Category : Peça Ajuda

Especial sugestão de cardápios – 3

Neste terceiro dia de Especial Cardápios, uma mãe de adolescentes busca ajuda para o cardápio equilibrado.

Essa fase da vida dos filhos é bastante delicada no item refeição saudável por algumas razões importantes: estão na fase do estirão, período em que se atinge o máximo da formação dos ossos e precisam de cálcio, ou seja de beber leite pela manhã, estão também na fase de conquista de independência dos costumes e é muito comum o adolescente abolir o café da manhã porque não está com fome, acarretando na falta do copo de leite clássico, que garante uma parte do aporte diário de cálcio. Sem falar que, por conta do estirão, eles sentem uma fome de Fred Flinkstone, mas não têm lá muita atração por legumes, verduras e frutas. Lembro das inúmeras tentativas da minha mãe em fazer eu comer escarola refogada, vagem refogada, mandioquinha refogada entre outras tantas comidas refogadas na minha adolescência.

Abominava legumes e verduras refogadas ou em tortas. Logo, não comida verduras e legumes. Apenas salada.

Ainda abomino verduras refogadas. Desculpem, mas parece que foram mastigadas e vomitadas. Argh!

Voltando…

A Rosiene disse:

Oiiiiiii, sou mãe de 2 adolescente que almoçam em casa. Meu esposo almoça na empresa. Tenho medo de não estar sabendo administrar as refeições aqui em casa, desde o café da manhã. Existe alguma ideia de cardápio semanal para que eu consiga oferecer à minha família as vitaminas e nutrientes necessários para que possam se alimentar adequadamente?

Por favor, se for possível me ajudar, agradeço.

Att,

Rosi

 

Rosi, sua linda.

Mães como você me emocionam realmente. Não é papo. Ler algo como “para que eu consiga oferecer à minha família as vitaminas e nutrientes necessários para que possam se alimentar adequadamente?” me deixa muito contente. Mas, antes de mais nada, agora que os filhos estão adolescentes, a preocupação de alimentação equilibrada deve ser compartilhada com eles e, obviamente, com o marido (que aliás deve ir para cozinha fazer uns pratos com as “crianças”, viu!).

Bem, você já deve estar careca (ops!, não) de saber que um prato com nutrientes equilibrados é o de sempre: ter um cereal, tubérculo ou raiz; uma leguminosa; uma proteína; algum legume, verduras; e gorduras. Em cada um desse grupo alimentar é possível encontrar uma variedade enorme de ingredientes para fazer qualquer refeição ficar uma delícia. Todos os dias. No post de ontem, publiquei uma tabela com sugestões de comidas em cada um desses grupos.

Na nossa seção de Cardápios, temos várias sugestões do que fazer no almoço e no jantar. Não são dicas equilibradas nutricionalmente, porque NÃO SOU NUTRICIONISTA. Sou jornalista. E as sugestões atendem ao gosto particular da minha família e da da Mônica. Mas inspiram.

Sugiro para o seu caso: que tal sentar um dia com os filhos e pedir a ajuda deles para montar as refeições da semana. Será um cardápio especial, da sua família, respeitando os gostos dos seus filhos e a sua preocupação no equilíbrio. Os jovens gostam de alguns porcaritos. Eu permito aqui em casa, até para a felicidade geral da nação. Mas acrescente detalhes saudáveis: uma torta de carne moída pode ter algum legume, como uma cenoura, se eles gostam. Ontem vi uma receita de torta de escarola com salame (hummm!).

Lembre os garotos (são garotos?) da importância do cálcio nessa fase:

“O cálcio é um mineral responsável pela formação dos ossos e dentes. Em uma refeição diária normal, os alimentos lácteos fornecem mais da metade da necessidade de cálcio. Os outros alimentos que também contribuem para a ingestão diária de cálcio são os vegetais de folhas verdes, leguminosas, ovos, mariscos, nozes e castanhas.” (Alimentação e Nutrição no Brasil).

E boa sorte!

beijos,

Patricia

 

Especial sugestão de cardápios – 2

Hoje continuo a responder dúvidas das nossas leitoras que surgiram na seção Ajude a Fazer o Comer para Crescer sobre cardápios. Reforço o que escrevi no post de ontem (o primeiro da série): responderei genericamente às questões levantadas porque NÃO SOU NUTRICIONISTA. Sou jornalista. Se você precisa de um  cardápio específico, consulte quem mais entende do assunto: as nutricionistas. E lembrando que temos na seção Cardápios algumas sugestões do que servir.

