Category : Patrícia descobre a feira

Notícias de duas pesquisas sobre a relação entre alimento e doenças me chamaram a atenção para um fato: quando foi que comida passou a ser sinônimo de doença? Comida sempre foi, para mim, o sustento do corpo, e, se der, da alma também.  Bom, sustentando o sujeito, mantendo a criatura em pé, falando e pensando, já está ótemo!

Dois estudos de revisão da prestigiosa Escola de Saúde Pública de Harvard indicam que tanto o consumo do arroz branco quanto o da carne vermelha aumentam o risco do surgimento de doenças graves, tais como diabetes tipo 2 (para o arroz branco) e mortes prematuras de câncer, infarto (no caso de consumo de carne vermelha).

Ai que preguiça, gente!

Levo muito a sério pesquisadores em geral e os de Harvard, em particular. Mas, ai que preguiça, minha gente!

Ao ler a notícia sobre a carne vermelha, lembrei dos meus avós e do único bisavó que conheci. Meus avós morreram de câncer com mais de 93 anos. Não dá para dizer que foi uma morte prematura. Ambos já estavam fazendo hora extra na Terra. E ambos passaram pelos menos 90 anos comendo carne vermelha e arroz branco todos os dias.

Nenhum dos dois teve diabetes. Meu avó Claudio, pai do meu pai, não comia outra coisa senão arroz com feijão, bife e salada. Almoço e jantar. 365 dias no ano. Variava com uma canja e só. No dia que tinha macarrão, tinha também o PF. No dia que tinha ovo frito, tinha PF.

O pai da minha mãe, Sebastião, variava um pouco mais o cardápio: comia bife de fígado e frango frito, além de sardinha escabeche.

Meu bisavó também foi um carnívoro de primeira linha. Morreu aos 105 anos. Nem sei bem do quê, mas não foi câncer nem de diabetes. Acho que foi de morte morrida mesmo.

Quem vai ter coragem de tirar o arroz nosso de cada dia? Da papinha do bebê? O arroz é cereal mais consumido no mundo. É fonte de carboidrato (que dá uma energia de qualidade para as crianças) e par perfeito do feijão. Se for integral, melhor. Porém, como mais da metade da população do mundo, incluindo a brasileira, não tem renda suficiente para comprar arroz integral, que se mantenha o sustento com o arroz branco mesmo.

Além do que, arroz combina com praticamente tudo. Menos com macarrão, por favor!

Assim como a carne vermelha, que combina com tudo, até com macarrão. Sobre os benefícios dela na saúde infantil, eu já escrevi em algum post. Defendo a oferta dessa proteína aos bebês e crianças, mesmo que pouca, pois é comprovadamente a mais importante fonte de ferro heme (que é facilmente absorvido pelo organismo) na alimentação infantil. E isso não é pouca coisa num país que tem altos índice de anemia ferropriva na infância (também já escrevi sobre esse tema).

Como já dei muitas receitas com carne vermelha, fica abaixo a de bolinho de arroz que eu finalmente consegui fazer (é o da foto que ilustra o início do post). Nem preciso dizer que nesta casa, bolinho de arroz é frito, ok? (Assim como na casa da Rita Lobo e na do Leandro “Cozinha Pequena”.

Mas tentarei a opção assado. Um dia, quem sabe!

Beijos,

Patricia

Bolinho de arroz (base da receita do Panelinha)

2 xícaras de chá de arroz cozido temperatura ambiente (o de casa tinha cenoura e espinafre e deu certo)

2 ovos em temperatura ambiente

1 xícara de chá farinha de trigo

1 xícara de chá farinha de rosca

5 colheres de sopa de queijo ralado (se for parmesão de verdade, melhor. Fiz com o de saquinho e deu muito certo!)

Um monte de óleo para fritar

 

Modo de fazer

Coloque o óleo para esquentar em uma frigideira.

Lave as mãos, claro!

