como eles fazem os seus produtos, toda a cadeia produtiva é afetada. Então, a indústria que vende o mesmo produto para o Walmart e para outros, não irá mexer na composição do alimentos apenas para o lote Walmart… 

Se a campanha já deu resultado nos índice de obesidade infantil, não sabemos. Afinal, demoramos 50 anos para sermos uma bolha de gordura. Mas é possível afirmar que a campanha de Michelle Obama já começou, porém, a mudar a maneira como o setor de alimentos – produtores, restaurantes e mercearias – abordam os clientes mais jovens. Com a crescente consciência pública da importância da boa nutrição, as empresas estão mudando seus modelos de negócios, incorporando nutrição quando projetam e desenvolvem cereais, snacks, menus ou refeições escolares. Embora nem todas as empresas de alimentos mudaram, no entanto, o mercado está começando a obrigá-los a vender produtos mais saudáveis. A este ritmo, acredito que veremos as as taxas de obesidade infantil em declínio depois de algumas poucas colheitas na horta orgânica nos jardins da Casa Branca.

 

Enfim, quando a máquina do governo federal realmente deseja acabar com algo, consegue. Seja nos EUA ou no Brasil, basta desejo político.

A íntegra do texto está aqui. Vale a leitura!

Beijos,

Patricia

 

A função social da refeição

 

Meu pai nasceu em uma família de muitos filhos. Eram 16 irmãos. Você consegue imaginar as refeições numa casa com ao menos 16 filhos, mais pais e agregados? Eu não conseguia. As lembranças do meu pai é que me ajudaram a imaginar o caos.

- Quando a comida era servida, você não podia bobear porque senão ficava sem, disse ele lembrando de como era o horário da refeição.

E pai continuou:

- A gente comia o que era servido e não reclamava de nada porque se parasse para argumentar um pouco, os outros irmãos raspavam as panelas.

Claro que o cardápio servido era o básico do básico: arroz, feijão, carnes (de bode, de galinha, de peixe de água doce), ovos, mandioca (aipim) e algum outro legume, além de frutas, leite, pão, queijo, bolo.

Além da agilidade, meu pai lembra que as refeições das crianças eram feitas longe dos adultos. Só tinham direito de sentar à mesa com meu avô os maiores de 12 anos ou mais ou menos isso. O ingresso no mundo dos adultos, porém, não dava o direito à palavra. Era possível apenas ouvir a conversa de adultos e aprender a se “portar” à mesa, o que significa mastigar de boca fechada, não interromper os adultos, não colocar os cotovelos sobre a mesa, não comer feito papagaio, deixando um monte de comida fora do prato e pelo chão entre outras regras.

Posso dizer que também passei por essa fase de transição da mesa das crianças para a dos adultos. Um costume familiar que não passei adiante para os meus filhos porque as minhas casas não tinham espaço para duas mesas. Desde que saíram do cadeirão, os meninos comem com a família.

Mas independente dos costumes de cada família, comer junto tem uma função social muito importante, segundo estudiosos e historiadores. Diz o livro A História da Alimentação (Editora Estação Liberdade) que “no continente europeu a função social da refeição continua sendo importante: as pessoas não comem para se alimentar, mas também para visitar os pais ou amigos e vivenciar com eles um prazer compartilhado.” Esse prazer, diz o livro, necessita de um tempo para acontecer e requer alguns rituais, comuns a cada família e cada região, cultura. Ou seja, não é como comer um saco de pipoca com os amigos. Algo rápido, informal e de pouco significado.

Sentar à mesa com a família ou com os amigos é um momento de estar ali, de ouvir e de compartilhar seja um assunto importante ou banal. É o momento de ouvir história da família (e nesse momento as crianças vão aprendendo e descobrindo um pouco de sua origem). Eu achava divertido ouvir histórias dos meus tios do tempo que eram jovens e aprontavam mil e uma traquinagens. (Meus filhos, por exemplo, escutam histórias dos bisavós que viveram anos em campos de concentração nazistas e tal fato desperta no Samuel, um garoto de apenas 10 anos, o interesse de saber quem é Adolf Hitler).