A Eugenia Pickina disse:

Eu fico perdida com o cardápio semanal para minha filha, que tem um ano e dois meses. Ficaria muito grata se vocês pudessem publicar um roteiro alimentar. Ela mama quando acorda e antes de dormir, apenas. Mas fico confusa: ela já pode comer a nossa comida? Essas questões deixam a gente sem saber onde se agarrar. Verduras e frutas estão no cardápio dela e tento cumprir a pirâmide alimentar. Ofereço alimentos com pouco açúcar. Se vocês sugerissem um roteiro para semana (com dicas para almoço, jantar e lanches), eu seria grata.

Muitos beijos. Obrigada

 

Oi, Eugenia.

Obrigada por sua dúvida se a sua filha pode comer a comida da família, que é também a de muitas mães, pais e avós. Publico abaixo uma tabela de introdução de alimentos por faixa etária, retirada do Guia Alimentar na Infância e Adolescência, da Batavo Saúde. O material foi elaborado pela pediatra Fernanda Luisa Ceragioli Oliveira, da Unifesp, e pela nutricionista Rose Vega Patin, também da Unifesp.

A sua filha pode comer a comida da família desde que o tempero seja o que ela está acostumada: bem suave de sal.

Segue abaixo outra tabela do mesmo Guia Alimentar sobre quais grupo de alimentos e seus respectivos encontrados nas gôndolas de supermercados, sacolões e na feira.

 

Na nossa seção Cardápios, você vai encontrar sete sugestões de cardápios semanais. Dá para se inspirar um bocado ali.

 

beijos

Patricia

 

 

 

Especial sugestões de cardápios – 1

Na seção Ajude a Fazer o Comer para Crescer, temos diversas perguntas sobre orientação de cardápio. Na nossa seção Cardápios temos algumas sugestões, mas vou tentar responder genericamente algumas dúvidas das nossas leitoras durante essa semana.

Mas é importante frisar que NÃO SOU NUTRICIONISTA. SOU JORNALISTA.

Se você precisa de um cardápio específico e equilibrado, consulte as/os especialistas no assunto: as nutricionistas.

Pergunta da Shakti. Ela disse:

Gostaria de opções de lanche porque minha filha de 6 anos estuda de manhã e à tarde faz atividades em um clube. Faço duas lancheiras: uma para a manhã e outra para a tarde. A da manhã é mais fácil de elaborar. O problema maior é a lancheira da tarde, já que mesmo colocando uma embalagem de gelo (tipo uma bolsa de gelo) não dá para usar produtos perecíveis. Gostaria que me ajudassem com outras sugestões e opções?

Oi, Shakti.

Sei que essa questão da lancheira after school é mesmo mais complicada. Mas não é impossível de fazê-las. Você tem boas opções. E parabéns por abolir os biscoitos recheados. Eles realmente não merecessem a nossa atenção.

Frutas

- Todas, desde que estejam com casca, mesmo as mais molinhas como caqui. Basta você acondicionar em embalagens que a protegem. Existem embalagens em formato de frutas que preservam a integridade de cáquis, figos etc. Coloque a fruta sempre muito seca. Se estiver um pouco úmida, use um guardanapo de papel ou toalha de papel que ajuda a “secar”.

- Evite as frutas excessivamente maduras.  Mas lembre-se que os feirantes ficam com as frutas horas a fio longe da refrigeração, sem que elas estreguem, então dá certo.

Bolo

- Muffins, cup cake sem cobertura, bolo embrulhado em papel alumínio, enfim qualquer bolinho vale. Se tiver tempo, pode assá-los no final de semana (melhor que comprar industrializado) e colocar no refrigerador. Os bolinhos feitos em unidade são práticos porque a gente tira um por vez. A desvantagem é que são todos do mesmo sabor, o que enjoa rapidamente.

