De quando fui vencida por uma lasanha

Eu e Patrícia temos esse blog sobre alimentação infantil. O que envolve, claro, falar de receitas, de como melhorar comidinhas e tal. Por isso, caros amigos, preciso de muita coragem para confessar em público: não sei fazer lasanha.

Em minha defesa, conto que até risotos, Borsh e bolos elaborados ficam gostosos na minha mão. Mas lasanha… tá, eu sei, era para ser fácil…

Uma tarde, resolvi que a pauta do jantar seria o tal prato italiano. Como boa jornalista, comecei pesquisando. Encontrei receitas on line, comprei uma massa que parecia bacana. Tracei o objetivo da matéria: fazer uma lasanha de abobrinha usando o molho de tomate da mãe da Patricia (essa era para ser a parte difícil). Parti então para as entrevistas. Liguei para o maridão pedindo dicas de como lidar com a abobrinha e para minha sócia que tirou as últimas dúvidas sobre o molho. Pronto. Era sentar e escrever o texto. Ou melhor, executar a receita.

Eu e minhas recém-adquiridas habilidades gastronômicas fomos para a cozinha. O molho foi ficando uma delícia, galera! Cheirava bem, tinha cor boa. A abobrinha também, ficou bem fininha e saborosa – o segredo é fatiá-la com o cortador de queijo e depois refogá-la com azeite e alho. Tudo estava lindo!

Aí fui montar a lasanha e a inteligência culinária foi para o saco. Porque é assim minha gente, temos vários tipos de inteligência: a que faz você dirigir bem, a que arrasa nas contas, a que lembra todos os nomes de filmes. A minha teoria é que entrou em cena a inteligência do pedreiro porque fui colocando a massa, o molho, o recheio, a massa, o molho, o recheio e, hipnotizada, notei que estava sobrando muita massa na embalagem. Uma voz do além me disse: não pode, tem de usar tudo. O que fiz ó senhor? Passei a usar três massas em cada camada. Alguém lembrou aí que a massa precisa estar sozinha entre os molhos para cozinhar? Eu não.Obedeci meu amigo imaginário.

E eis que sai do forno… praticamente uma parede de massa em cima da lasanha! Porque usei a tática pedreiro apenas no final. Sim, precisei de uns três dias para colocar a auto-estima em ordem. E para a família acreditar que eu poderia entrar na cozinha novamente… O que aconteceu com a minha capacidade de pensar naquele momento? Não sei. Ainda acho que se fosse uma parede teria ficado perfeita!

Enfim, para eu não me sentir a única na face da Terra, conta aí alguma besteira enorme que você já fez na cozinha. Minha imagem pública agradece!

 

beijos

Mônica