É uma pena que nos dias atuais tenha restado apenas o almoço de domingo para cumprir essa função social. Mas ainda bem que temos os almoços de domingo para ouvir as histórias dos avós e tios, para receber os amigos com ou sem filhos ou para reunir a nossa família nuclear. Para os historiadores, apesar da normalização dos comportamentos alimentares, a função social da refeição ainda se faz presente “e não é evidente que, um dia, ela vá desaparecer”. Que bom!

Beijos e boa semana,

Patricia

Novidade: a LOJA DO COMER PARA CRESCER!!!!!

É isso mesmo pessoal! Agora o Comer para Crescer tem uma loja virtual! Além das dicas para o seu filho comer, das inspirações para as festas de aniversário, das receitinhas para animar as refeições, dos vídeos, livros, notícias… agora você também pode comprar mimos para sua família!

A novidade é resultado da parceria com uma loja fofíssima, a Infinitas Tramas. E nosso objetivo é todo mês destacar produtos bacanas, com preços bons, que podem deixar sua vida mais prática (e bonita, descolada, chique…). Você vai encontrar objetos que organizam melhor sua cozinha, facilitam suas refeições, deixam quartos e banheiros mais aconchegantes e suas crianças muito mais charmosas. Para entrar, é só clicar nesse banner que ficará no sidebar a partir de hoje:

 

 

 

 

Seja muito bem-vindo em nossa Loja!

Entre e fique à vontade…

beijos

Mônica e Patrícia

 

Resposta do McDonald’s sobre o hidróxido de amônia

Depois da denúncia de que nos EUA estaria sendo usado hidróxido de amônia para reaproveitamente de carnes de segunda nos sanduíches do McDonald’s, o COMER PARA CRESCER entrou em contato com o McDonald’s no Brasil para procurar esclarecer se o mesmo ocorre aqui. Recebemos uma resposta do Diretor de Comunicação Corporativa, Hélio Muniz:

 

E também tivemos acesso à resposta dada nos EUA:

“At McDonald’s, food safety has been and will continue to be a top priority. McDonald’s USA has always used 100% USDA-inspected beef.
Currently, McDonald’s USA does not use ammonia-treated beef in our hamburgers. The decision to discontinue use was not related to any particular event, but rather a result of our efforts to align our standards for beef around the world.
McDonald’s complies with government requirements and food safety regulations. We also have our own food safety measures and standards in place throughout our supply chain to help ensure that we serve safe, high quality food to our customers.”

Todd Bacon, PhD, Senior Director of Quality Systems, Supply Chain Management
McDonald’s USA

Quem for inteligente vai notar que sim, eles admitem que usavam a substância nos EUA. Um absurdo. Quero muito acreditar que no Brasil a vigilância seja mais rigorosa (e por incrível que pareça que é mesmo), o que explica porque lá fora empresas podem tomardecisões que aqui no Brasil não são aceitas, já que a Arcos Dourados deixa a entender que o mesmo não ocorre aqui. Ponto positivo pela rapidez em responder e a vontade de serem transparente. Ponto negativo porque foi uma resposta evasiva.

Continuo a achar que eles fazem a parte deles enquanto NÓS devemos fazer a nossa, como escrevi no post Os Segredos do McDonald’s e O McDonald’s está mais saudável?

beijos

Mônica

Aumenta o mercado de papinhas industrializadas

Notícia boa para quem, por algum nobre motivo, precisa usar as papinhas industrializadas. A empresa paranaense Jasmine lançou no mercado o que eles chamam de papinhas e purezinhos orgânicos.

