Category : Variedades

Feliz Dia das Mães!

“The Wet Nurse”

Mattia Pretti

“Yama Uba Nursing Kintoki”

Utamaro

“Motherhood”
Angelina and the child Diego

by Diego Rivera

A maternidade muda tudo em nossas vidas. A maior mudança, acreditamos, é nos descobrirmos seres capazes de alimentar um filhote sem a necessidade de gastar um tostão. As fêmeas são seres autossuficientes na alimentação básica do filhote recém-nascido. Somos poderosas. Somos o máximo!

Beijos e um excelente dia,

Patricia e Mônica

A revolução do prato começa em casa.

O chef gato (gatinho!) inglês Jamie Oliver acredita nessa premissa. Eu também. E desde que vi a palestra do chef gato (gatíssimo) no TEDX abracei essa ideia aqui em casa. E tem dado certo. Eu e maridón cozinhamos. Ele faz pratos quentes e salgados melhor do eu. A minha praia são os doces, bolos, pudins, compotas.

E Miguel, o menino que tinha apetite de passarinho, era seletivo exagerado, tinha nojinho de qualquer pintinha da banana, nem encostava na carne (lembram o quanto eu lamentava sobre o paladar do meu pequeno?), hoje é um garoto que enche o prato de salada, come carne, qualquer carne (algumas mais do que outras), se arrisca em experimentar legumes na salada, mas os come na canja sem problemas.

Aqui em casa, a revolução do prato deu certo.

Deu trabalho? Nada excepcional. Basta querer, mesmo, de verdade, que flui.

Precisa de dedicação? Sim e muita organização no começo. Investi tempo pensando em cardápios coloridos, plantei temperos. Investimos dinheiro comprando livros de receita. O Panelinha, da Rita Lobo, para nós foi, de longe, o investimento mais acertado porque a Rita escreve e descreve as receitas de um jeito que nos deu confiança para seguir em frente e se arriscar mais na cozinha. Se você está sem grana no momento para comprar livros, visite os milhares de sites de receitas que existem, mas sugiro que comece pelo Panelinha.

Acho que também deu certo porque maridón se envolveu na minha causa. Enquanto ele não dava muita bola para a história de ensinar os meninos a comerem direito e de um jeito mais saudável, eu me desgastava mais porque estava sozinha. A coisa de educar o paladar dos filhos passou a fazer sentido para maridón quando ele viu que nem sempre a dedicação no fogão é sinônimo de aplausos na mesa. É preciso dedicação diária, comer junto, fazer junto, respeitar o paladar, mas experimentar novidades na frente das crianças.

Passados dois anos, o saldo é positivo. Tenho orgulho da nossa revolução. Mas há um longo caminho a ser percorrido, pois somos uma família de paladar básico. Não comemos jiló nem rabanete, por exemplo. Mas já saímos da pré-história alimentar. Aspargos frescos e temperos variados fazem parte do nosso cardápio cotidiano.

A jornada está longe do fim também porque agora temos um pré-adolescente com a genética do Fred Flinkstone em casa. O garoto é daqueles que ama filé de brontossauro e passou a rejeitar todo e qualquer legume e verdura. E, aí, minha amiga, o “approuch” alimentar com meninos dessa idade é completamente diferente daquele que se faz com as crianças pequenas.

Nossa #foodrevolution continua. Temos de endurecer, mas sem perder a ternura, jamais!

beijos,

Patricia

 

 

 

Uma imagem para fechar a semana

 

Com a colaboração do Dr. Money, fechamos a semana com a imagem acima! (Puf!)

E que todos tenham um ótimo final de semana, que possam ir para cozinha com as crias fazer comida de verdade ao invés de pedir um Dollar Menu! (Humpf!)

beijos,

Patricia

Inspiração

Ai! Vontade monstro de comer uma coisa assim.

via A Ladys Finding

Porque eu adoro a maternidade

Algumas razões particulares porque eu adoro a maternidade.

1) Porque a maternidade me mantém alerta. Sabe a cena da leoa que aparece deitada no meio da savana africana rodeada pelos filhos que brincam uns com outros, mas é capaz de em um segundo pegar um a um pelo cangote e escondê-los só pelo simples cheiro de perigo? A maternidade me mantém nesse estado. E eu acho ótimo.

2) Porque a maternidade me fez conhecer dezenas de outras mães tão iguais a mim, mesmo sendo tão diferentes. Não é ser igual na condição de mulher é ser igual na condição de mãe. E nesse caso específico há diferença.

3) Porque só na maternidade posso ter momentos inacreditavelmente incríveis e simples com os filhos. Se não fosse a maternidade eu jamais iria a um show de música com um filho. Parece algo banal. Mas, acredite, não é. É um momento tão delicioso. Um momento que o filho está experimentando algo único e eu estou ali percebendo a reação dele. O Cacco Ciocler disse algo mais ou menos assim durante uma entrevista com a Marília Gabriela. “Meu filho virou para mim e disse: “Pai, eu estou tão emocionado que vou chorar”. E ele chorou vendo o Eric Clapton. Foi um momento muito especial para mim ver meu filho chorar de emoção.” É isso. Só a maternidade (e a paternidade) é capaz de fazer nossos corações felizes porque o filho está emocionado em ver um ídolo, mesmo que seja o Justin Bieber, acredite! Eu amei sentir essa sensação boa que é estar num show de música com meus filhos.