Além disso, a lancheira after school (fiz um post sobre isso aqui), pode ter ainda:

- pacotinho com frutas secas e oleaginosas;

- muffins salgados;

- dois biscoitos com chocolate;

- dois cookies caseiros;

- pacotinho com biscuit ou com torradinhas;

- duas bisnaguinhas ou qualquer pão pequeno puro;

- algumas bolachas (salgadas ou doces) simples, sem recheio;

- potinho com legumes variados: cenouras babys, tomate e pepino em tiras;

- biscoito de polvilho;

- e até cookies integrais industrializados;

- Polenguinho;

Shakti, é importante dizer que não podemos tirar o açúcar da alimentação, nem de adulto muito menos de crianças. Ele é um importante ingrediente para o organismo, principalmente para a sua filha que tem uma vida bastante ativa. Basta evitar o excesso de alimentos açucarados, principalmente as balas. Se a sua filha não tiver nenhuma restrição alimentar, vale investir em biscoitos doce (desde que não sejam recheados), por exemplo. Limitando a no máximo duas unidades por dia.

Beijos e boa sorte!

 

Amamentando gêmeos

O contato físico é essencial. Ok. Sabemos. Mas a gente aqui também dá o maior valor para o contato virtual. Sem essa vida intranética acho que não poderíamos ter conhecido a história de amamentação da Mariana, da Mia, do Gael e da Paulinha. Nem vocês, minhas lindas!

Essa conversa começou assim:

…e continuou assim…

… daí a Mariana respondeu a todas as perguntas da Mônica (acho que na hora que os gêmeos dormiam) com muito detalhes e atenção.

Agora aqui as respostas completas porque o print screen tem limite:

(Antes de continuar na entrevista, queria dizer que a entrevista com a Mariana me ensinou três coisas: uma que mãe de gêmeos DEVEM ser mães-Excel, duas que TODAS elas vão morar no paraíso vip, acho que é aquele que fica um andar acima do paraíso, onde eu, Mônica e a grande maioria das mães irão habitar; e a terceira é que o corpo feminino é uma máquina insana e surpreendente, muito mais do que eu poderia imaginar). bjs e aproveitem as dica da Mariana.

 

Como você administrava os horários das mamadas?

 

A orientação do meu médico foi Livre Demanda Controlada o que significa: dar o peito sempre que eles tivessem fome, contanto que nunca antes de 2 horas. No começo o que chorava ganhava antes e o seguinte já mamava na sequência. Anotava tudo para não me perder e, a cada dia, um peito para cada um. Estabeleci uma regra: dias pares – mama direita da Mia.
Depois de um tempo meu médico disse que eu não podia mais tratá-los como uma “turma”. Que eles tinham necessidades individuais e cada um deveria mamar quando pedisse, ficou bem mais difícil..

Os dois não acordavam com fome no mesmo horário?
Quando sentia que ninguém estava em condições de esperar, colocava cada um num peito com as cabeças no meio e os pézinhos voltados para fora. Para fazer isso precisava da ajuda de alguém para colocar o segundo no peito e tirar o primeiro que acabasse para arrotar.
Hoje ainda acontece, mas é mais difícil colocá-los para mamar juntos porque estão muito grandes ;)

 

Quais as posições que você dava de mamar?
Usava todas. Quando era um só bebê usava a clássica, a invertida e cavalinho. Cavalinho principalmente para o Gael que tinha um pouco de refluxo. Quando dava para os dois ao mesmo tempo, cada um num peito e apoiados numa almofada.

Se dava de mamar para os dois ao mesmo tempo, trocava as mamas?
Não, nunca trocava. Era muito confuso. Dava mesmo uma mama para cada um por dia. Se a Mia mamava na direita hoje e Gael na esquerda, amanhã Mia mamava na esquerda e Gael na direita. Tudo bem anotadinho para eu não confundir.

 

Como conseguiu ter produção de leite suficiente para os dois?
Não tenho muita certeza… Não dormia nada. Garantia uma alimentação boa e saudável (sempre comemos bem aqui em casa, de preferência orgânico – o que eu consigo encontrar). E bebia MUITA água. Mas eu diria que o mais importante foi a minha vontade imensa de amamentar e a tranquilidade (fruto de muita yoga).