Misture todos os ingredientes menos o óleo. Amasse bem até ficar compacto. Faça bolinhas pequenas (porque a boca das crianças é do tamanho Mini). Frite em óleo master de quente (faça o teste do palito de fósforo – jogue um na panela e se pegar fogo está na temperatura está correta).  Sirva em seguida com muito tomate, cenoura, pepino…

Comidinha para comer com as mãos, algo que as crianças amam. Se quiser pode incrementar, recheando o bolinho com tomatinhos ou queijo branco ou brie. Yummy Yummy!

Quase não consegui fotografar porque o Miguel amou! Fica firme por fora e macio por dentro.

Beijos de novo.

 

 

 

Na semana passada uma leitora, filha e não mãe, deixou um comentário interessante sobre a equação apetite restrito x criança saudável. A partir da própria experiência, ela defende que nem toda criança e adolescente que rejeita verde e frutas pode desenvolver uma doença como obesidade ou diabetes.  Claro, tem razão. Mas o pequeno relato dela levou a algumas reflexões sobre essa equação e também outras questões. Convido nossas leitoras a ler comentário e replica e dar a sua opinião sobre o tema. Queremos saber o que você pensa sobre essa discussão.

“Gente, sinceramente? Acho louvável a preocupação com a alimentação saudável dos filhos, mas o fato deles serem enjoadinhos pra comer não, necessariamente, significa que não serão saudáveis. Vou dar o outro lado da história: o dos filhos. Sempre fui muito chata pra comer, mesmo! Desde pequena adorava coisas salgadas (tipo linguiça frita e salsicha no café da manhã com 3 anos de idade). Nunca gostei de provar coisas novas, especialmente frutas, verduras e legumes. Desde que eu me lembro, refeição pra mim era arroz e carne, às vezes uma salada de alface ou tomate. Nem feijão eu comia. Hoje, com 19 anos, algumas coisas melhoraram. Mas continuo não sendo fã de verdura e legumes. De folhas, só como alface (nada de rúcula e agrião, eca). Como tomate, cenoura, beterraba….até brócolis, mas só às vezes e no yakissoba, com muito shoyo. Não gosto de quase nenhuma fruta (como uma vez por mês, na melhor das hipóteses, e acompanhadas de leite condensado). Não bebo suco. Amo coca-cola, McDonalds e porcarias do tipo. Também não como peixe. Apesar dessa dieta, por incrível que pareça, nunca tive nenhum problema: nem obesidade nem falta de nutriente. Exames sempre normais, a despeito das broncas da endocrinologista e dos meus amigos sobre minha alimentação. Ainda faço cara de nojinho e digo que não gosto de certas coisas sem nem experimentar? Sim. Acho importante mostrar coisas novas, oferecer comidas diferentes, mas sempre dando a opção da criança recusar. Eu ficava com tanta raiva quando minha mãe me obrigava a experimentar um pedaço de alguma coisa que eu não queria, por menor que fosse. Engolia sem nem sentir o gosto e falava “tá vendo? é ruim mesmo, não gosto”. Enfim, criança também tem direito de não gostar das coisas. Alimentação saudável e balanceada é importante? É. Mas crianças sobrevivem muito bem sem brócolis. E comer umas porcarias de vez quando não vai matar ninguém. Até porque depois de uma fase de alimentação meio trash, o corpo acaba pedindo comidas saudáveis. Sei disso por experiência própria, depois de passar os 2 primeiros meses na universidade almoçando subway, spoleto e McDonalds. Letícia Tavares”

 

Letícia,

Meu filho também ama linguiça frita. Se eu oferecer no café da manhã, acho que ele vai adorar. Sabe que o seu apetite matinal me lembrou o do Elvis Presley. Dizem que ele adorava pizza no desjejum. Comia muitas fatias acompanhadas por Coca-Cola gelada. 


Bem, adorei o seu relato. Curti “ouvir” o lado dos filhos.

E olha só, aqui no Comer para Crescer a gente também acha que comer umas porcarias de vez em quando não faz mal a ninguém. O problema está no fato desse “de vez em quando” tornar-se frequente.

Também concordo contigo sobre o corpo pedir comida saudável depois de excessos. Lembro que quando fazia cursinho não tinha tempo de jantar comida-comida, então acabava recorrendo aos lanches. O resultado: em seis meses ganhei uma tremenda e horrorosa gastrite ocasionada também pelo excesso de consumo de embutidos.