Se as tais papinhas forem gostosas como os biscoitos salgados, os bebês vão gostar. Segundo a empresa, são cinco sabores, sendo três opções salgadas – Purezinho de Abóbora, Batata e Milho; Purezinho de Macarrão com Vegetais (Abóbora, Batata, Milho e Brócolis) e Purezinho de Vegetais com Arroz e Quinoa – e duas de frutas – Maçã e Mix de Frutas (Maçã, Pêra e Banana). Os purezinhos são embalados em potes plásticos de 113 gramas, que podem ser levados diretamente ao micro-ondas, são 100% recicláveis, sem risco de quebra e livres da substância Bisfenol A.

O produto tem certificação segundo as novas regras de orgânicos do Ministério da Agricultura o fabricante garante que tudo é feito com ingredientes selecionados e orgânicos, livres de quaisquer substâncias nocivas à saúde.

No site tem indicação de pontos de venda no Brasil todo.

Bom, se tudo isso é verdade e se temos aí uma opção mesmo, só os consumidores dirão. Então se você experimentar, volta aqui para contar para  gente o que achou. E também dê seu pitaco no Opinimãe, ok?

beijos

Mônica

Ai se eu te pego

Calma minha gente, não é um post sobre Michel Teló.

É que a CNN listou as 50 comidas mais deliciosas do mundo e resolvi compartilhar as 15 que eu mais gosto. Para ver a lista inteira clique aqui.

beijos

Mônica

 

FELIZ NATAL E BOM ANO NOVO!

Queridos todos, esses são os votos do Comer para Crescer para você e sua família!

Aproveitamos para dizer que estamos saindo para merecidas férias e voltamos no dia 3 de janeiro.

Preparem-se pois em 2012 muita coisa vai mudar por aqui… para melhor!!!!

beijos

Mônica

 

 

 

 

E ficamos tão felizes que resolvi fazer um glossário explicativo sobre o que aconteceu esses dias. Vem comigo…

 

BLOG – aquele lugar onde você decidiu que teria mais do que os tais cinco minutos de fama que o Andy falou.

HOSPEDAGEM E DOMÍNIO – tem quem entre para a família blogspot ou wordpress (as mais tradicionais). Mas tem quem resolva ser independente, compre a própria casa (o domínio) e aí precisa de um terreno onde colocá-la (uma hospedagem). Como nós fizemos.

HACKER– sujeito mega blaster nerd que tem como diversão principal invadir sites/blogs alheios divulgando uma causa (mesmo que seja a de que ele tem não nada melhor para fazer). Às vezes ele resolve invadir uma empresa de hospedagem. E conseqüentemente acabam dentro da casa de quem está no terreno. Tipo um arrastão. Foi o que aconteceu com nós.

CURDOS – sem-tetos perdidos ali entre o Irã, Iraque, Turquia, tentado fazer da região do Curdistão um país para chamarem de seu, pois assim foi prometido para eles. Às vezes um hacker adere à causa e invade a net para lembrar que eles existem. Foi o que aconteceu com nós.

REDES SOCIAIS – local onde – além de colocar uma foto do filho por segundo, “desabafar cazamigas”, tentar um networking e inventar uma nova frase pra Clarice Lispector – você também pode pedir ajuda. Foi o que fizemos.

@ferramentasblog – Eles são rápidos! Eles são didáticos! Eles tem paciência com os leigos! Eles são Marcos Lemos e Claudio Sanches, salvam sua pele e mudam sua casa de terreno. . E podem ser encontrados aqui.

COMER PARA CRESCER – um blog bem legal, viu gente? Voltem sempre aqui, por favor. No momento estamos colocando ele em ordem. Em breve ele estará inteiro!!!

MÔNICA E PATRÍCIA – garotas bacanas que esqueceram até de dar comida para os filhos nessa última semana! E que agora estão felizes e famintas!