O que fazia para cuidar dos bicos? Eles não ficavam super doloridos?
Os primeiros quinze dias foram infernais. Lembro que doía muito só de raspar a camiseta. Usei muito Lansinoh. Mas me arrependo de não ter preparado melhor o bico. Li muita coisa controversa sobre o assunto então fiz pouco. Acho que deveria ter abrasionado mais, usado limão, essas coisas…

 

Como fazia para descansar entre as mamadas? Tinha ajuda do marido, um parente, amigos?
Não descansava muito, porque quando um dormia o outro acordava. Tinha ajuda da minha mulher, sim somos duas mamães! Também da minha mãe, meu pai e avó. Tinha uma funcionária cuidando da casa, comida e roupas, mas optei por não ter babá até os 7 meses deles. Acho legal contar também que a Paulinha, minha mulher, também amamentou a Mia e o Gael por dois meses. Ela fez um tratamento com uma medicação que tem como efeito colateral a produção de prolactina e estimulou com bombinha uns dois meses antes deles nascerem. Na maternidade eles perderam pouquíssimo peso porque mamavam colostro em mim e leite maduro nela. Ela não tinha produção suficiente para suprir uma mamada, então eles mamavam um “aperitivo” nela e “prato principal” em mim. Isso criou um vínculo muito intenso entre ela e os bebês, o que foi muito especial. Depois de dois meses, assumi a amamentação total e ele mamam até hoje. A Mia e Gael têm 8 meses e meio.

 

A colaboração extra da Paulinha nos dois primeiros meses foram fundamentais para você se equilibrar na produção, não? Ou não? Ou não dá para saber? 

 

Difícil saber o quanto a participação da Paulinha influenciou na minha produção. Arrisco a dizer que não muito, mas não dá pra saber. Essa coisa de compartilhar a amamentação é muito louca. Por um lado, uma experiência incrível de troca e cumplicidade. Por outro, um exercício grande de entrega e doação. Sabe aquela sensação maluca de leoa que pinta quando você se vê diante de um filhote? Algumas pessoas me diziam que eu iria sofrer ao vê-la com eles no peito, mas não aconteceu. Eu me emocionava muito. Quanto à ajuda, claro que era bacana. Acalmava a fúria do segundo que também tinha fome na mesma hora, mas como ela não segurava uma mamada sozinha, eu sempre tinha que estar, sabe? Não dava para fazer revezamento à noite, que era uma das idéias antes deles nascerem.

 

Como eram as mamadas de madrugada?
Uma loucura! Gael mamava umas três vezes e Mia duas. Fora as idas ao quarto para chupetas e etc, não dormíamos nada. Quando eles fizeram seis meses resolvemos aplicar o método Nana Nenê e tiramos todas as mamadas noturnas de uma vez. Foram umas cinco noites difíceis e eles acostumaram. Hoje dormem cerca de dez horas seguidas toda noite, uma benção! Com todos dormindo, viramos uma família muito mais feliz!

 

Quem fazia os bebês arrotarem depois da mamada?
Eu ou a Paulinha. Também vovó, vovô, dindas, dindos, quem tivesse por perto ;)

 

O que você poderia indicar/recomendar para as mães que têm companheiros (sem peito kkkk!). Fiquei pensando aqui: ah, mas assim também é “fácil” (nada fácil, claro!), mas se eu tivesse uma companheira acho que também iria pedir a ela para compartilhar a amamentação comigo (e sinceramente, acho que teria sido menos trabalhoso).

Acho que um pai pode fazer muitas outras coisas para aliviar a mãe, como banho, troca de fraldas, passeios de carrinho enquanto a mãe dorme um pouco e se recupera. Conheço muitos que fizeram isso.

Lindo! Essa internet é mesmo uma fofa! E muitos vivas para Gael e Mia!

Beijos,

Patricia

 

 

 

 

 

 

 

 

Meu filho virou vegetariano: e agora? – Parte 4

Esta é a quarta e última parte da série Meu Filho Virou Vegetariano: e agora? motivada pelo pedido de ajuda da Rachel, que tem uma filha de 6 anos que parou de comer carne para preservar os animais.

Neste capítulo a nutricionista Elaine de Pádua Rocha dá algumas dicas práticas para melhorar a qualidade nutricional da alimentação dos pequenos veggies – ou não pois as dicas são SENSACIONAIS.

“Enriqueça a salada de seu filho com óleos vegetais de boa qualidade como: Azeite extra-virgem, óleo de linhaça, óleo de macadâmia, óleo de gergelim. Você pode fazer um mix de óleos e temperar a salada.

- Salpique castanha-do-pará, ou castanhas-de-caju, ou amêndoas sem sal, ou nozes em cima de uma salada bem colorida e variada.

- Sirva leguminosas variadas como feijão, grão de bico, lentilha, soja e ervilha diariamente.

- Prepare os legumes no vapor para preservar os micronutrientes (vitaminas e minerais).

