Category : Passear para Crescer

Fazer passeios com criança em uma cidade com mais de 11 milhões de habitantes é tenso. Os programas aos finais de semana podem virar ações quase suicidas. Cansadas de tanto estresse, eu e Mônica decidimos testar algumas alternativas de horários e dias em lugares pra lá de manjados e deram muito certo. Basta se organizar e ter paciência nos deslocamentos.

Passeio alternativo 1: Parque do Ibirapuera

O parque fica aberto até as 22 horas. Levamos os meninos num horário alternativo e deu muito certo. Chegamos lá às 19h, estacionamos o carro quase dentro da ciclovia. O parque não estava vazio, deserto. Tinha muita gente, a maioria correndo, quase ninguém na ciclovia e uns minguados skatistas, além de algumas poucas famílias desfrutando de um parque que praticamente não conseguimos mais curtir aos finais de semana de tão lotado, muvucado e cheio de malucos na ciclovia. Nós ficamos por lá, mais ou menos, 1h30 – até a fome bater. Eu e maridón sentamos num banco e namoramos um pouco (até os pernilongos chegarem) enquanto os meninos andavam de bike perto do museu afro, num estacionamento desativado. Nesse dia, Miguel finalmente se sentiu seguro e conseguiu o que tanto desejava: andar de bike sem rodinhas.

Prós e contra desse horário alternativo:

1) Não há mais aluguel de bikes. Tem de levar de casa;

2) Não fomos para a área dos playgrounds porque tive receio de o lugar estar com pouca iluminação, meio deserto e sem segurança;

3) As lanchonetes da marquise fecham às 20h;

5) Não há sol escaldante, logo as crianças ficam livres de protetor solar melequento;

6) Há vagas para estacionar em muitos lugares;

7) Como o trânsito na cidade toda e, em particular, para chegar ao Ibirapuera, durante a semana, nesse horário, é uma m@*$#%, esse passeio pode ser feito aos sábados e domingos. Já levei os meninos no finalzinho da tarde de um domingo. Chegamos depois das 17h. Encontrei vaga para o carro, o aluguel da bike foi tranquilo, mas ainda tinha muito maluco na ciclovia. As crianças preferiram brincar no playground e acabaram assistindo um pocket show de um palhaço mambembe.

8) Durante semana, à noite, não há 2.000.000.000.000 pessoas no parque, e as crianças podem correr e andar na ciclovia sossegadamente;

Passeio alternativo 2: Cinema

Já foi no cinema com os filhos na sessão das 19h de uma segunda-feira? Não? Então, vá. Acho que depois dessa experiência, a sua família nunca mais irá ao cinema nas sessões suicidas dos finais de semana. Há vagas para estacionar. Não há filas. Você compra o ingresso praticamente na hora, assim como a pipoca (aliás, você come a pipoca quente!).

Passeio alternativo 3: Museus durante a semana

Outro passeio que não precisa aguardar sábado e domingo para acontecer são os museus. Dá para ver uma exposição até na hora do almoço! Eu, Mônica, aproveitei uma terça-feira, dia em que as exposições do Masp aqui em Sampa são gratuitas, e levei as meninas para conhecer uma pouco mais sobre Roma com o maridão. Como a exposição já está lá algum tempo e também não era a última semana, não tinha muita gente. O que nos deu liberdade de andar pelos corredores no ritmo das crianças, conversando sobre a exposição. A vantagem de ir durante a semana é exatamente essa: como o público é menor, você não fica tão tenso com filas ou uma multidão tentando ver a mesma obra. E não tem tanta gente olhando feio quando sei filho resolve que, sim, vai tocar em todas as estátuas que encontrar…

 

beijos

Mônica e Patrícia

 

 

 

Samuel fez cardápios originais para almoço e jantar

Samuel também fez um sousplat personalizado

Tentei fazer uma horta. Os únicos que vingaram foram os temperos: sálvia, alecrim e manjericão estão firmes e fortes.

O arroz passou a ser cozido com folha de louro, inclusive o integral, e ganhou um novo sabor.

O morango também ganhou uma nova roupagem, e bemmmm calórica: camada de chantilly, chocolate de cobertura e em gotas!