Também estou contigo no item: dar à criança o direito de recusar a oferta de um novo alimento. Não é saudável. Por outro lado, cabe aos pais convidar os filhos à experimentação de algo novo. Não vale obrigar, chantagear.

Justamente por você ter contado como é o seu paladar – e consequentemente a sua dieta, bem ao estilo Atkins-, que fiquei curiosa em saber se você foi uma criança bastante ativa ou passava boa parte do dia assistindo TV e jogando videogame durante a sua infância. Também não contou como era o consumo de doces na sua casa? Liberadíssimo, tinha certo controle ou era um esquema mais rígido? Fiquei curiosa com esses detalhes. 

E, sabe, meu paladar não era muito diferente do seu na minha infância e adolescência, mas minha mãe limitava o consumo de doce. Lembro que eu não tinha muita oferta de bala, chocolate e bolos em casa. Não era o esquema “doce à vontade”. Quando eu queria algum, precisava pedir dinheiro para a minha mãe (o que já é um fator limitador) e ir até a “venda” do Seu João.

O dinheiro para essa compra não era farto. A grana dava para comprar apenas um doce, o que demandava alguns minutos de namoro diante da vitrine para escolher o ‘certo’. Sempre saía da “venda” com um chocolate ou um doce de abóbora ou um de batata-roxa ou com uma ‘teta de nega’.

Além de não comer tantos doces o dia inteiro, mas comer pelo menos um todos os dias, a minha vida infância foi absurdamente ativa, assim como a adolescência. Eu realmente gastava todas as calorias que consumia brincando ao ar livre com os amigos da rua ou da escola e depois fazendo muito esporte e balé.

Talvez você tenha razão sobre a preocupação excessiva em oferecer comida saudável quando o que o filho mais deseja é uma linguiça frita no café da manhã.

Por outro lado, eu acho que, atualmente, essa preocupação se justifica porque meus filhos, por exemplo, não precisam negociar o dinheiro do doce nem têm de ir “na venda do Seu João”, ficar namorando a vitrine até escolher um. A oferta está em casa, ao alcance da mãe e é bem variada.

Enfim, a preocupação do Comer para Crescer sobre a oferta de um cardápio mais saudável e menos calórico tem a ver com o estilo de vida das famílias no século 21, que mudou radicalmente os hábitos – alimentares e, digamos, de “locomoção”. Essa mudança está aí para todos nós enxergarmos. A quantidade de crianças obesas, e não apenas gordinhas, é o reflexo desse novo estilo de vida.

Há excesso de oferta de alimentos calóricos e falta de oferta de atividade, de locomoção, de andar a pé, de bicicleta, de patins, de pular corda, de brincar ao ar livre. E esse desequilíbrio é realmente  preocupante. Não acho que a criança possa viver bem sem brócolis. A falta de costume de comer verduras e legumes, ou seja, ingerir alimentos de baixa caloria e ricos em nutrientes, combinada com o excesso de brincadeira sedentária (leia-se computador e videogame) pode, sim, levar a criança a ter uma saúde debilitada. Não sou eu que estou dizendo. Os fatos estão nos mostrando.

beijos e obrigada por comentar,
Patrícia

Samuel fez cardápios originais para almoço e jantar

Samuel também fez um sousplat personalizado

Tentei fazer uma horta. Os únicos que vingaram foram os temperos: sálvia, alecrim e manjericão estão firmes e fortes.

O arroz passou a ser cozido com folha de louro, inclusive o integral, e ganhou um novo sabor.

O morango também ganhou uma nova roupagem, e bemmmm calórica: camada de chantilly, chocolate de cobertura e em gotas!

A vida alimentar dessa família, em 2011, ganhou novos ingredientes, principalmente temperos, que fazem muita diferença na comida do dia a dia, que é a que praticamos em 80% do tempo, ou seja, a comida de casa. Eu e marido nos arriscamos mais nas pápricas e currys da vida. Os meninos aceitaram algumas apostas. Recusaram outras, o que nos causou muita frustração. Mas, no balanço geral, todos dessa família avançaram na direção de um paladar mais democrático, mais amplo, aberto e plural. Ficamos distantes um tantinho mais da mesmice e do preconceito com certos alimentos. Mas ainda há muito o que ser conquistado. 2012 está aí para continuarmos nossa jornada. Será que vamos avançar nos legumes? Eu gostaria. Berinjelas nos esperem!

