Obesidade infantil

Obesidade infantil. Bem, você lê o título acima e pensa: “o que isso tem a ver comigo e esse pequeno ser que preciso alimentar mas que encara a comida como um inimigo mortal? Ou com total indiferença?” Continue lendo…

Três finais de semana atrás (olha como estou atrasada com esse post…) eu e Patrícia fomos convidadas para um evento da Danone, onde foi divulgado o Estudo Nutri-Brasil Infância. Foram analisados os hábitos alimentares de mais de 3 mil crianças entre 2 a 6 anos de todas as regiões do Brasil e faixas sociais. Os resultados são alarmantes:

* 22% das crianças apresentavam sobrepeso

* 6% delas já são consideradas obesa

* 40% a 50% dos pequenos não ingerem Ferro suficiente

* 30% das crianças entre 4 a 6 anos apresenta deficiência de Vitamina E

* mais da metade da população infantil está em risco nutricional para cálcio e vitamina D

Sim, estamos comendo errado. E, respondendo sua pergunta (aquela sobre o que tenho a ver com isso): é justamente quando a criança não come que começam os erros. Lembra que já discuti isso aqui uma vez? Pois é, minha hipótese estava certa. Fui checá-la com o pediatra Rubens Feferbaum, especialista em Nutrologia e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo que me explicou o seguinte: na ânsia de resolver o problema do “meu filho não come” os pais passam a oferecer o que a criança gosta: bolachas, doces, porcaritos em geral. Seu paladar se acostuma com isso e dificilmente ela aceitará comidas mais naturais de sabores mais suaves, de livre e espontânea vontade. E começa a correr o risco de ter sobrepeso.  Por isso, o grande conselho é: seu filho não come mas está saudável, dentro da Curva de Crescimento, tem acompanhamento de um pediatra? Tenha paciência, vá apresentando os alimentos aos poucos, mas não apele para as tentadoras comidas industrializadas.

Conversei também com o pediatra e nutrólogo Mauro Fisberg, do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria e um dos melhores especialistas quando o assunto é alimentação infantil. E ele foi bem animador dizendo que as comidas industrializadas não precisam desaparecer do cardápio. Elas fazem parte do dia-a-dia e ponto. Mas precisam ser usadas com bom senso. Não deve ser dada, por exemplo, para crianças com menos de 1 ano. Nem deve ser o que aparece mais no cardápio semanal. Para evitar tanto a obesidade quanto as deficiências nutricionais apontadas acima, é necessário ter uma alimentação variada. Que pode ter o hambúrguer e a lasanha pronta, mas tem de ter o feijão com arroz e salada também. O suco de caixinha num dia e o suco natural no resto da semana.Fiquei mais aliviada com essa resposta, afinal, parece que existe uma caminho do meio, onde você até pode apelar para um prato pronto nos dias mais corridos – desde que isso não aconteça de segunda a sexta…

Por último, uma foto minha e da Patrícia para provar que levantamos cedinho em pleno sábado e fomos, super concentradas, entender o que os especialistas falaram e contar tudo aqui. Viu como gostamos de vocês?

beijos

Mônica