A vida alimentar dessa família, em 2011, ganhou novos ingredientes, principalmente temperos, que fazem muita diferença na comida do dia a dia, que é a que praticamos em 80% do tempo, ou seja, a comida de casa. Eu e marido nos arriscamos mais nas pápricas e currys da vida. Os meninos aceitaram algumas apostas. Recusaram outras, o que nos causou muita frustração. Mas, no balanço geral, todos dessa família avançaram na direção de um paladar mais democrático, mais amplo, aberto e plural. Ficamos distantes um tantinho mais da mesmice e do preconceito com certos alimentos. Mas ainda há muito o que ser conquistado. 2012 está aí para continuarmos nossa jornada. Será que vamos avançar nos legumes? Eu gostaria. Berinjelas nos esperem!

Beijos saborosos de todos daqui de casa. Um bom e feliz Natal.

Patrícia, Marido, Samuel e Miguel

 

O campus da USP, na cidade universitária, tem muito mais do que confusões, protestos e invasões, claro. Tem uma área bem gostosa na praça do relógio para caminhar e correr com as crianças. Tem também uma livraria simpática, a João Alexandre Basbosa. Descobri há pouco tempo, bem nos dias das invasões, que a livraria tem um delicioso café que funciona de segunda a sábado.  

Tomei um chá da Dilma(h) e experimentei o pão de queijo. Aprovado. No sábado, o café funciona das 10h às 14h30. Fica então a dica de um passeio para um sábado preguiçoso: tomar café da manhã na USP, fuçar nos livros e depois caminhar pelos arredores e ir até o MAC (Museu de Arte Contemporânea). Estacionar o carro na USP perto da cafeteria não é um transtorno.

Will Eisner

Se os filhos são maiores, com mais de 12 anos, e não estão muito a fim de passear calmamente, gostam de quadrinhos e já conhecem o trabalho do cartunista americano Will Eisner, sugiro um passeio até o Centro Cultural São Paulo para ver a pequena exposição do artista. Mesmo acanhada, a exposição mostra um pouquinho da genialidade de Eisner entre os desenhos. Uma estatueta de bronze do personagem Spirit é o destaque da exposição.

Depois de admirar os desenhos, vale conferir a programação do local ou almoçar do restaurante do CCSP. No dia 27 de novembro é o show de estreia do Coral da Palavra Cantada, com participação de Sandra Peres e Paulo Tatit e as crianças do coral.

Informações no site do Centro Cultural.

beijos e divirtam-se no final de semana,

Patricia

 

 

 

 

 

Passear de Metrô em São Paulo

 

- Passear de Metrô? Em São Paulo? Patricia, você deve estar maluca…

- Não, não estou. A primeira pessoa que me sugeriu foi a Tracy, mãe da Paloma, colega de coral do Samuel. Quando ouvi a sugestão, também fiquei descrente, afinal Metrô em São Paulo não é para passear, mas para levar ao destino do passeio, seja ao Masp (linha verde) seja ao Museu da Língua Portuguesa (linha azul).

- Mas por que a moça disse para levar os meninos para passear de Metrô? O que há de novo?

- A novidade são os trens da linha amarela. Sem condutor, o trem é levado “sozinho” pelos trilhos. Quem fica no primeiro vagão, e bem lá na frente, vê a linha toda. Eu e Mônica andamos nesse trem essa semana. Eu lembrei da sugestão da Tracy e fomos para o primeiro vagão. Adoramos. Foi bem divertido. É uma atração. É engraçado notar que muitos passageiros que entram no primeiro vagão vão logo se espremendo para ficar olhando a paisagem subterrânea pela janelinha. Um bando de adulto que parece criança.

- Sei não… Essa linha amarela, já disseram, é cheia, vive quebrando e, vamos combinar, que ficar andando pra lá e pra cá de Metrô não tem a menor graça.

- Pra você, que é adulta e chata. Pra criança, garanto que não é. Mas se você ainda não se convenceu, sugiro ir de Metrô até o Sesc Pinheiros. Vocês descem na estação Pinheiros, caminham até o Sesc. São dois quarteirões de rua plana, que não é lá uma Oscar Freire, mas também não é tenebrosa como as da Cracolância. É uma região de comércio popular, que eu adoro. Se o Sesc não tiver absolutamente nada, se não tiver nenhuma programação, o que eu duvido, dá ainda para almoçar no restaurante deles, a Comedoria, que tem uma decoração do Ruy Othake muito linda (pelo menos eu e os meninos adoramos). Além disso, come-se bem e muito. A volta do passeio tem de ser pelo Metrô também, claro! Ah, e deixe a preguiça de lado e vá andar a pé pela cidade, a maneira mais bacana de exercitar a cidadania, de conhecer as bibocas mais legais de São Paulo e, ao final, pegar o trem e ainda sentar na janelinha.