Beijos saborosos de todos daqui de casa. Um bom e feliz Natal.

Patrícia, Marido, Samuel e Miguel

 

Laços e fitas

No próximo final de semana, a maioria das crianças estará na expectativa de saber o que papai noel trará para eles. Os meninos, aqui em casa, ainda acreditam no velhinho mágico e estão na expectativa de saber se ele vai mesmo deixar algo embaixo da árvore de Natal. Escreveram cartinhas para o bom velhinho, enviaram, junto com os pedidos, belos desenhos e sinceras mensagens de “eu acredito em você”. Para finalizar, colocaram em envelopes e passaram laços e fitas. Ou seja, além de se importarem com o conteúdo da carta, dedicaram tempo e imaginação com o embrulho. Fiquei encantada com a preocupação dos meninos de a cartinha mais especial do ano (para eles) ter uma embalagem especial. Acho que é genético, pois eu gosto muito de fazer embrulho. Dou valor ao que está por fora também. Quando mais jovem (ui!), queria trabalhar no setor de embrulhos de lojas, supermercados e livrarias. Queria um lugar para fazer um curso de embrulhos. Queria ser a pessoa que cria os desenhos dos papéis. (Não deu certo, então fui ser jornalista).

Quando vi o passo-a-passo de embrulhos com papéis recicláveis no Lady´s Findings, fiquei encantada e ansiosa para testar minhas habilidades neanderthalis com laços, fitas e papel, porque apesar de minha paixão por fazer embrulhos, minha habilidade manual é decepcionante. Mesmo assim, vou tentar. Na semana que chega testarei minha (in)capacidade em fazer laços para enfeitar o papel que esconderá o caderninho de anotações (pedido do Miguel) e o jogo de videogame (pedido do Samuel). Quer tentar também? Visite o Ladys.

beijos,

Patricia

Esse merengue é  ( ) verdadeiro ou ( ) falso?

 ( ) verdadeiro ou ( ) falso?

Nada disso é de comer. Todos são pinturas. Dá para acreditar?

Post para o Sr. CCOO.

Beijos, excelente final de semana e comam com os olhos,

Patricia

 

 

 

Esse post é dedicado à linda da Tatiana Passagem, do Mulher e Mãe.

Cardápio do jantar de hoje será frango. São duas receitas: uma politicamente incorreta e maravilhosamente deliciosa. Outra politicamente menos incorreta, deliciosamente saborosa e ridícula de fácil.

Tatiana, leia a receita, passe no mercado para pegar os ingredientes que faltam e tenho certeza que você vai conseguir terminá-las antes das crianças chegarem e vai variar o cardápio!

Frango crocante

Ingredientes:

3 filés de frango grossos (nada de filezinho fininho) e frescos. Congelado solta água e tem zero de sabor!

2 ovos (caipiras de galinha feliz)

farinha de trigo

farinha de rosca (se não tiver, pode ser torrada triturada, pão francês velho ou novo triturado, vale até bolacha água e sal triturada, aveia em flocos finos…)

salsinha ou cebolinha

pitada de sal, pitada de pimenta, pitada de curry, pitada de páprica (esses dois últimos são opcionais).

Modo de fazer da Patrícia (não suja as mãos):

Lave os filés. Seque em papel toalha. Corte em tiras largas, coloque numa tigela ou forma retangular grande. Tempere. Mexa com colher de pau para o tempero espalhar em todas as tirinhas. Deixe descansar por 1o minutos para pegar tempero. Enquanto isso, em outra tigela bata levemente os dois ovos, acrescente a salsinha ou a cebolinha. E numa terceira tigela, coloque a farinha de rosca (ou a torrada, ou o pão etc etc etc). Leve uma frigideira ao fogo médio para baixo com uma quantidade razoável de óleo novinho (Não reutilize óleo. A comida fica uma nhaca!). Um dica baba que aprendemos com a Santa Rita Lobo para saber se o óleo está quente: coloque um palito de fósforo dentro na frigideira com óleo, quando o dito pegar fogo, está na hora de fritar. (Desconfio que essa técnica é do tempo da minha vó!)

