Como The Walking Dead mudou minha forma de cozinhar

 

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Eu sei, o título é prá lá de estranho. Mas é verdadeiro. Antes eu cozinhava para alimentar minhas filhas. Hoje eu cozinho para ensiná-las a cozinhar, a fazerem sua própria comida em vários sentidos.

 

Sempre achei que a minha função enquanto mãe era proteger e educar minhas meninas. Depois que assisti a The Walking Dead, descobri que sutilmente existe uma função mais importante: ensiná-las a sobreviver! Claro que não vivemos em um mundo com zumbis e elas não precisam sair matando por aí. Mas existem pessoas más, existem pessoas que roubam, existem pessoas com o objetivo de nos machucar, seja física ou emocionalmente. Existem pessoas zumbis e situações zumbis.

 

E nesse caso, além de ensiná-las a amar ao próximo – mandamento máximo de minha vida – descobri que elas precisam saber se defender desse próximo em alguns casos.

 

Alimento, cuido da higiene, dou educação. Mas será que estou ensinando de fato a elas viverem sozinhas, sem a minha presença? Passei a me preocupar com os fatos práticos, como: elas morreriam de fome se ficassem sozinhas durante 24 horas? Elas saberiam o que fazer se eu cair desmaiada no chão? Elas gritariam se alguém as tentasse sequestrar?

 

Mas também como as questões emocionais: será que estou ensinando que frente a um problema devemos achar uma solução e não apenas chorar? Que não dá para ficar se sentindo vítima e que o negócio é agir? Será que elas sabem que terão que sacrificar alguns amores ou que terão de dar uma segunda chance para quem errou?

 

É necessário não só alimentar o físico com bons nutrientes como também alimentar a auto-estima, o auto-respeito, a auto-valorização. Quero que minhas filhas tenham  culhões para se defenderem com bons argumentos e gentileza, ou com tapas na cara se for preciso. E que tenham inteligência para distinguirem quando é necessário usar um ou outro – parodiando a oração da serenidade.

 

Em The Walking Dead o equilíbrio emocional muitas vezes é a diferença entre viver e morrer. E esse equilíbrio alcançamos com auto-conhecimento e segurança de saber fazer seja lá o que for. Por isso, ao ir para fogão, aproveito para mostrar como se faz, como se cozinha, como se transforma os elementos da natureza em deliciosas refeições. E passei a fazer isso com tudo ao lado das minhas filhas, para ter a chance de ensinar a viver.

 

Tudo isso acima pode ser uma grande piração, mas todos os tipos de loucura cabem dentro da maternidade quando o objetivo e procurar o melhor para os filhos.

 

Você concorda comigo?

 

Beijos

 

Mônica