- Ok, ok. Será o programa do final de semana. Depois conto como foi.

- Vá no sábado. Essa linha ainda não funciona aos domingos. Divirtam-se e depois me conte o que achou. Beijos!

 

 

Passear para Crescer

A peça Brincando com Música, em cartaz no Centro Cultural São Paulo, vale muito ser vista. Basicamente conta a história de um palhaço, o Montanha (que deve ter no máximo 1,50 metro de altura), tentando reger uma orquestra. Não dá muito certo, claro, até dar muito certo. Como peça teatral, é uma divertida aula de música divertida.

No video abaixo dá ter uma pequena prévia do que rola na peça.

Pena que o dia de apresentação (às quintas-feiras, às 14h) não ajuda muito. Mas #ficaadica para um programa diferente num dia de folga durante a semana ou do que indicar para a babá ou a avó fazer com o filhote depois do almoço.

O Centro Cultural fica grudado à estação Vergueiro do Metrô. Tem um restaurante bem ok.

A peça é gratuita.

beijos e excelente finde!

Patricia

 

Passear para Crescer

Vai ficar em São Paulo no final de semana com as crianças? Então, sugiro visitar a exposição que está no Masp: 6 bilhões de Outros.

Fomos e gostamos muito. Eu e maridón saímos encantados e impactados com as entrevistas. Os meninos também. Miguel um pouco menos porque muitos dos filmes são legendados. Mesmo assim recomendo fortemente!

Dicas:

1) É programa para o domingo inteiro, portanto, vão com tempo e avisem as crianças para ter paciência, principalmente, para ouvir o que os entrevistados estão falando. Alguns filmes são dublados o que facilita o interesse dos menores.

2) Alguns filmes têm 56 minutos. São mais de 10 núcleos para serem vistos;

3) Antes de ir, comam bem. Sugiro um café da manhã bem reforçado ou podem almoçar cedo para depois esquecer da vida nas tendas montadas no subsolo do Masp.

4) Evitem a Tenda Ruanda se estiverem acompanhados das crianças pequenas. O genocídio que ocorreu naquela país não é fácil de ser digerido pelos adultos e as crianças pequenas sequer entendem porque hutus e tutsis se mataram tão cruelmente. Já para os maiores de 14 anos, a tenda é necessária.

5) Se forem depois do café da manhã (o que nós fizemos), sugiro irem almoçar no bairro da Liberdade!

6) Vão de Metrô. É fácil, é rápido e dá para fugir das manifestações ou flashmobs que têm pipocado pela Avenida Paulista. No domingo que visitamos a exposição, na saída tivemos de atravessar uma manifestar contra a aprovação do Código Florestal. Os meninos se assustaram com a barulheira e com o amontoado de gente, mas entenderam finalmente o que é uma manifestação. Inútil dizer que o trânsito da Paulista estava parado em pleno domingo às 15h.

6) A exposição acaba dia 10 de julho.

Ingressos:

Para público em geral: R$15,00 (valor inteiro)
Para estudantes, professores e aposentados com comprovantes: R$7,00 (meia-entrada)
Menores de 10 e maiores de 60 anos não pagam
Terça-feira: entrada gratuita para o público em geral

Horários:

Segunda-feira: fechado

De terça a domingo: das 11h às 18h (bilheteria aberta até até 17h30)

Quinta-feira: das 11h às 20h (bilheteria até até 19h30).

OUTRA SUGESTÃO DE PASSEIO COM AS CRIANÇAS:

Ver os cientistas Malucos da Mad Science. Apresentações estão rolando na Bibiloteca Mario Schenberg, na Lapa,  aos sábados, 11h. É grátis. Amanhã, dia 18, haverá oficina de eletricidade.

Levei os meninos na oficina de brincando com o ar, na semana passada. Foi muito divertida. Saímos todos entendendo um pouco mais sobre ar, vácuo e essas coisas invisíveis.

Os apresentadores mandam muito bem nas explicações. Recomendo muito, mais ainda porque é fácil de estacionar e bem sossegado. Chegue um pouco mais cedo para retirar senha. Trinta minutos antes é o que eu recomendo porque não tem tanta gente.