 

Beijos

Mônica

Seja um voluntário online

 

Desde que perdi um filho com três meses de idade e passei por três UTIs Neonatal recebendo MUITA ajuda, penso em ser voluntária ajudando a cuidar de bebês prematuros. Por completa falta de organização minha e do contexto de vida, ainda não consegui realizar esse sonho, mas a ideia de ajudar o próximo sempre esteve presente, seja doando as roupas das meninas para o Amparo Maternal aqui em São Paulo, seja apenas dando bom dia para os vizinhos – as minhas são todas senhoras de idade que ficam em seus portões a espera de uma boa prosa e uma conversa de cinco minutos (“Ola Dona Maricota, como está? Melhorou do tombo? E aquela receita nova de torta, deu certo?) já faz toda a diferença.

Aí ví o anúncio dessa blogagem coletiva no A Vida como a Vida Quer, da @samegui e pensei: poxa, posso ser voluntária divulgando isso! O Comer para Crescer apoia essa ideia porque tanto eu, quanto Patrícia, sabemos a importância disso.

E lendo os posts e tweets sobre o assunto, vi a dica da @RogeriaThompson: o site Voluntário OnLine, onde você pode ajudar instituições e Ongs sem mesmo sair de casa. Basta usar sua inteligência e seu poder de divulgação para ajudar. Ou descobrir sendo um voluntário presencial mesmo. Em uma pesquisa rápida descobri que posso ajudar escrevendo! Ou ajudando a criar sites, dando ideias, pensando em layouts e até mesmo elaborando gincanas para as crianças. Olha que delícia.

Como disse a Sam no post que concentra a ação: Ser voluntário é positivo, tanto para quem faz como para quem recebe o gesto. O voluntariado pode ser feito no dia a dia e mesmo em pequenas ações, algumas delas acontecendo no ambiente digital.

Bem, fica aqui a dica minha e da Patrícia. É a sua chance!!

beijos

Mônica

 

Agora somente ovos caipiras e orgânicos

Não compro mais ovo comum. E nenhum cientista andou “maledizendo” o ovo nosso de cada dia. Dessa vez, esse povo que adora procurar pelo em ovo está quietinho. Aliás, acho bom que fiquem em silêncio porque ovo é tudo de bom e é a proteína que o Miguel come sem drama.

Bom, passei a achar que o único ovo bom mesmo é o caipira. Melhor ainda se for caipira e orgânico (mas esse custa um pequena fortuna). Voltando… Passei a acreditar nisso porque sou uma mulher altamente influenciável e depois que assisti a um vídeo da ABC News sobre a qualidade do ovo usado num lanche do McDonald´s, nos EUA. As galinhas, tadinhas, todas presas numa gaiola com mais cinco comadres – algumas vivas outras nem tanto. Nunca são soltas. Jamais enxergam a luz do dia. Vi uma imagem parecida em um dos livros de receita do Jamie Oliver, nem lembro mais qual, o que já tinha me motivado a comprar cada vez mais ovo caipira. Mas a cena das donas galinhas amontadas me chocou tanto que agora não abro mais exceção porque acredito que por aqui as condições devem ser bem parecidas.

Enfim, o que aconteceu é que no dia seguinte ao ver o vídeo eu desembolsei incríveis R$ 8 por uma mísera dúzia de ovos caipiras, orgânicos e grandes. Daqui para frente vou arcar com esse custo por um motivo muito simples: Samuel e maridón amam comer ovo quente, aquele que é praticamente cru, sabe? Acha que tenho coragem de dar ovo de galinha sofrida para os meus amores. Nada disso. Para eles apenas ovo de galinha feliz, poedeira e daquelas bem folgadas que se acha a rainha do galinheiro! Pelo menos até eu ter grana para bancar o custo desse ovo.

Se você quer ver as galinhas amontadas e ficar com nojo? Aperte o dedo aqui.

beijos,

Patricia

PS: Pensei tanto na Ginger, a galinhas-líder da Fuja das Galinhas, e também nos nossos excessos, no consumo excessivo de comida industrializada que exige uma produção de ovos ininterrupta! Onde esse mundo vai parar, como dizia minha vó Lidia.