Voltamos ao frango

1) jogue farinha de trigo no frango numa quantidade que não sei bem qual. A dica é: o fundo da tigela tem de ficar com farinha sequinha e não uma pasta molhada. Vá colocando farinha aos poucos e mexendo. Coloque mais um tanto e mexa. Eu uso colher de pão porque detesto melecar os dedos. Quando todas as tiras estiverem enfarinhadas (e a travessa enfarinhada de seco), vá passando o frango no ovo (eu vou passando de três em três) e, em seguida, na farinha de rosca (bolacha, torrada, pão etc etc etc). Eu uso garfo. A ferramenta fica melecada e não os meus dedos. Passe no ovo e na farinha. No ovo, na farinha. Vá amontoado na última tigela. Nesse tempo, o óleo deve ter esquentado bem. Se isso ainda não aconteceu, aumente o fogo. Frite as tiras aos poucos. Não vai massarrocar tudo na frigideira. Esse frango fica muito bom se for frito no óleo em temperatura correta. Sirva com salada de legumes, arroz, feijão. Os meninos nunca esquecem de levar para a mesa o catchup!

Frango assado com queijo

Essa receita é da santa da Rita Lobo. Desculpem por eu citá-la duas vezes no mesmo post. Não estou ganhando nadica para isso, mas é que a vida alimentar da gente mudou muito, e para melhor, desde que introduzimos o livro Panelinha, da santa, em nosso dia-a-dia. A receita a seguir é muito fácil e caiu no gosto dos meninos rapidamente. Até do paladar do Miguel, viu Tati!

Como diz a própria Rita:

Essa receita é uma versão prática para o bom e velho peito de frango. Em vez de grelhado, ele é assado, enrolado com uma fatia de queijo prato. É incrível como algo tão simples fique tão bom. Para acompanhar, faço uma saladinha de tomate com pão, inspirada na salada toscana. A combinação de sabores é ótima e o jantar fica pronto em menos de 30 minutos. 

Enroladinho de frango 

Serve: 2 porções

 Ingredientes

4 bifinhos de peito de frango
½ colher (sopa) de mostarda de Dijon (Na primeira vez que eu fiz essa receita, usei a mostarda, fica delicioso e os meninos não estranharam o sabor. A partir da segunda da vez, usei vários tipos de tempero. Vai da sua criatividade).
6 a 8 fatias de queijo prato (Já usei mussarela, gorgozola e até requeijão. A santa recomenda usar também emmental)
azeite para untar

Modo de preparo

1. Preaqueça o forno a 180º (temperatura média). Unte um refratário com um pouquinho de azeite. 

2. Espalhe um pouco da mostarda num peito de frango. Dobre uma fatia de queijo no sentido do comprimento, coloque sobre o frango com mostarda e enrole o peito, começando da parte mais fina. Repita o procedimento com os outros bifinhos. 

3. Transfira os enroladinhos para o refratário. Dobre uma fatia de queijo na metade, rasgue no meio e cubra dois enroladinhos. Faço o mesmo com a fatia restante. Se preferir, use uma fatia para cada enroladinho, dobrando-a em quatro partes. Para isso, serão utilizadas 8 fatias no total.

4. Leve ao forno preaquecido para assar por 20 minutos. Quando completar 15 minutos, aqueça o forno ou coloque sob o gratinador por 5 minutos. (Respeite esse tempo EXATAMENTE como indicado. Se passar, o frango fica duro, seco e horrível).

Eu sirvo acompanhado de qualquer coisa ou com os clássicos arroz e feijão.