Vale passear com a prole. O que não vale é ficar em casa o final de semana inteirinho, de bobeira, quando se tem programas infantis legais para serem vistos!

beijos,

Patricia

 

 

 

Passeio ao Parque Estadual da Serra da Cantareira

Quer andar com os filhos por um parque sossegado em São Paulo? Vá ao Parque Estadual da Serra da Cantareira. Abre ao público somente aos finais de semana e feriados. São 800 mil m2 de Mata Atlântida (algo como 8.000 campos de futebol juntos). Fica entre São Paulo e Mairiporã. É um parque para andar e ir até o ponto máximo, a Pedra Grande. Do alto de 1.010 metros de altitude você tem uma vista única de uma parte de São Paulo. Se você acha que a cidade é grande, sobe lá na pedra para ver que é muito maior do que a gente imagina.

Há dois caminhos, ou trilhas, para chegar até a Pedra Grande. Um é pelo Núcleo Pedra Grande (Rua do Horto, 1.799, fone: 2203-0115, Horto Florestal). São cerca de 9 km de caminhada (ida e volta) no asfalto bom. Mas tem de subir mesmo. São ladeiras íngremes que exigem fôlego e joelhos. Samuel tirou de letra. Miguel bufou, bufou, bufou, daí eu mandei ele calar a boca e respirar pelo nariz. O menino chegou inteiro na pedrona e ainda ficou correndo com o irmão lá em cima.

A outra sugestão é ir pelo Núcleo Águas Claras (Av. José Ermírio de Moraes, 96, Mairiporã, fone: 4485-3975).  A trilha até a pedra tem 1,9 km (ida e volta) em chão de pedrinhas. Tem subidas de nível médio, que não vão destruir seus joelhos. Boa parte do esforço para alcançar os 1010 metros de altitude é feito pelo carro.

Dicas importantes:

Tem de chegar cedo. Primeiro para evitar o sol na moleira da molecada porque, a despeito da enorme quantidade de árvores no local, o sol alcança a trilha do Núcleo Pedra Grande. Também tem de chegar cedo para conseguir estacionar o carro. Apesar do parque ter o tamanho que tem, a administração não abriu umas picadas para criar um estacionamento para os visitantes, que só conseguem chegar lá de carro, ora bolas. Resultado, na entrada da rua do Horto, são poucas vagas porque é uma rua curta, sem saída e com flanelinhas (ha!). E nas outras entradas, você tem de largar o carro na estrada (apertada) entre São Paulo e Mairiporã.

Afora isso, o parque é bem cuidado, limpo e seguro. Os seguranças sobem e descem o morro de motos. (Um aparte: “Mamãe bem que eles podiam usar bicicletas para não fazer tanto barulho!” Comentário do Samuel. O problema é que já na primeira subida, eles cairiam duros de cansaço).

É um parque que tem outras pequenas trilhas, que ainda não fizemos, feito para caminhadas. Não de recreação. Até tem um pequeno playground no Núcleo Pedra Grande, mas depois de 9 km morro acima-morro abaixo ninguém deu bola para o parquinho.

Leve água e se quiser algum lanche (frutas ou um pacote de alguma água e sal da vida) para comer enquanto contempla a cidade. Mas nem precisa porque o passeio não dura o dia inteiro. Chegamos ao Núcleo Pedra Grande às 9h. Alcançamos a pedrona às 10h17. Estávamos de volta à entrada às 12h30. Se vocês tomarem um bom café da manhã (o que foi o nosso caso), somente a água, ingerida em abundância, segura a onda da fome. (Eu, como sou louca, levei frutas, bolacha, queijo, além de água. Os meninos mal comeram. Eles ficaram filmando e correndo e vice-versa).

Pais de crianças pequenas eram raros. Na verdade, vimos apenas uma mãe empurrando um bebê no carrinho num aclive de 75 graus. Corajosa. Mas ela não estava botando os bofes pra fora, não. Ou seja, é possível.

Passeio aprovado. Assim como o piquenique.

beijos,

Patricia

PS: Leve câmera fotográfica, por favor!

Um piquenique no final de semana?

Depois de ver essa imagem, fiquei com muita vontade de fazer um piquenique com a família, algo que não faço há muito tempo. Acho que está mais do que na hora!  Então, fica a dica de programa para o final de semana.

E, não se esqueça que piquenique é como qualquer projeto: precisa de certo planejamento prévio. Escolha o lugar (pode ser na praça perto de casa ou num parque a 80 quilômetros de distância), liste os utensílios que serão usados e as comidinhas que todos gostam. Se estiver muito quente, use gelo em gel para manter o que é fresco, fresco. Opte por bolos (salgados inclusive), além de frutas, pães, milho cozido, tomatinho cereja, ovo de codorna que aguentam bem fora da geladeira. Deixe os patês e queijos para os dias de temperaturas mais amenas. Leve guardanapos, brinquedos, almofada ou travesseiro, esteira e toalhas fofas. Inclua na sacola protetor solar, chapéu, repelente, sacos para colocar o lixo e uma rede (se der para esticá-la).