- Utilize a semente de linhaça em preparações como: shakes, sucos, sopas e tortas e biscoitos.

- Faça sanduíches com tofu e cenourinhas, tahine e alface picadinha e patê de soja com rúcula.

- Ofereça bolinhos de arroz com missô e cebolinha.

É possível conquistar hábitos saudáveis promovendo um ótimo crescimento e desenvolvimento dos pequenos desde que haja planejamento na alimentação. Podemos ofertar alimentos variados, coloridos em quantidades ideais que atendam as necessidades individuais de cada um seja esta criança vegetariana ou não, o equilíbrio é a chave do sucesso.

Viu! Não é difícil. Não requer briga tampouco estresse. Mas, sim, planejamento!

Beijos,

Patricia

 

 

Meu filho virou vegetariano: e agora? – Parte 3

Hoje, na terceira parte da série Meu filho virou vegetariano: e agora?, a nutricionista Elaine Rocha Pádua explica sobre o papel do cálcio e outros minerais e das vitaminas na dieta dos pequenos vegetarianos.

Se você perdeu os dois primeiros capítulos da série, não esquente. Basta rolar a página até o final e acompanhar tudo desde o início. Vale a pena!

“O equilíbrio das refeições com combinações adequadas permitem obter todos os aminoácidos (partes menores que formam a proteína) necessários. Os alimentos de origem vegetal não contêm um ou outro aminoácido, por isso, ao utilizar vários alimentos vegetais protéicos ao longo do dia você complementará o cardápio do seu filho. A carne, sob este ponto de vista, é um alimento completo porque possui todos os aminoácidos essenciais.

Incluir leite e derivados, ovos, leguminosas (feijão, lentilha, grão de bico, ervilha), oleaginosas (nozes, pistache, semente de abóbora e sementes em geral) e cereais (trigo, arroz e milho) pode ser uma excelente alternativa. Além disso, a dieta do brasileiro facilita muito, pois é à base de arroz e feijão, alimentos que, em proporção correta, fornecem todos os aminoácidos necessários.

Cálcio: Não podemos deixar de dizer que o cálcio é um dos nutrientes mais importantes para o nosso organismo, pois está envolvido na formação dos dentes e ossos. Crianças que não consomem leite e derivados podem apresentar deficiências. O ideal é ingerir alimentos ricos em cálcio como o tofu, leite de soja enriquecido, sardinha em lata, feijão, couve-manteiga, brócolis, almeirão, espinafre, agrião, mostarda, rúcula, melado de cana, quinua, aveia, entre outros.

 Vitamina D: Apesar de o Sol ser a principal fonte deste nutriente, recomenda-se que a criança obtenha algumas fontes alimentares como os alimentos enriquecidos, pois a vitamina D é essencial para absorção do cálcio e sua deficiência pode levar ao raquitismo. Cereais, leite de soja e o leite de vaca podem ser fortificados. Além destes, pode-se também incluir na dieta o óleo de fígado de bacalhau rico nesta vitamina.

 Vitamina B12: Infelizmente, um dos maiores desafios para o profissional da nutrição é conseguir a quantidade desejada e importante desta vitamina, já que a vitamina B12 está presente somente em alimentos de origem animal. A vitamina B12 é necessária para formar o sistema nervoso nas crianças, na produção de células novas, age na produção de sangue e sua deficiência pode causar anemia. Neste caso, o ideal é recorrer ao consumo de alimentos fortificados e, segundo a Associação Americana de Pediatria, recomenda-se que  crianças vegetarianas recebam suplementação de Vitamina B12. Mas converse com o pediatra para avaliar a necessidade.

Fibras: O excesso de fibras pode atrapalhar a absorção de alguns minerais como ferro, cálcio, magnésio e zinco, pois algumas possuem fitatos que se ligam a estes minerais e impedem a sua absorção. Além disso, o excesso de fibras leva também a perda de minerais, pois carregam alguns destes micronutrientes para serem excretados nas fezes.

Zinco: O zinco é um mineral essencial para um ótimo desenvolvimento cerebral, para produção de células, dentre outras funções. Como ele é facilmente encontrado em alimentos de origem animal, os vegetarianos devem incluir o zinco proveniente de fontes vegetais, mas tomando cuidado com fibras e fitatos presentes nestes alimentos que podem diminuir o aproveitamento do zinco. Semente de abóbora, feijão azouki, castanhas, germe de trigo e tofu são excelentes fontes de zinco.

