Mitos e verdades sobre o peso infantil

 

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Você já pensou na quantidade de informações que escuta sobre o peso infantil e o quanto se sente perdido sobre o assunto? O quadro fica mais assustador quando pensamos sobre a obesidade infantil, que aumenta a cada ano. Saber um pouco mais como funciona o peso de uma criança pode ajudar. Por isso, fiz uma lista resumindo algumas informações que escutei de especialistas em várias reportagens que fiz sobre o assunto:

 

 

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Bebê gordinho é sinal de saúde: Mito. Bebês cheios de dobrinhas podem ser uma delícia, mas a verdade é que isso não reflete o estado de saúde da criança. Só exames e o pediatra poderão dizer se ele está bem, não sua aparência. E aqui o maior perigo é que dá uma vontade danada de ter aquele bebê fofo para o resto da vida. E o que os pais tendem a fazer? Dar muita comida e manter o padrão fofinho. Pode parecer cedo para se pensar em obesidade infantil, mas é nos dois primeiros anos de vida que se forma o padrão alimentar de uma criança.

 

Criança magra é sinal de doença: Mito. Como já explicamos aqui, isso também não reflete a saúde da criança. Se ela tiver um bom desenvolvimento, com a curva de crescimento crescente, e engordar sempre mesmo que lentamente, está tudo ok. Então, quando aquele parente chato vier mais uma vez apontar a magreza do seu filho, sorria e fim. Existem crianças que por fatores genéticos serão sempre magras (e felizes na vida adulta, hehehe)

 

Crianças sempre ganham peso: Verdade. Aproximadamente, as meninas vão crescer e engordar até os 18 anos e os meninos até os 21 anos. Mas a velocidade do ganho de peso infantil varia! Não dá para comparar o ganho de peso de um bebê no seu primeiro ano de vida, com o de uma criança de 3 anos, por exemplo. No geral, depois do primeiro ano, quando chegam a engordar 6 quilos, as crianças aumentam dois números na balança a cada ano até os 9 anos, quando chega o estirão da adolescência.

 

Bebê gordinho = adulto gordinho: Quase verdade. Quando o bebê nasce o seu peso sofreu tantas interferências da gestação que não mostra sua real tendência de engordar. Agora, o que acontece muito é que os pais querem manter o padrão de fofura e lotam a pobre criança de comida – muitas vezes, qualquer comida. Aí a garotada se acostuma e leva esses hábitos para o futuro, muitas vezes se transformando em um adulto gordinho. Já encontrei uma pesquisa mostrando que 70% das crianças gordinhas se tornam adultos obesos, o que é bastante assustador. Mas mudando a alimentação da família e o modo de pensar é possível reverter o quadro, né?

 

O correto é a criança estar na média da Curva de Crescimento: Mito. A curva média, como o próprio nome diz, mostra a média da população, o peso infantil médio. A Curva de Crescimento abrange vários biótipos, por isso possui uma faixa ampla, tanto para cima quanto para baixo da curva média. O importante é o desenvolvimento da criança estar dentro dessa faixa e se manter crescente.

 

Pai magro + mãe magra = filho magro: Mito. Mesmo quando a criança herda um metabolismo que mantém seus pais magros, ela pode engordar. Os alimentos ingeridos atualmente são mais cheios de gordura e açúcar, e as crianças se movimentam muito menos, por isso, seu filho pode engordar mesmo que você seja esbelta. O negócio é realmente comer de forma equilibrada.

 

Criança magra pode comer de tudo: Mito. Criança magra, assim como qualquer criança, precisa comer de forma equilibrada para garantir que no final do dia consumiu todos os ingredientes necessários para o seu desenvolvimento. Comer porcaritos em excesso ainda fará mal mesmo ela sendo magra.

 

Criança gordinha mas que come de forma saudável não merece preocupação: Mito. Merece sim e muito preocupação pois se a criança realmente tem uma alimentação equilibrada e mesmo assim continua com excesso de peso, pode ter problemas no metabolismo. Segundo os médicos, não existe gordo saudável. E, muitas vezes, a família exagera um pouco no que chama de saudável. Dois estudos, um feito no Centro Médico Universitário de Groeningen, na Holanda, e outro realizado em conjunto pelas universidades de Minnesota e de Washington, EUA, mostraram que os pais enxergam os filhos mais magros do que realmente são e não reconhecem que eles são obesos. Não é muito diferente da realidade brasileira. Se uma criança está acima do peso o melhor é procurar ajuda com um pediatra ou nutricionista.

 

Beijos

 

Mônica

 

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