Não esqueça da máquina fotográfica e de que piquenique é  uma “excursão festiva de um dia”. Então, vão sem pressa. Quem sabe até a gente não se encontra por aí.

beijos e bom final de semana!

Patricia

 

Feriado no parque

Uma dica de passeio com os filhos (pequenos e grandes) para quem fica em São Paulo no feriado ou para quem vem curtir a folga na capital do congestionamento: o parque do Ibirapuera. Isso mesmo! A visita ao grande parque parece mega óbvio, mas quem mora por aqui às vezes esquece dele, assim como muitos cariocas, da praia.

Isso aconteceu com a gente. Acho que fazia uns dois anos que não levava os meninos para visitar o local. Decidi matar a saudade com a desculpa de levar os moleques na Bienal de Artes. Domingo, dia 3/10, eleição rolando, frio do cão pelado, e me mandei com a trupe para o Ibirapuera. O parque estava megavazio. Dilícia!

Para além da loucurama das artes, nos deparamos com várias exposições rolando ao mesmo tempo e que agradaram os meninos. Então, aqui vão algumas dicas do que tem de legal para a criançada (e que foi aprovado pelos filhotes).

Essas indicações se concentram apenas na área da entrada onde estão a Marquise, a Oca, o MAM, o Auditório do Ibirapuera e o prédio da Bienal. Não deu tempo de passar para o outro lado do parque e ver o que de legal está rolando para as bandas de lá.

Ah, se o(a) filho(a) já tem idade para pilotar uma câmera fotográfica, joga uma na mão do herdeiro(a) porque eles vão enlouquecer com o tanto de coisa que tem para registrar. As fotos desse post são (quase) todas do Miguel . E as informações das atrações foram retiradas dos sites oficiais do MAM e da Bienal.

Beijos e divirtam-se!

Festival de Jardins do MAM no Ibirapuera

Início: 22 set 2010
Término: 31 dez 2010
Sala: Itinerante/Especial. O tema da curadoria  é a alimentação, que foi interpretado pelos participantes em dois sentidos: alimentação do corpo ou do espírito.

Indicação etária: todas as idades

O artista: Beatriz Milhazes
A artista fluminense cria um sol, fonte primeira de vida e alimentação, em semicírculos concêntricos e formas geométricas irregulares, totalmente plantados com girassóis. As formas remetem à sinuosidade de seus trabalhos em pintura, imprimindo delicada poesia ao verde do Parque.

Adorei esse jardim. Em latas média, o artisita colocou sementes de alimentos e que estão brotando. Os meninos (e eu) vimos de perto beringelas, abobrinhas, tomates, pimentões entre outros legumes. Os garotos estão aprendendo cada vez mais que esses alimentos não nascem no supermercado ou na feira!

O artista: Louis Benech
No formato de um labirinto, o jardim tem estrutura circular dividida por pés de milho, entremeados por árvores frutíferas. No entanto, as árvores e plantas frondosas criam obstáculos para o visitante, como num pomar que se fechasse sobre si mesmo, causando a sensação de estar perdido como nos antigos labirintos de plantas de castelos e afins.

MAM
Endereço: Parque do Ibirapuera, portão 3
Telefone: (11) 5549-9688
Horários: terça-feira a domingo e feriados, das 10h às 18h
Ingressos: R$ 5,50 (estudantes pagam meia entrada com a apresentação da carteirinha)
Entrada gratuita: para sócios, parceiros, crianças menores de 10 anos, idosos acima de 65 anos e domingo o dia inteiro
Estacionamento: gratuito e com acesso para deficientes físicos

  Artista: Ernesto Neto: Dengo

Início: 18 set 2010
Término: 19 dez 2010
Sala: MAM – Grande Sala MAM

Indicação etária: todas as idades

Com seus diversos nichos e reentrâncias confeccionados em crochê, Dengo é um convite para o público interagir com a obra de forma descontraída, estabelecendo relações de familiaridade. Remetendo às esculturas de crochê já realizadas pelo artista, Dengo é a primeira obra nesse material que atinge tamanha dimensão. Nela, não há redomas formando subsalas por entre suas estalactites gigantes de crochê pendentes do teto. O visitante terá a sensação de que toda a Grande Sala foi transformada em um ambiente imersivo único, permeado por grandes gotas coloridas.