É isso! Amanhã, a quarta e última parte da série. Venha ler!

Beijos,

Patricia

 

 

Ontem começamos uma série de posts sobre como agir quando a criança (e o adolescente) decidem parar de comer carne para evitar a matanças dos bichos. A origem está na pergunta da Rachel, que tem uma filha de 6 anos que decidiu virar vegetariana para preservar os bichos.

Hoje, na segunda parte, a nutricionista Elaine Rocha Pádua explica sobre as gorduras e as proteínas e o ferro  na dieta das crianças vegetarianas.

Gorduras: As gorduras desenvolvem papel fundamental na nutrição das crianças, sendo necessário o consumo equilibrado junto com os demais nutrientes. Alguns exemplos da atuação da gordura no nosso corpo são: fornecimento de energia, transporte de vitaminas, desenvolvimento de órgãos, produção de hormônios etc. Por isso, a baixa oferta de gordura em dietas vegetarianas pode comprometer o desenvolvimento e o crescimento ideal da criança, além de tornar o cardápio pouco calórico. Se possível, oferte alimentos como nozes, semente de linhaça, amendoins, castanha-do-pará, castanha-de-caju, amêndoas, macadâmia, frutas secas etc. Para crianças pequenas, cuidado com amendoins e sementes, já que elas podem engasgar.

 Proteína: Se a ingestão de calorias estiver adequada e a criança não estiver comendo muitos doces e guloseimas, a quantidade de proteína pode ser facilmente alcançada, desde que a dieta seja variada. Neste caso, é muito importante ressaltar que, se a criança não consumir a quantidade necessária de calorias, a proteína será utilizada como fonte de energia atrapalhando o crescimento dos pequenos.

Ferro: Um cardápio restrito em ferro pode gerar um quadro de cansaço, apatia, fraqueza, podendo levar a doenças mais sérias como a anemia, o que pode prejudicar o desempenho da criança na escola, dificultando o crescimento. A anemia ainda é uma realidade brasileira não só em crianças vegetarianas, mas também em crianças que recebem uma alimentação tradicional. Não há comprovação de que as crianças vegetarianas ingiram menos ferro, mas é de suma importância estar alerta para evitar essa deficiência. A dieta vegetariana fornece mais ferro não-heme (ferro vegetal), que não tem uma absorção tão eficiente como o ferro heme, presente na proteína animal. Para melhorar a absorção do ferro presente nos alimentos de origem vegetal (feijão, lentilha, ervilha, grão de bico, soja, couve manteiga, mostarda, brócolis) é importante associar alimentos ricos em vitamina C, pois estes ajudam na absorção do ferro não heme. Neste caso, inclua no cardápio laranja, acerola, caju, goiaba, maracujá, limão, morango, tomate, entre outros. Evite consumir chá ou café logo após as refeições já que este hábito pode atrapalhar a absorção deste mineral.

É isso. Amanhã teremos a parte 3 dessa conversa. Volte para ler.

Beijos,

Patricia

 

Meu filho virou vegetariano: e agora? – Parte 1

A Rachel deixou um comentário no post do Você pergunta a gente responde.

“Olá,
Minha filha tem 6 anos e há 5 meses não come mais nenhum tipo de carne
ou qualquer alimento vindo de animal (ovo, presunto, frango, peixe,
carne vaca, salsicha…). Bem, para piorar a minha situação ela já não
comia verduras e legumes, exceto cenoura… Vive a base de arroz,
batata, macarrao e frutas (adora!!!). O argumento dela para evitar
esses alimentos é não matar o bichinho, ou seja, virou vegetariana
radical. Em casa, ninguém é. Como lidar com uma crianca vegetariana e com as limitações de paladar dela?
Muito obrigada,  Rachel”

Não sei se é tendência, mas conversando com uma colega jornalista sobre o comentário da leitora, a Silvia, minha colega, contou que uma prima dela está passando pela mesma questão. O filho de 6 anos decidiu ser vegetariano para preservar os bichos e o meio ambiente.

Que as crianças copiam comportamentos, adotam atitudes a partir do que está no mundo, a gente sabe. Mas virar vegetariano para não matar vaca e frango, ai, ai, ai, isso é demais, gente. (Explicando: não é demais ser vegetariano. Pirei foi na história de parar de comer carne para proteger os animais. Criança é tudo fofo!)