Tati, aqui estão duas receitas para ajudar no seu cardápio do jantar. E, se você não é a Tati, eu deixo usar também. Hehe!

beijos,

Patricia

 

 

“Prezado Paladar do Miguel,

Acho que você me conhece. Você nasceu na minha barriga. Será que foi nesse período que comi algo que não lhe agradou? Estou realmente muito chateada contigo, com a forma como me rejeita, com a sua mesmice, a sua falta de jogo de cintura com o novo, com o diferente. Gostaria muito que um dia você recebesse melhor as minhas investidas que nem são tão inovadoras.

Preciso dizer que os últimos dias foram muito, muito difíceis. Foram realmente desanimadores. Pobre Miguel. Ele é quem sofre com as minhas broncas e com a fome, porque se ele não quer comer o que é servido, não come mas eu não volto para  cozinha com ânimo de preparar sempre o mesmo arroz com feijão.

O que você tem contra carne, legumes, verduras? Por que rejeita todas que são apresentadas a você das mais variadas formas de cozimento, tempero e temperatura? Não é justo com o Miguel, comigo, com o pai do Miguel nem com o irmão do Miguel. 

Venho por meio desta pedir para que avalie a possibilidade de mudar, de ser mais maleável, mais bem-humorado.

A família penhorada agradece,

Com amor,

Patricia”

As minhas são as seguintes, vem comigo:

Desculpa 1 para a pizza do sábado à noite:

- Vamos gastar o Peixe Urbano que compramos para a Babbo Giovanni

 

Desculpa 2 para o hot dog do domingo à noite:

- Meninos, domingo à noite é dia lanche. Vamos comer cachorro quente?

- Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!

 

Desculpa 3 para o jantar de segunda-feira ser pipoca de microndas e o leite com o achocolatado:

- …………………………………………………….

(Não consegui pensar em nenhuma, logo, não tem desculpa!)

 

Desculpa 4 para o hambúrguer com fritas no almoço de quarta-feira:

- Maridão, que fica dois dias na semana sem ver Samu por causa do “conflito de agendas”, pega o menino na escola para almoçar e depois devolve na instituição de ensino. A culpa é dele que não deu limite. kkkkkkkkkkkkk. Olha só o diálogo que eu e ele travamos virtualmente sobre o cardápio do almoço (começa de baixo pra cima e para ler grande clica na imagem):

Desculpa 5 para o jantar (do Samuel) da quarta-feira ser pão na chapa com vitamina:

- Toda quarta jantamos no clube e na última quarta-feira eu estava especialmente democrática, desde que não escolhessem fritas. Fritas de novo, não!

E depois dessa semana, quando a minha casa virou a sucursal do Zé do Hambúrguer, tenho certeza que vou arder no mármore do inferno – de frente, de lado, de costas. E depois as crianças engordam e a gente não sabe como isso aconteceu! Sei.

E qual é a sua desculpa?

Beijos,

Patricia

 

No último sábado de outubro, fomos convidadas para participar de um café da manhã com outros blogueiros e especialistas do Hospital Infantil Sabará, aqui em São Paulo. Durante toda a manhã foram discutidos três temas: obesidade infantil, telas digitais e infância e déficit de atenção e hiperatividade.

Durante essa semana farei uma compilação de cada palestra porque acho que vale muito a pena compartilhar as informações fornecidas pelos profissionais do Sabará. Gostei muito do que ouvi durante aquela manhã. Saí de lá com certeza de que a culpa é sempre dos pais, claro, né. Aliás já fizemos post sobre isso.  Mas não é para se esfaquear e sim se informar, com fonte boa, confiável e correta, e seguir o instinto materno/paterno.

beijos e até,

Patricia

 

 

 E só depois eu li o rótulo para ver os ingredientes. Na verdade, Samuel começou a ler e eu não entendi nada. Pedi pra repetir e continuei no vácuo.

Esses são os ingredientes do Trident Splash sabor melancia. (Oi? Melancia!!!!).

Pois é! E vou confessar: eu adoro chiclê! Mas confesso (novamente) que fiquei com tanto medo disso que eu li… Bom, mas vou bacana com o pessoal da Trident e pensar que mal não faz. Nem bem, né?!

Esse mundo é lindo. Mas às vezes ele me dá nervoso com ingredientes que têm nomes de remédio.

beijos e boa semana,

Patricia