PS: Por falta de tempo, só vimos a exposição pelo lado de fora. Mas os meninos enlouqueceram com a possibilidade de tocar, deitar, escorregar nas obras de crochê. Achei perfeito para os menores, entre 1 e 4 anos.

29ª Bienal de São Paulo
25 setembro – 12 dezembro 2010

Horários de funcionamento
De 2ª a 4ª feira: das 9 às 19h.
5ª e 6ª feira: das 9 às 22h.
Sábado e domingo: das 9 às 19h.

Entrada gratuita (se joga!)

Esse passeio foi uma surpresa para os garotos. Eles não queriam ir de jeito nenhum, mas bastou entrarmos no grande pavilhão para os dois serem engolidos pelo clima de loucurama que a bienal impõe aos visitantes.

Eles adoraram o Ninho, de Hélio Oiticica (ao lado, com os meninos entrando nos ninhos), e A Origem do Terceiro Mundo, de Henrique Oliveira (como a bateria do celular acabou, coloquei uma imagem da Marina saindo da obra e a saída é isso mesmo, pense o que você quiser. Samuel me contou o que acha que é!).

Samuel foi impactado, como todos os visitantes acredito, pelos quadros do artista pernambucano Gil Vicente, que mata Lula, FHC entre outras personalidades na obra Os Inimigos. Prepare o léxico para tentar explicar porque “matamos” quem gostamos.

Indicação etária: vale para todas as idades, mas como a exposição é gigante precisa ter perna para percorrer o pavilhão todo, e as crianças pequenas se cansam rapidamente. Acho ideal para crianças acima de 5 anos.

Comidinhas: O MAM tem uma lanchonete, com bufê na hora do almoço, e na Bienal há uma pequena lanchonete, capitaneada pelo banqueteiro Toninho Mariuti. O pão de queijo é delicioso. De bebidas o tradicional: suco em lata (Del Valle), água e refrigerante. É honesto e dá para matar a fome das crianças!

E aqui outros registros que Miguel fez do parque e das obras na Bienal antes da bateria do celular acabar!

Grafete d´osgemeos no muro do MAM

E janelas do prédio Bienal, com o parque lá fora

Passeando com o bebê

 

Jardim Botânico de São Paulo

Jardim Botânico de São Paulo

Na semana passada, colocamos um post com indicações de parques para levar os pequenos bem pequenos. Recebemos outras sugestões que divido com vocês. 

Parque das águas, em Brasília

Parque das águas, em Brasília

A Lia, mãe da fofíssima Emília e autora do delicioso Um, dois, três, saco de farinha, disse:

“Brasília tem um lugar maravilhoso que é o Parque Nacional da Água Mineral, conhecido popularmente só como Água Mineral mesmo. É uma reserva com piscinas de água corrente, você vê a água brotando do chão. Tem barraquinha com milho cozido, melancia e outras coisas não tão saudáveis, trilhas e até macacos nas árvores!! Eu AMO. Pra bebês, a única ressalva é que a água é gelada. Ah, e claro: domingo é uma farofafa, melhor ir sábado bem cedo ou em dias de semana (feriado jamais!).”

Já a Ana, do Coisas de Bebê, contou que, “no Rio (de Janeiro), fazemos mensalmente o Sambebê, um evento de samba e música brasileira para país e bebês! No jardim, acontecem atividades artísticas e educativas infantis realizadas pelos nossos parceiros Eureca Atelie e Espaço Taitibitati, além de feirinha de produtos infantis. Vejam fotos da última edição em: http://www.coisadebebe.com.br/fotos-sambebe-298010/

Adorei a ideia do Sambebê.

Jardim Botânico de São Paulo

E lembrei do nosso maravilhoso Jardim Botânico, aqui em São Paulo. Ele não é tão badalado quanto o do Rio de Janeiro (que também é imperdível), mas tem lá o seu valor – e estacionamento perto, porque é praticamente inviável chegar de transporte público ao jardim, levando bebê e sacolas a tiracolo. (Eita, prefeitinhos e governadoreszinhos lerdos que tivemos nesse estado. Não tiveram competência de levar uma linha de metrô para uma região que tem o Jardim Botânico, o Zoológico, o ZooSafari e o Parque de Astronomia da USP. Desculpem o desafabo, mas estou com IPE-Irritação Pré-Eleitoral ).

Tenham um excelente passeio com a filharada e não esqueçam de levar frutas e água na sacola para a farofa ser em alto nível!

beijos,

Patricia