A prima da Silvia ficou preocupada com a alimentação do filho e procurou a nutricionista Elaine Rocha Pádua para ter orientações sobre como proceder. Daí, fui conversar com a Elaine também. E ela deu uma aula sobre o tema, que aliviou o meu coração (afinal Miguel não é nem um pouco chegado em carne, mas não por questões ideológicas e sim por gosto mesmo). Espero que alivie o da Rachel também e de outras tantas que estejam passando pelo mesmo perrengue.

Como a conversa gerou um texto longo, vou dividir o post em quatro partes. Segue a primeira:

“A mãe deve manter a calma, mas aos poucos conversar com a criança e incluir o quanto antes uma refeição colorida e equilibrada, mesmo que não seja possível incluir as proteínas animal. 

Como em qualquer dieta, ela deve ser planejada cuidadosamente para que forneça quantidades adequadas de calorias, carboidratos, gorduras, proteínas, vitaminas e minerais. Quanto mais variado for o cardápio desta criança, menor a chance de deficiências de calorias, vitaminas e minerais.

Calorias: A criança está em fase de crescimento e desenvolvimento, sendo assim, necessita de uma grande quantidade de energia (calorias). Mas, por ter um estômago mais limitado, não consegue ingerir grande quantidade em uma refeição. Para ajudar nesta situação é importante ofertar alimentos densos caloricamente (que fornecem energia em um volume pequeno), como castanhas, nozes e leguminosas (lentilha, grão de bico, feijão, ervilha). Já que as dietas vegetarianas contêm muitas fibras, estas não devem ser dadas com exagero para não ocupar muito espaço no estômago do pequeno, evitando o déficit de calorias, até porque, se a criança comer um monte de folhas, não conseguirá atingir a quantidade de calorias que necessita. Para garantir um crescimento adequado, uma dica é monitorar o peso e estatura da criança com frequência.

Beijos e até amanhã, na parte 2.

Patricia

 

Lanchinhos para bebê de 10 meses

A Eugênia deixou o seguinte recado em nossos comentários.

“Oi Patrícia,

Sempre leio o blog, e o acho uma delicia. Uma pergunta: você tem ideias sobre lanches para um bebê de 10 meses? Fico perdida e o pediatra pouco ajuda. Você poderia escrever sobre isso especificamente? Eu agradeço. Bjs. Eugênia.”

Fui pesquisar um pouco sobre o tema n´A Vida do Bebê, do Dr. Rinaldo de Lamare, que é muito tradicional (às vezes até de mais), mas já me salvou um bocado de alguns apertos.  Também fui vasculhar a minha memória sobre o que dava aos meninos nesse período.

Vamos lá:

- Frutas. Frutas. Frutas. Elas são sempre a primeira opção até porque as crianças precisam comer pelo menos duas porções ao dia. Eu oferecia maçã raspada, em particular porque os meninos não tinham dentes aos 10 meses. Ofereça também pera, banana, mamão, pêssego, manga, melão, melancia, uva. Algumas delas amassadas em forma de papinha, outras como salada de frutas, e ainda assadas e amassadas.

- Para o lanche da tarde:

* mingau feito com bolacha Maizena e leite ou feito com miolo de pão e leite;

* pudim de Maizena (com amifo de milho) e com uma ameixa em calda (quase um manjar);

* Iogurte (de preferência o caseiro. A nossa receita está aqui)

* Sorvete (melhor que seja o de banana. A nossa receita está aqui)

* Doce caseiro, de abóbora ou de coco, por exemplo

# Imagine sempre que é um bebê que irá comer e não um adulto. Então, manere nas quantidades.

# Imagine também que a oferta de alimentos aos bebês não é tão variada quanto a de uma criança de 18 meses. Então, vá com calma. E siga as regrinhas de sempre de oferecer um alimento novo por dia. Mas o melhor é repetir o mesmo várias dias seguidos para ver como o organismo reage às novidades. E, se o bebê for alérgico a algum dos alimentos sugeridos, não ofereça!

E você tem alguma sugestão para ao bebê da Eugênia? Escreva que a gente acrescenta na lista acima.

Beijos,

Patricia

E A PROMOÇÃO COMER PARA CRESCER E BABY COOL CONTINUA. ACESSE O POST E VEJA COMO PARTICIPAR E CONCORRER A UM LINDO PRESENTE.