4) Porque a maternidade me mantém atualizada nas inutilidades mais uteis da vida. Eu jamais conheceria o horripilante vídeo  Avaíanas de Pau sem meus filhos. Eu jamais choraria de tanto rir com séries como Pessoas Incrivelmente Burras se não fossem meus filhos. Eu jamais conheceria o Luigui, irmão do Super Mario, se não fossem meus filhos.

5) Porque com a maternidade eu conheci a poesia da música e da literatura infantil com olhos, ouvidos e coração de adulto e pude me emocionar com Palavra Cantada, com o Demi (O Pote Vazio) e com tantos artistas e autores incríveis que se dedicam ao maravilhoso universo da literatura e música infantil com respeito e inteligência.

6) Porque eu me mantenho ativa e conseqüentemente queimando calorias (ebaaa!). Sem a maternidade eu ficaria jogada no sofá ou na cama assistindo TV por horas a fio e comendo uma quantidade incrível de porcaritos calóricos. Qual mãe pode ficar das 18h às 23h na frente na TV todos os dias sem fazer nada? Ra. Aposto que nenhuma. Ontem eu assisti pela primeira vez a novela Vida da Gente porque meus filhos estão viajando com os avós e eu fiquei na frente da TV das 18h às 23h (a chuva fez a gentileza de derrubar o serviço da NET e não pude trabalhar).

7) Porque eu jamais saberia o que é amor incondicional.

É isso e muito mais é claro, mas deixei para vocês completarem os  itens 8, 9, 10, 11, 12, 13, 15, 16… Mandem bala e escrevem porque vocês adoram a maternidade/paternidade.

Beijos,

Patricia, em momento extra-large de saudade dos filhos que estão longe de casa. Snif!

Vale tudo para os filhos comerem algo verde?

Adoro a Saveur Magazine. Tem receitas inspiradoras. Organizam por temas legais e publicam fotos que deixam a minha boca aguando. Enfim, um site de gastronomia, para mim, acima da média. Estava lendo um texto deles com sugestões de pratos para oferecer às crianças nas férias quando me deparei com uma receita de brócolis com cheetos!!!!

Achei que tinha lido errado. Mas era isso mesmo. A receita é do chef Craig Koketsu, do Park Avenue Winter, em Nova Iorque. E me deu nojo! Fiquei arrepiada de imaginar a combinação desse negócio aí, que até pode ser gostoso, na minha boca. Ui!

Comida trash tem limite, certo? Daí que pensei: mas será que se oferecer brócolis assim os meninos se interessariam em experimentar o vegetal sem estar triturado no meio do arroz?

Quando os especialistas falam que temos de oferecer 10, 15 vezes um alimento para ter certeza que, de fato, a criança não o tolera,  ensinam que também precisamos variar a apresentação. Isso significa incluir porcaritos nos verdes?  Essa receita me provocou a dúvida: quantos são os artifícios que lanço mão para fazer os meninos comerem algo verde e saudável, será que estou me lançando em um verdadeiro “vale tudo” gastronômico por algumas garfadas de brócolis.

Será que vale a pena? Não tem um jeito mais simples?

Beijos,

Patricia

PS: Não ofereci brocólis com cheetos.

Foto: Todd Coleman

 

Ano novo!

Que o seu Ano Novo tenha sido muito bacana e que você não tenha encarado uma cozinha como a acima logo nas primeiras horas do vindouro 2012. E, se encarou, que ninguém tenha duvidado da sua capacidade.

Mas diz aí: quem lavou a louça da ceia? Você, companheiro(a), a máquina ou terceiros e desconhecidos?

beijos,

Patricia e Mônica

Ei, 2012, chega logo!

 

Esse merengue é  ( ) verdadeiro ou ( ) falso?

 ( ) verdadeiro ou ( ) falso?

Nada disso é de comer. Todos são pinturas. Dá para acreditar?

Post para o Sr. CCOO.

Beijos, excelente final de semana e comam com os olhos,

Patricia

 

 

“Prezado Paladar do Miguel,

Acho que você me conhece. Você nasceu na minha barriga. Será que foi nesse período que comi algo que não lhe agradou? Estou realmente muito chateada contigo, com a forma como me rejeita, com a sua mesmice, a sua falta de jogo de cintura com o novo, com o diferente. Gostaria muito que um dia você recebesse melhor as minhas investidas que nem são tão inovadoras.

Preciso dizer que os últimos dias foram muito, muito difíceis. Foram realmente desanimadores. Pobre Miguel. Ele é quem sofre com as minhas broncas e com a fome, porque se ele não quer comer o que é servido, não come mas eu não volto para  cozinha com ânimo de preparar sempre o mesmo arroz com feijão.

O que você tem contra carne, legumes, verduras? Por que rejeita todas que são apresentadas a você das mais variadas formas de cozimento, tempero e temperatura? Não é justo com o Miguel, comigo, com o pai do Miguel nem com o irmão do Miguel. 

Venho por meio desta pedir para que avalie a possibilidade de mudar, de ser mais maleável, mais bem-humorado.

A família penhorada agradece,

Com amor,

Patricia”